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Centro de Testagem registra boa procura e população elogia serviços prestados


Davi Valle

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Em seu primeiro dia de funcionamento, na quarta-feira (9), o Centro de Testagem da Covid-19, localizado em anexo à Policlínica do Coxipó, na Capital, registrou uma boa procura por parte da população. No período matutino o movimento foi mais tranquilo, por outro lado as vagas disponibilizadas no período vespertino foram completamente preenchidas. O local foi inaugurado na noite desta terça-feira (08) pelo prefeito Emanuel Pinheiro, durante transmissão ao vivo em redes sociais. 

A medida adotada pelo gestor tem como base a curva acentuada de contaminação do vírus, acompanhada dos surtos gripais, aumentando consideravelmente a busca por testes rápidos nas unidades municipais de saúde. Após uma série de análises e estudos técnicos, o Executivo Municipal, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) se mobilizaram, contemplando primeiramente a região Sul. 

O prefeito afirmou que o posto tem como finalidade intensificar o controle da doença viral por meio da testagem em massa da população, ampliando de ponta a ponta a oferta na cidade. “Estamos espalhando por toda a Cuiabá os postos. Aqui na grande Coxipó estamos dando início a testagem da região sul. Parabéns a toda equipe e agradeço a dedicação, garantindo conforto e dignidade para todos que vierem aqui”, destacou Pinheiro. 

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Mairce Ribeiro, que foi uma das primeiras a comparecer ao local, elogiou a estrutura e disse que foi muito bem atendida pela equipe. “Me ajudaram com o cadastro no posto de saúde da Lixeira e agora eu estou aqui. Está tudo muito bem organizado, estou gostando muito. Estou com os sintomas e decidi fazer o teste”, contou. 

Os atendimentos no Centro de Testagem funcionam apenas com agendamento prévio pelo site: https://testerapidocuiaba.com.br/ (confira o passo a passo aqui), válido apenas para o dia e hora marcados. Aqueles que não comparecem na data, deverão repetir a prática, agendando novamente. 

Em casos de resultados negativos, os dados do paciente ficarão bloqueados por sete dias e uma nova testagem só poderá ser repetida após este período, em conformidade com o ciclo do vírus. Para os positivos, após cumprir o isolamento domiciliar e ingerir a medicação, caso seja receitada, fica dispensável a necessidade de reteste. Um novo teste só será permitido após o prazo de 90 dias [três meses]. 

O polo tem capacidade para promover até 200 testes rápidos por dia, o que contabiliza mil por semana. O local é composto por três recepções, salas de triagem, consultórios médicos, respectivamente, e uma farmácia. 

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Para pacientes que precisarem de exames, os de raio X estão sendo direcionados à Policlínica do Coxipó e os de tomografia para a unidade referência de tratamento do coronavírus, o antigo Pronto Socorro, no bairro Bandeirantes. 

Já as unidades básicas, que também realizam a testagem, como os Centros de Saúde Grande Terceiro e Ana Poupina, continuam atendendo normalmente, disponibilizando 100 e 140 testes diariamente, bem como as unidades de Hora Estendida, Clínica da Família do CPA I, Centro de Saúde do Tijucal, Parque Ohara e Residencial Ilza Terezinha Picolli Pagot, que realizarão 60 testes cada, das 08h às 21h. As demais unidades básicas farão 20 testes por dia. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas, realizarão o total de 360/dia, atingindo a marca de 2.640 testes rápidos diários à disposição da comunidade, de segunda-feira a sexta-feira. 

A testagem tem como critérios pré-estabelecidos: pessoas que apresentarem sintomas por dois dias seguidos como: febre, dor de cabeça, calafrios, dor de garganta, tosse, coriza, alteração no paladar ou olfato; contato sintomáticos de pessoas que positivaram para Covid-19.

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Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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