TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Verde Novo abre primeira ação do ano na Corrida de Reis 2024 com distribuição de mil mudas

O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do projeto Verde Novo, do Juizado Especial Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam), foi parceiro da 39ª edição da Corrida de Reis, realizada na manhã de domingo (14 de janeiro), na Capital, com a distribuição de mil mudas de árvores nativas e frutíferas ao público presente.
 
A participação em umas das principais provas do Brasil e a maior do Centro Oeste, com mais de 15 mil inscritos, marca a primeira ação do ano do projeto que conta com diversos parceiros pela conscientização e preservação do meio ambiente.
 
“Sempre recebemos parceiros pontuais para várias ações que ocorrem no decorrer do ano. Esta é a primeira de 2024 e hoje contamos também com a parceria importante da Enersim, gestora de energia limpa e sustentável, que está conosco doando à população 500 mudas e uma tag com informações sobre o passo a passo de como fazer o plantio adequado”, pontuou o coordenador do projeto Verde Novo, Sérgio Savioli.
 
Todos que compareceram ao ponto de doação do Verde Novo, fixado nas tendas instaladas próximas à chegada da corrida, na Praça das Bandeiras, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, puderam garantir sua plantinha, a exemplo da funcionária pública federal, Márcia Stefanello. Ela levou mudas de ipês rosa, branco e pata-de-vaca. “Conhecia o projeto e queria muito uma muda. Quando soube que ia ter a distribuição na corrida fiz questão de vir garantir a minha. Acho importante e necessário ter árvores, principalmente nas grandes cidades que tem muitos prédios, a arborização é de grande valia e ajuda bastante a incentivar e a cuidar do meio ambiente”, ressaltou.
 
Servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso também participaram, como o gestor de capacitação no Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Carlos Campelo, que também participa de competições nacionais e internacionais. “Fico muito entusiasmado e feliz em falar desse projeto que a Justiça está emplacando e tem tudo haver com a conscientização ambiental e com a corrida. Trazendo o cuidado que a gente deve ter com o planeta, o cuidado especial que a gente pode ter com o corpo e com a vida”, avaliou.
 
Presente na corrida, o secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças, da Assembleia Legislativa, Elias Pereira dos Santos Filho, também enalteceu a iniciativa da Justiça Estadual. “O Judiciário está de parabéns com esse projeto que ajuda a preservar e resgatar o título de Cuiabá Cidade Verde. A gente precisa plantar, reflorestar nossa cidade e só com ideias assim poderemos mudar esse calor e o aquecimento global”, enfatizou.
 
A Corrida de Reis teve um percurso de 10 km, começando na Ponte Sérgio Motta, em Várzea Grande, e encerrando na Praça das Bandeiras, em Cuiabá. Os campeões foram: na categoria masculina, Josephat Joshua Gisemo, da Tanzânia e na categoria feminina, a brasileira kleidiane Jardim, de Itatiba (SP).
 
Sobre o Verde Novo – É um projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso, idealizado em 2017 pelo Juizado Especial Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam), desenvolvido em cooperação com a Prefeitura de Cuiabá, Instituto Ação Verde, Energisa e TV Centro América.
 
#paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto colorida na horizontal dos participantes da corrida escolhendo as mudas no ponto de doação do projeto. Imagem 2: foto colorida na horizontal da servidora federal com as mudas em mãos e ao lado do esposo, ela recebe as instruções do coordenador do projeto. Foto 3: imagem ilustra o servidor do TJMT concedendo entrevista a TVJUS sobre a iniciativa. Imagem 4: foto colorida que ilustra os corredores no ponto de chegada da corrida.
 
Eli Cristina Azevedo/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”

A imagem mostra cinco mulheres e um homem sentados em cadeiras brancas num palco. Todos vestem roupas formais e têm pele clara. O homem é o juiz Marcos Terêncio, que veste terno escuro e usa óculos de grau. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.

Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

Rede de enfrentamento e prevenção

Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.

A imagem mostra a juíza Ana Graziela falando ao microfone durante entrevista para a TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e loiros e olhos escuros. Veste roupa preta. A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.

Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.

A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.

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Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.

Responsabilização e conscientização

A imagem mostra o juiz Marcos Terêncio durante sua participação no debate sobre violência doméstica. Ele é um homem de pele clara, cabelos grisalhos nas temporas, olhos escuros e usa óculos de grau. Está segurando o microfone com a mão direita. Veste terno e gravata pretos e camisa branca. O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.

O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.

“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.

Parceria institucional

A imagem mostra o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa. Ele é um homem de pele clara, cabelos loiros curtos, olhos azuis e barba por fazer branca. O diretor veste camisa social azul clara. Atras dele aparece o palco do auditório da emissora. Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.

De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.

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Do luto à luta

Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.

“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.

Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”

Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.

A imagem mostra o auditório da TVCA lotado com a plateia do fórum Destinos Roubados. A maioria da audiência é composta por mulheres. Carta de Compromisso Institucional

Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.

Série disponível no Globoplay

Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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