VÁRZEA GRANDE MT
Integrante do Caderno 2 vai participar da 12 ª Conferência Nacional do Direito da Criança e Adolescente
A integrante do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo – unidade Caderno 2 – Paola Cássia de Oliveira, estará entre os dias 2 e 4 de abril, participando da 12º Conferência Nacional de Assistência Social, do Direito da Criança e Adolescência, em Brasília.
Para a participante, representar o Estado de Mato Grosso, bem como o município de Várzea Grande na Conferência Nacional, é uma honra e uma responsabilidade ainda maior porque de lá sairão definições que irão impactar a vida dos jovens, que assim como ela, desejam um país melhor e de oportunidade.
Paola de Oliveira conta que desde 2022 – data em que entrou no Caderno 2 – começou a participar das Conferências Municipais e a partir daí se aprofundou nas pautas discutidas durante o encontro. “Eu também buscava informações complementares e fui tomando gosto pelo assunto. Participava ativamente dos eventos e também dava sugestões. Fui convidada a participar da Conferência Estadual, e na ocasião me candidatei para participar do encontro Nacional. A princípio tinha ficado como suplente, mas como o titular não poderá participar do encontro em Brasília, fui convidada para assumir essa responsabilidade. Estou muito feliz e contente com essa oportunidade e vou fazer de tudo para representar bem o meu município”.
A integrante do Caderno 2 disse ainda que é importante que mais jovens se interessem pelas discussões em torno de políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes, e de jovens de forma em geral. “Como cidadã espero que outros jovens tenham a mesma oportunidade que estou tendo agora de poder discutir com os poderes os nossos direitos, sem esquecer de nossas obrigações também. Quero, nesta conferência nacional, aprender muito mais e poder contribuir na construção de políticas públicas em nosso município”.
A coordenadora da Atenção Especial Básica, Bernadete Miranda, lembra que o Caderno 2 integra o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, e que atua no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. “O programa integra o conjunto de serviços do Sistema Único de Assistência Social, oferecendo a população de vivencia situações de vulnerabilidades sociais, novas oportunidades de reflexão acerca da realidade social, contribuindo dessa forma para o planejamento de estratégias e na construção de novos projetos de vida”.
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira disse que é muito gratificante ver que os jovens estão cada vez mais antenados às questões relativas aos direitos da criança e adolescente e que ver a disposição da Paola Oliveira em participar da Conferência Nacional, nos faz acreditar que estamos no caminho certo.
“É importante que os jovens tenham essa percepção e que procurem cada vez mais, se envolver em assuntos que dizem respeito às suas vidas. Estamos muito felizes em ver o crescimento da Paola e desejamos, a ela, muito sucesso, na certeza de que vai nos representar muito bem”, pontuou Ana Cristina.
VÁRZEA GRANDE MT
Audiência pública reúne moradores e aponta desafios para o saneamento de Várzea Grande
A participação da população foi importante para a audiência pública de atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Várzea Grande, realizada na noite desta quarta-feira (12), no Ginásio Poliesportivo Fiotão. Moradores de diferentes regiões da cidade relataram problemas enfrentados diariamente com o abastecimento de água e apresentaram sugestões e questionamentos que passam a integrar a discussão sobre o futuro do saneamento no município.
Durante o encontro, representantes da FIPE apresentaram um diagnóstico que aponta perdas de até 60% na distribuição e necessidade de até R$ 1,3 bilhão em investimentos para regularizar o abastecimento.
Além da participação presencial, a população também pôde contribuir por meio de consulta pública disponibilizada no site do programa Acelera VG Água. O prazo para envio de sugestões e contribuições pela plataforma foi encerrado nesta quarta-feira (12).
Os moradores relataram períodos prolongados sem água, baixa pressão, irregularidade no fornecimento e dificuldades para armazenar água para as necessidades básicas. Maria do Socorro, moradora do bairro Nova Fronteira, contou que chegou a passar a madrugada tentando conseguir água. Segundo ela, mesmo após informações de que o abastecimento havia sido retomado em parte da região, a água não chegou à sua residência. “Eu fiquei até 1h40 da madrugada lutando sem água. Estou na esperança de amanhã vir água e conseguir ligar a bomba para tentar puxar”, relatou.
No Marajoara, Leila Francisca disse que utiliza uma cisterna para enfrentar a irregularidade no abastecimento, mas ainda precisa recorrer a vizinhos que possuem poço. Já o morador da Vila Arthur, Odílio Domingos da Silva, afirmou que o problema se agravou nos últimos anos. “Agora, nesses últimos 90 dias, está entre cinco e dez dias sem água. Chegamos a ficar 12 dias sem água”, afirmou. Segundo ele, a imprevisibilidade do abastecimento também obriga os moradores a permanecerem em casa para aproveitar os períodos em que a água chega, inclusive durante a madrugada.
Morador do bairro Nova Várzea Grande, Edivaldo João Silva, que vive no município há quase 50 anos, lembrou que as dificuldades com o abastecimento são antigas e manifestou expectativa de que a atualização do plano ajude a mudar essa realidade. Jairo Monteiro Arruda parabenizou a Prefeitura pela realização da audiência e destacou que foi possível identificar problemas que se repetem em diferentes regiões.
Pelo YouTube, Geizibel Campos chamou atenção para situações em que imóveis da mesma rua recebem água em dias diferentes, enquanto Pamela Fernandes relatou problemas com vazamentos no bairro Jequitibá, que, segundo ela, prejudicam o abastecimento.
Diagnóstico aponta necessidade de grandes investimentos – Durante a audiência, representantes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) apresentaram os estudos que embasam a atualização do PMSB. O levantamento reúne diagnóstico da situação atual, projeções populacionais, demandas futuras, avaliação da capacidade operacional e financeira dos sistemas e alternativas para ampliar investimentos e melhorar a prestação dos serviços.
No abastecimento de água, o estudo aponta que 97,6% da população possui acesso à rede, mas problemas de infraestrutura comprometem a regularidade do serviço. As perdas na distribuição chegam a 60%.
O diagnóstico identificou ainda que sete sistemas de captação precisam de reformas ou adequações e que oito Estações de Tratamento de Água (ETAs) também necessitam de intervenções.
Para regularizar o abastecimento, a estimativa apresentada no documento aponta a necessidade de investimentos entre R$ 800 milhões e R$ 1,3 bilhão, incluindo obras nos sistemas de captação, implantação de reservatórios, reparos na rede de distribuição e intervenções nas estações de tratamento.
No esgotamento sanitário, o cenário também exige investimentos expressivos. Atualmente, apenas 30% da população tem acesso à coleta de esgoto, enquanto a cobertura de coleta e tratamento dos efluentes domésticos está em 16,6%.
O estudo aponta que 12 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) precisam de reformas ou adequações e outras 12 estão inoperantes ou necessitam ser desativadas. Mesmo após a readequação do sistema existente, ele seria capaz de atender cerca de 50% da demanda real, o que demonstra a necessidade de expansão da rede.
Os investimentos estimados para o setor de esgotamento sanitário variam entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, destinados principalmente à ampliação da rede, reforma e construção de estações de tratamento.
Participação popular ajuda a definir próximos passos – A audiência pública encerra uma etapa importante do processo de atualização do PMSB, ao permitir que o diagnóstico técnico seja apresentado à sociedade e confrontado com a realidade vivenciada pelos moradores.
“As contribuições apresentadas durante o encontro serão consideradas no processo de consolidação do plano, que estabelece diretrizes, metas e ações para o saneamento básico do município. Após essa etapa, a atualização do PMSB será encaminhada à Câmara Municipal de Várzea Grande, onde deverá ser analisada e votada pelos vereadores. Se aprovada, a proposta irá se transformar em lei e servir de base para a escolha do novo modelo de gestão par aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade”, detalhou a secretária Ina de Maria.
Responsável pelo acompanhado de todos os trabalhos que estão sendo realizados pela FIPE, INa de Maria pontua que “mais do que a aprovação de um documento, o processo representa a definição de uma estratégia de longo prazo para enfrentar problemas que fazem parte da rotina de milhares de famílias. A expectativa é que o planejamento técnico, aliado à participação da população, ajude a transformar as demandas apresentadas em obras, investimentos e melhorias efetivas nos serviços de água e esgoto de Várzea Grande”, concluiu.
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