TSE
Dia da Internet Segura: Justiça Eleitoral reforça medidas para proteção coletiva
No Dia Internacional da Internet Segura, celebrado nesta terça-feira (8), a Justiça Eleitoral reafirma a importância da adoção de medidas que vem sendo tomadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e pelos cartórios em todo o país. Além de tornarem o processo eleitoral mais legítimo, as ações protegem os brasileiros dos diversos problemas diante da vulnerabilidade digital.
A data é comemorada há 14 anos, por uma iniciativa da Safernet Brasil que, nesta edição, traz o tema “Juntos por uma Internet + positiva”. O evento torna-se especialmente relevante ao se considerar que todos os serviços e acessos à informação são feitos pela internet, mas que ainda sofre com os perigos como ataques de hackers, fraudes, desinformação e discursos de ódio, entre outros riscos.
Estratégias
Com o amadurecimento das instituições que compõem a Justiça Eleitoral quanto à segurança cibernética, tornaram-se necessárias iniciativas como a aprovação de uma nova versão da Política de Segurança da Informação (PSI), em julho de 2021. Por meio da Resolução nº 23.644/2021, foram estabelecidas diretrizes com o objetivo de garantir a continuidade da prestação jurisdicional e dos serviços eleitorais por todo o país.
A norma institui estratégias, responsabilidades e competências, buscando a estruturação da segurança da informação; a promoção de ações que evitem incidentes, de modo a preservar os dados e a imagem da instituição; e nortear os trabalhos de conscientização e de capacitação de pessoal em segurança da informação e em proteção de dados pessoais.
De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, além da Resolução, foi instituída uma série de normas que determinam procedimentos, padrões e ações que precisam ser tomadas sob os diversos aspectos que envolvem a política de segurança cibernética. Entre elas, está a aprovação, também no último ano, da Estratégia Nacional de Cibersegurança da Justiça Eleitoral. Trata-se de um plano plurianual (até 2024), com metas anuais para todos os entes da Justiça Eleitoral. A medida foi pautada pela Resolução CNJ nº 396, de 07 de junho de 2021.
“Todas essas iniciativas demonstram uma percepção, por parte da Justiça Eleitoral, da importância da internet, não apenas como um ambiente corporativo, mas também como um ambiente seguro, de provimento de informações e serviços aos cidadãos”, esclareceu o secretário.
Ainda segundo Júlio Valente, em relação às eleições, é importante frisar que as urnas eletrônicas não são conectadas a nenhum tipo de rede. Portanto, os resultados das votações ficam preservados nos equipamentos, não sendo passíveis de ataques por parte de hackers.
AL/CM, DM
TSE
TSE cria nova Assessoria com foco no combate à desinformação
Uma das principais preocupações da gestão do ministro Edson Fachin à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o combate à desinformação. Exemplo disso é a criação da nova Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação.
A Assessoria Especial faz parte de um conjunto de ações do Programa de Enfrentamento à Desinformação, lançado em agosto de 2019 com foco nas Eleições 2020 e que se tornou permanente em agosto de 2021, após a assinatura da Portaria TSE nº 510/2021 pelo então presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso. O plano estratégico do Programa para as Eleições 2022 já está traçado.
De acordo com o assessor-chefe da nova pasta, Frederico Alvim, servidor do TSE e membro fundador da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), o maior objetivo do Programa para este ano é intensificar o trabalho desenvolvido desde a última eleição para que a escolha dos eleitores por meio do voto seja legítima, sem interferência de campanhas difamatórias. “Estamos muito felizes com os resultados do trabalho até aqui. O Programa veio para ficar e tomou proporções maiores. O presidente Fachin entendeu que o momento era oportuno para oferecer uma estrutura permanente dentro do Tribunal”, ressalta.
A criação da nova Assessoria também tem relação com a identificação, pelo próprio TSE, da necessidade de adoção de um marco de trabalho específico para a (re)construção da reputação positiva da Corte perante a opinião pública, que deverá ser lançado em breve. “Aqui, além da defesa das instituições eleitorais, trabalharemos para reforçar nossos valores, que se pautam na excelência e no profissionalismo de todos que integram a Justiça Eleitoral, bem como no alto grau de confiabilidade das eleições que planejamos e entregamos”, destaca Alvim.
Ainda segundo ele, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação trabalhará com um novo Programa de fortalecimento institucional da Corte, feito a partir da gestão da imagem da Justiça Eleitoral. “Há 90 anos, prestamos diversos serviços de qualidade e, em função disso, nossa equipe foi montada de forma variada, multidisciplinar, com profissionais de Tecnologia, Comunicação e Ciência Política, tudo com vistas a reforçar a eficiência do nosso programa e a imagem positiva construída pelo TSE ao longo desse tempo”, completa.
JM/LC
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