VÁRZEA GRANDE MT
DAE encerra mutirão de regularização nos Residenciais São Mateus e São Benedito
A ação levou o setor comercial da autarquia até os moradores com o objetivo de facilitar o acesso a serviços essenciais e promover a renegociação de débitos com condições especiais
O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG) encerrou, nesta quarta-feira (16), mais uma etapa do mutirão “Regularize Já”, realizado nos residenciais São Mateus e São Benedito. A ação levou o setor comercial da autarquia até os moradores com o objetivo de facilitar o acesso a serviços essenciais e promover a renegociação de débitos com condições especiais.
A região foi escolhida por apresentar altos índices de inadimplência, o que impacta diretamente a capacidade de investimento da autarquia em melhorias e manutenção do sistema de água e esgoto. Por isso, ações como essa são fundamentais para recuperar créditos e garantir a continuidade dos serviços públicos com qualidade.
Durante o mutirão, os moradores puderam:
– Negociar débitos com descontos de até 97% em juros e multas
– Parcelar dívidas em até 36 vezes
– Solicitar padronização, instalação ou troca de hidrômetros
– Atualizar o cadastro e acessar todos os serviços comerciais do DAE no próprio bairro
“Nosso objetivo é estar mais próximo da população. Entendemos que muitos moradores têm dificuldade de se deslocar até o atendimento presencial, por isso, estamos levando nossos serviços diretamente aos bairros”, afirmou o diretor-presidente do DAE, Zilmar Dias.
O “Regularize Já” também reforça o compromisso do DAE com a humanização no atendimento e com a construção de soluções conjuntas entre o poder público e a comunidade. O modelo itinerante tem se mostrado eficaz para resolver pendências, prestar orientações e ouvir as demandas dos moradores no território onde vivem.
A Autarquia informa que novas edições do mutirão já estão sendo programadas para outras regiões da cidade. O cronograma será divulgado em breve pelos canais oficiais.
VÁRZEA GRANDE MT
Saúde municipal monitora caso e reforça medidas de combate e prevenção à meningite
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informa que as equipes da Vigilância Epidemiológica estão tomando todas as medidas necessárias e orientativas em relação ao caso confirmado de meningite bacteriana em uma estudante e moradora da cidade. A menor, J. V. P. P. de 11 anos, é estudante da Escola Estadual ‘Governador José Garcia Neto’, localizada no Residencial Júlio Domingos de Campos, nas imediações da Rodovia Mário Andreazza. Apesar de morar e estudar na cidade, a família buscou atendimento em Cuiabá. O caso foi registrado como de Várzea Grande, mas está sendo acompanhado pela Saúde da capital.
Conforme informações repassadas pela Vigilância de Cuiabá, a menor recebeu atendimento no Hospital Materno-Infantil, mas está internada agora no Hospital Central, também na capital.
De medidas práticas já realizadas, a direção escolar já realizou a sanitização da unidade. Todos os alunos hoje (5) tiveram as aulas suspensas, mas serão retomadas amanhã (6).
A Vigilância Epidemiológica, em visita in loco à unidade escolar, orientou sobre as medidas a serem tomadas mediante casos suspeitos da meningite. A recomendação é para que as pessoas que tiveram contato direto – ou que tenham sintomas – com a estudante procurarem uma unidade de saúde no Município.
Em contato com a mãe da paciente, a Vigilância Epidemiológica de Várzea Grande conseguiu traçar um itinerário. A crianças esteve gripada recebeu atendimento em Várzea Grande, quando foram feitos consulta e exames de imagem, que nada constaram – pulmão limpo. Tratado os sintomas gripais, a família viajou para Rondonópolis. No dia 28 de abril, a criança apresentou dor de cabeça e febre alta, e buscou atendimento nas UPAs Ipase e Verdão, mas desistiu da consulta. No dia seguinte, no dia 29, a menor foi à aula, queixou de dor de cabeça novamente, a escola comunicou a família, que optou pelo atendimento no Centro Médico Infantil, em Cuiabá.
Sobre a evolução do atual quadro da paciente, a Vigilância de Várzea Grande recebeu a informação de que houve melhora dos sintomas e que a menor e sua família aguardam resultados de novos exames.
O diagnóstico veio do Laboratório Central (Lacen) e foi comprovado que se trata de um caso de meningite por streptococcus pneumoniae, o primeiro do ano, em Várzea Grande.
VACINAÇÃO – A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande aproveita a oportunidade para reforçar a necessidade de imunização e da oferta de doses em todas as unidades de saúde que estão abastecidas. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente a vacina contra a meningite C, aplicada em bebês entre 3 e 5 meses de vida, e a vacina contra as meningites A, C, W, Y, aplicada como reforço preferencialmente aos 12 meses, podendo ser administrada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. A ACWY também pode ser aplicada como dose única ou complementar em adolescentes entre 11 e 14 anos.
Fatores extras, como pneumonia mal curada, má administração de antibióticos – criando resistência do organismo às bactérias – e agravamento da influenza, podem levar a casos de meningite bacteriana.
O QUE FAZER? – Em casos de sintomas, o paciente sob suspeita deve adotar o uso de máscaras, assim como parentes próximos, e buscar imediatamente unidades de pronto atendimento, que em Várzea Grande são as UPAs do Cristo Rei e do Ipase e o Hospital e Pronto-Socorro Municipal e evitar aglomerações.
Nesses locais, a equipe médica vai avaliar o paciente, solicitar exames e tomar as condutas iniciais ao tratamento, monitoramento e acompanhar o caso. A meningite pode ser causada por diferentes agentes, como vírus, bactérias ou fungos. Por isso, nem todo caso de meningite é meningocócico e nem toda situação exige as mesmas medidas de controle.
A doença tem como principais sintomas: febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência, confusão mental, convulsões, manchas vermelhas ou arroxeadas na pele ou piora rápida do estado geral. Em lactentes e crianças pequenas, também devem ser observados irritabilidade intensa, choro persistente, recusa alimentar, vômitos, sonolência ou letargia e abaulamento da fontanela [quando a moleira da cabeça do bebê fica estufada].
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