VÁRZEA GRANDE MT
Várzea Grande realiza cirurgia bariátrica pelo SUS e transforma vida de paciente que aguardava há mais de dois anos
A iniciativa faz parte de uma parceria entre o governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Santa Rita
Um novo capítulo na saúde pública de Várzea Grande começou a ser escrito com a realização da primeira cirurgia bariátrica feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Rita. O procedimento de alta complexidade, realizado no dia do aniversário de 158 anos de fundação de Várzea Grande, ontem, 15 de maio, representa esperança e mais qualidade de vida para pacientes que aguardam na fila por uma chance de recomeçar.
O paciente Everton Rodrigues, obeso desde os 18 anos, foi o primeiro beneficiado. Ele aguardava há mais de dois anos pela cirurgia e agora comemora uma nova fase. “Já tinha perdido a esperança, mas deu certo, graças a Deus. Agora poderei ter mais disposição para viver momentos de recreação com as crianças da escola onde trabalho. Amo o que faço e amo meus alunos”, contou emocionado, na manhã de hoje (16), após o procedimento.
A cirurgia foi realizada pelo médico cirurgião gástrico Emanuel Almeida, que há mais de 12 anos trabalha com cirurgias do trato digestivo e bariátricas. Natural de Várzea Grande, doutor Emanuel celebrou o marco histórico em sua cidade natal. “Foi um procedimento tranquilo, feito por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que permite uma recuperação mais rápida. O paciente passou por acompanhamento com uma equipe multiprofissional e continuará sendo monitorado”, comemora.
Ele explica que o sucesso da bariátrica depende também do comprometimento pós-operatório, principalmente, na mudança de hábitos alimentares e no cuidado com o aspecto emocional.
A iniciativa faz parte de uma parceria entre o governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Santa Rita, via o Programa Fila Zero.
A prefeita Flávia Moretti (PL) explica que a oferta do procedimento representa mais um avanço na construção de uma nova história na saúde pública local. “Oferecer um serviço como esse é um presente para a população. A bariátrica traz esperança, qualidade de vida e mostra que estamos fazendo a diferença com uma gestão comprometida com o bem-estar da nossa gente”, afirmou.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, que também já passou por uma cirurgia bariátrica, o objetivo é garantir mais agilidade no atendimento à população. “É uma cirurgia de alto custo e complexidade, e estamos felizes em poder oferecê-la de forma gratuita. Queremos que nossos munícipes sejam assistidos, e muito bem assistidos aqui, com uma equipe fantástica e uma gestão comprometida. Esse é um passo importante para um SUS cada vez mais eficiente em Várzea Grande”, declarou.
O diretor executivo do hospital, doutor Alencar Farina, reforça o compromisso da unidade com a transformação da saúde no Município. “A parceria com a prefeitura de Várzea Grande tem esse propósito, contribuir com a saúde da cidade e mudar vidas”, pontuou.
TUDO PELO SUS – O procedimento, que na rede privada pode custar entre R$ 25 mil e R$ 35 mil, agora está ao alcance de quem mais precisa, graças ao esforço conjunto de gestão, profissionais da saúde e instituições parceiras. E para muitos, como Everton, essa conquista representa o início de uma vida nova: mais saudável, ativa e cheia de possibilidades.
Para você que deseja fazer a cirurgia ou está inseguro, Everton aproveitou para deixar uma mensagem de encorajamento. “Não tenham medo. O doutor Emanuel é muito experiente no que faz, nos passa segurança e a estrutura do hospital é fantástica, além da equipe hospitalar que nos atende super bem”, afirmou.
VÁRZEA GRANDE MT
Diagnóstico revela potencial da apicultura para fortalecer a agricultura familiar em Várzea Grande
Um diagnóstico elaborado pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), revelou que a cadeia produtiva da apicultura em Várzea Grande possui grande potencial para ampliar a geração de renda no campo. No entanto, o estudo também identificou entraves estruturais que ainda impedem o crescimento da atividade.
O levantamento, realizado entre abril e junho deste ano, identificou apicultores em atividade nas comunidades rurais Formigueiro, P.A. Dorcelina Folador, P.A. Sadia I e P.A. Sadia III. Além disso, mapeou a produção local, os principais desafios enfrentados pelos produtores e as oportunidades para fortalecer o setor.
Entre os principais gargalos está a ausência de uma Casa do Mel no município. Sem uma unidade de beneficiamento e o Selo de Inspeção Municipal (SIM), os apicultores ficam impedidos de agregar valor à produção e de comercializar o mel em supermercados, farmácias e outros estabelecimentos, além de perderem a oportunidade de explorar economicamente derivados como própolis, cera e geleia real.
“A Casa do Mel é uma unidade de beneficiamento que permite processar, envasar e certificar o mel dentro das normas sanitárias. Com ela, os apicultores podem vender a produção para supermercados, farmácias e programas públicos, agregando valor ao produto e ampliando a renda no campo. Hoje, a ausência dessa estrutura é o principal entrave para o crescimento da apicultura em Várzea Grande, e queremos ajudar esses pequenos produtores a conquistar essa estrutura”, afirma o secretário Ricardo Amorim.
O diagnóstico também mostra que o mel é comercializado diretamente nas propriedades rurais, em embalagens de um litro, com preço médio de R$ 100, evidenciando o potencial econômico da atividade para fortalecer a agricultura familiar.
O coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Leandro Silva, destaca que o estudo oferece um panorama inédito da apicultura no município e aponta caminhos para o fortalecimento da cadeia produtiva.
“Identificamos os principais desafios enfrentados pelos apicultores e as oportunidades para o setor. A implantação da Casa do Mel e a obtenção do Selo de Inspeção Municipal são medidas estratégicas para ampliar a produção, abrir novos mercados e fortalecer a agricultura familiar”, ressalta.
Além da necessidade de uma unidade de beneficiamento, o diagnóstico aponta outros desafios, como os longos períodos de estiagem, que reduzem a florada do Cerrado, e o alto custo dos insumos utilizados no manejo das colmeias. O documento também recomenda a criação de núcleos de produtores e o fortalecimento de parcerias institucionais para ampliar a produtividade e consolidar a apicultura como uma alternativa sustentável de geração de emprego, renda e desenvolvimento no meio rural de Várzea Grande.
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