TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Tribunal e Prefeitura de Várzea Grande firmam parceria e ampliam fronteiras do projeto Verde Novo

Na manhã ensolarada desta quinta-feira (14), no pátio da Escola Municipal de Ensino Básico “Emanuel Benedito de Arruda”, localizada no bairro Costa Verde, em Várzea Grande, o Poder Judiciário de Mato Grosso e a Prefeitura daquele Município, juntamente com o Instituto Ação Verde, firmaram o termo de cooperação técnica nº 12/2023, cuja finalidade é promover ações de educação ambiental, com foco na arborização de escolas públicas e privadas e demais espaços públicos da zona urbana. Na ocasião foram plantadas cinco mudas no pátio da escola e distribuídos 200 outros exemplares de ipês, oitis e árvores frutíferas.
 
Assinaram o documento a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva; o prefeito Kalil Baracat; o juiz Rodrigo Roberto Curvo, da Vara Especializada do Meio Ambiente e coordenador do Juizado Volante Ambiental (Juvam) de Cuiabá; o juiz Luís Otávio Pereira Marques, diretor do foro da comarca de Várzea Grande, e o presidente do Instituto Ação Verde, Luiz Pedro Bier. Eles foram recebidos com carinho pelos servidores e alunos, que, por meio do Coral Doce Melodia, encantaram a todos. A unidade escolar tem mais de 600 alunos da educação infantil até o 5º ano do ensino fundamental.
 
A desembargadora Clarice Claudino parabenizou a todos os parceiros e destacou a alegria em com mais essa ação. “Nós estamos muito felizes em nos juntar a eles e, hoje, fazer aqui essa incursão numa escola. Acredito que juntamos o útil ao agradável porque apostar nas crianças, na educação ambiental, na sustentabilidade desde pequeno, eu acredito que é um caminho que tende a dar melhores frutos. E isso leva para a família, reverbera em todo o entorno social das crianças”, disse.
 
Segundo a chefe do Poder Judiciário de Mato Grosso, plantar uma árvore ou incentivar que alguém o faça, é um gesto de esperança. “De uma árvore nós podemos esperar vários coisas, ela pode dar fruto ou não, e, mesmo não dando frutos, ela pode dar o conforto de uma sombra e, pincipalmente, o que ela representa na recomposição do nosso clima, na manutenção do nosso planeta”.
 
Dirigindo-se às crianças, que participaram massivamente e com grande entusiasmo da solenidade, a presidente Clarice disse: “Acredito que vocês já perceberam que todos nós temos uma esperança muito grande em que vocês compreendam a importância de plantar árvores. E é por isso que o Tribunal de Justiça abraçou a ideia trazida no projeto, desenvolvido pelo doutor Rodrigo e, de lá pra cá, tem apoiado a expansão e, hoje, nós concretizamos a primeira grande expansão do projeto Verde Novo, trazendo para Várzea Grande essa possibilidade de estar conosco”. A desembargadora ainda pediu que as crianças acompanhem o crescimento e cuidem amorosamente de cada uma das plantas “porque todas elas têm a mesma importância”, ressaltou.
 
O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, contou que, quando foi procurado pelo juiz Rodrigo Curvo, coordenador do Juvam, para tratar sobre o projeto, entendeu como de fundamental importância e, imediatamente, aceitou a proposta. “Falei: ‘conta conosco’. Sou cobrado por vários magistrados e desembargadores para que a gente faça essa política. Fui cobrado inclusive pela minha filha para que a gente elaborasse um projeto nesse sentido. Você vê o quanto as crianças estão envolvidas no plantio, na arborização das cidades para melhorar o clima. As crianças estão preocupadas e essa é uma preocupação para as próximas gerações. Vamos desenvolver esse projeto e ampliar para toda a cidade”, afirmou, agradecendo pela parceria com o Tribunal.
 
O juiz Luís Otávio Pereira Marques parabenizou o Município de Várzea Grande por aderir ao termo de cooperação técnica. “É salutar essa adesão uma vez que iremos fomentar a conscientização para a preservação do meio ambiente, começando pela população escolar, a fim de arborizarmos as escolas e canteiros públicos”. O magistrado enalteceu também a presença de facilitadores de círculos de construção de paz no evento e informou que, em breve, serão realizados círculos de paz como o tema da conscientização ambiental.
 
Coordenador do Juvam, o juiz Rodrigo Roberto Curvo, enfatizou sua alegria por ver o projeto Verde Novo, criado por ele e sua equipe, ganhar cada vez mais espaço, graças ao apoio das diversas gestões que passaram pelo TJMT, desde 2017. “Hoje é um dia de muita alegria porque nós estamos vendo que aquela semente, que foi plantada em 2017, floresceu e frutificou”.
 
O magistrado pontuou ainda o papel da arborização como forma de reagir às mudanças climáticas. “Vivenciamos hoje a terceira onda de calor que atingiu e assolou o país, de maneira especial Cuiabá, Várzea Grande e o estado de Mato Grosso. Segundo a ciência, a onda de calor é caracterizada por um período de cinco dias consecutivos com dois graus acima da média histórica. Nós estamos iniciando a terceira onda de calor em 60 dias! Há um elemento essencial para essas situações extremas: a árvore. A árvore é um ar condicionado natural. A Organização Mundial da Saúde recomenda 12 metros quadrados de copa de árvore por pessoa. Isso equivale a três árvores por pessoas. Fizemos uma conta rápida estimando a população de Várzea Grande. Temos um desafio de buscarmos 12,3 milhões de metros quadrados de copas de árvores”, disse.
 
Rodrigo Curvo ressaltou ainda a relevância dos professores e os conclamou para que atuem na conscientização das crianças, pois elas são multiplicadoras dessa educação ambiental. Por fim, ele colocou o Juvam à disposição para fortalecer e ampliar as ações para todo o estado.
 
Presidente do Instituto Ação Verde, Luiz Pedro Bier, relatou que, em seis anos de parceria com o projeto Verde Novo, já foi possível plantar e distribuir mais de 193 mil mudas de árvores, em Cuiabá. “Agora, é com muito prazer que a gente começa essa parceria com Várzea Grande. A função do Instituto dentro do projeto é distribuir as mudas, promover a educação ambiental e, assim, a gente pretende promover maior qualidade de vida, mais arborização, mais sombra no município de Várzea Grande”.
 
Para a estudante Ana Beatriz Coelho, do 5º ano, plantar é um ato interessante. “Faz bem, as plantas são verdadeiras amigas, trazem oxigênio para nós. A cidade tem que ter árvores porque trazem um toque mais bonito e alimentos”. A colega de turma dela, Gabriele Vitória da Silva Coleto, também aprovou a iniciativa do Judiciário e da Prefeitura lançada em sua escola. “Achei interessante porque ajuda as pessoas a preservar o meio ambiente plantando as plantas”. Gabriele conta que, em sua casa, há diversas árvores e plantas, como coqueiro, bananeira, arruda e hortelã.
 
Também participaram da solenidade os vereadores de Várzea Grande, Sargento Galibert e Braz Jaciro; os secretários municipais Ismael Alves da Silva (Governo), Jomas Fulgêncio de Lima Júnior (Procuradoria-Geral), Alessandro Ferreira da Silva (Defesa Social) e Osvaldo Botelho de Campos Neto (Administração); a superintendente de Gestão Escolar, Elizabete Britez, a diretora da escola, Marli de Jesus Arruda e Silva, servidores e estudantes.
 
Fotos: 2023 – dezembro – 14- Verde Novo em Várzea Grande
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Nove crianças, usando o uniforme da escola, formam um semicírculo e estendem o braço segurando, cada uma, uma muda de planta. Eles estão sorrindo, no pátio do colégio. OU Dez crianças usando uniforme da escola formam um círculo e mostram as mudas de plantas. A câmera capta a imagem de baixo para cima e é possível ver o azul do céu, no meio do círculo composto pelo verde das plantas e pelas crianças sorrindo. Segunda imagem: Desembargadora Clarice Claudino concede entrevista à imprensa, no pátio da escola. Ela é uma senhora de pele branca, olhos verdes, cabelos lisos, curtos e loiros, usando vestido estampado verde e conjunto de brincos e colar com pingente de pedras verde e branco. Terceira imagem: Prefeito Kalil Baracat concede entrevista à imprensa no pátio da escola. Ele é um homem alto, pardo, de olhos e cabelos escuros, usando óculos de grau e camisa branca de manga comprida. Quarta imagem: A estudante Gabriele Vitória sorri para a foto, segurando uma muda de ipê. Ela é uma menina negra, de cabelo curto, liso e preto com uma mecha azul, olhos escuros e usando o uniforme branco e amarelo da escola.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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