MATO GROSSO

Produtores de Lucas de Rio Verde são primeiros beneficiados por programa nacional


Os primeiros a serem contemplados com a retomada do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) em Mato Grosso são 50 produtores de Lucas do Rio Verde (a 330 km de Cuiabá). Eles conseguiram, junto ao Banco do Brasil, crédito para financiar a compra de 7 hectares da fazenda Fênix II, localizada 48 km distante da área urbana, por um total de R$ 6 milhões.

Cada família pagará R$ 121 mil pelo lote, com carência de três anos para a 1ª parcela, e prazo de 25 anos para quitar o empréstimo. Vinte dos 50 lotes já foram pagos aos proprietários da fazenda, cujo total de área é de 347 hectares.

Um dos beneficiários com a compra de parte da fazenda é o Laudinor Batisti, de 63 anos, natural do Rio Grande do Sul e que há 11 se mudou para Lucas do Rio Verde. Inserido na agricultura desde a infância, ele plantava abóbora moranga no terreno de uma associação, mas sem área para colher após o espaço ser vendido para ser feito campo de futebol, acabou fazendo salames caseiros como forma de obter renda familiar. Desde então, essa tem sido a única fonte de recursos.

“Agora tendo essa área quero trabalhar com a criação de ovelhas, galinhas, porcos e ainda plantar mandioca, batata doce, pepino e repolho. Terei um espaço para me dedicar à agricultura, que foi o que sempre trabalhei”, comenta o produtor.

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Laudinor Batisti, de 63 anos, pretende expandir a produção com a área adquirida

Além das condições de pagamento do financiamento do Crédito Fundiário serem boas, o valor da fazenda Fênix II foi praticado abaixo de mercado. “Foi uma grande conquista, porque conseguimos convencer a proprietária da fazenda a vender o hectare pelo preço que era praticado em 2017″, explica o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral.

Cada família irá pagar R$ 17 mil por hectare, sendo o que o preço da área rural em Lucas do Rio Verde hoje não sai por menos de R$ 40 mil. E para estruturar a produção dos agricultores familiares que adquiriram a área, um lote da fazenda foi destinado para a construção de uma cooperativa ou associação.

“Assim, o que for produzido pelos compradores poderá ser concentrado em um local e comercializado em conjunto para melhor atender o mercado”, acrescenta Silvano Amaral.

O secretário destaca que o programa federal ficou paralisado por quase 10 anos, mas voltou a ser realizado em Mato Grosso beneficiando trabalhadores rurais e sem-terra, para que possam comprar terras a partir de financiamento com carência e maior tempo para pagar.

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Secretário Silvano Amaral está acompanhando retomada do programa federal

A retomada ocorreu após o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), atuar junto ao departamento de gestão do crédito fundiário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Como funciona o PNCF 

Feita a escolha da área, o proprietário deverá manifestar interesse na venda do imóvel com valor compatível ao de mercado. A partir de então, o Governo do Estado passa a atuar na elaboração da proposta de financiamento, reunindo informações sobre o imóvel, os investimentos necessários, a aptidão da área para o plantio, entre outras informações.

O produtor poderá financiar até R$ R$ 151 mil com juros de até 2,5% ao ano, sendo: 0,5% para a linha PNCF Social, para agricultores inscritos no CAD-Único; 2,5%, para a linha PNCF Mais. O pagamento é efetuado em até 25 anos, incluídos três anos de carência.

O programa também disponibiliza recursos de até R$ 7,5 mil para contratação exclusiva de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), financiado em cinco parcelas anuais de R$ 1,5 mil por beneficiário.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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