POLÍCIA FEDERAL
PF investiga irregularidades na concessão de salário maternidade
São Paulo/SP – A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (21/3), a Operação CEGONHA, com objetivo de combater irregularidades na concessão de salário maternidade mediante inserção, por servidora pública, de falsos dependentes nos sistemas do INSS.
As investigações tiveram início com base nos trabalhos da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP), que também apoiou a investigação.
Foram cumpridos 3 mandados de busca e apreensão nas residências de uma servidora do INSS, de uma ex-estagiária, bem como na agência do INSS em que ambas estavam lotadas.
Análises demonstram que a servidora ingressava no sistema de concessão de benefícios e requeria para si própria, quase que mensalmente, um salário maternidade, a partir da criação de dependentes fictícios e inserção de contribuições fictícias com valores próximos ao teto.
Depois das concessões dos benefícios fraudados e dos respectivos pagamentos, para ocultar suas irregularidades, a servidora procedia à alteração das titularidades para terceiros e diminuía dos valores das rendas mensais iniciais.
A referida servidora concedeu também salários maternidades que foram recebidos pela ex-estagiária, que, por esta razão, também foi alvo das buscas.
O prejuízo estimado é de R$ 1 milhão e envolve até o memento mais de 40 benefícios de salário maternidade, todos atrelados à conta corrente da servidora ou da ex-estagiária.
As investigadas serão, em princípio, indiciadas pelos delitos de corrupção passiva (art. 317) e inserção de dados falsos no sistema (art. 313-A), ambos previstos no Código Penal.
O nome CEGONHA faz alusão ao mito popular do pássaro que leva os filhos no bico até a mãe.
Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo
Contato: (11) 3538-5013
POLÍCIA FEDERAL
PF e CGU apuram desvio de recursos públicos federais em Alagoas
Maceió/AL. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (15/9), com o apoio da Controladoria Regional da União em Alagoas (CGU/AL), a denominada Operação Rota Paralela, com o objetivo de aprofundar investigação sobre possível desvio de recursos públicos federais e outros delitos.
O aprofundamento da apuração indicou que recursos públicos federais repassados ao município de Capela/AL estariam sendo desviados, pelo menos, entre os anos de 2018 e 2024, durante a prestação de serviços de locação de veículos e máquinas ao município.
Segundo apontou a investigação, os crimes foram praticados através do direcionamento de sucessivos certames públicos a determinada empresa do ramo de locação de veículos e máquinas, bem como por meio de irregularidades e fraudes nas fases licitatórias e nas fiscalizações contratuais, causando prejuízo ao erário por superfaturamento e pela não prestação integral dos serviços contratados.
Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Capela/AL, Maceió/AL, Rio Largo/AL e Atalaia/AL, assim como o sequestro de bens no valor total de R$ 4.673.795,01 (quatro milhões, seiscentos e setenta e três mil, setecentos e noventa e cinco reais e um centavo) e a suspensão do exercício de função pública de servidores envolvidos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, fraude em licitação e contrato em prejuízo da Administração Pública, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Comunicação Social da Polícia Federal em Alagoas
Contato: (82) 3216-6723/6823
E-mail: [email protected]
Fonte: Polícia Federal
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