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Tribunal de Justiça e Prefeitura alinham estratégias para evento sobre autismo em Cuiabá

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Representantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e da Prefeitura de Cuiabá se reuniram nesta segunda-feira (13 de setembro) para debater estratégias para realização da 6ª edição do projeto “TJMT Inclusivo: Capacitação e Conscientização em Autismo – Etapa Cuiabá”. O evento acontecerá pela segunda vez na capital, no dia 5 de dezembro, e a expectativa é de que cerca de 2 mil pessoas marquem presença.
Por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, o Judiciário mato-grossense tem levado a iniciativa para cidades de diferentes regiões do estado. O objetivo é fomentar a conscientização sobre os direitos e necessidades das pessoas neurodivergentes. Os encontros promovem palestras com especialistas e ativistas da causa, voltadas para magistrados, servidores, profissionais da saúde e educação, familiares, estudantes e sociedade em geral.
O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, assegurou pleno apoio para a realização do evento. “Na presidência tenho visto a grandeza deste trabalho. Um trabalho que exige uma dedicação enorme e que é feito em prol de pessoas que precisam dessa inclusão. Só tenho a agradecer pela oportunidade que estou tendo de contribuir de alguma forma para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.
Para a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, que preside a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Judiciário, o ponto central dessa iniciativa é levar informação para toda a sociedade. “Estamos em conformidade e alinhados com o Conselho Nacional de Justiça promovendo a capacitação, não só de magistrados e servidores, mas também da população de modo geral”.
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, apontou que a realização do evento é um marco para a cidade. “Só tenho a agradecer ao Tribunal de Justiça por esse empenho. Nunca se investiu tanto em formação e qualificação. Agora, temos missões ainda maiores, mais complexas, que é a de auxiliar os pais a ter conhecimento de como lidar com a situação, e aperfeiçoar os espaços para que a gente possa cuidar das crianças e dos adultos que se desenvolvem”, disse.
De acordo com a primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, o evento vem ao encontro das necessidades do município. “Essa reunião foi muito importante porque aqui nós podemos alinhar mais alguns detalhes a respeito deste evento. Esse evento vai ser focado na capacitação e essa é uma necessidade do município. Então, é de suma importância caminharmos juntos, pois percebemos que esse tema também é uma preocupação do TJMT”, pontuou.
O “TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo” é organizado pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso, pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores, em parceria com as prefeituras. As quatro edições foram realizadas em Cuiabá, Sinop, Sorriso, Cáceres. A quinta edição ocorrerá em Rondonópolis nesta sexta-feira (17/10).
A reunião desta segunda-feira contou com a participação do juiz-auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, membro da Comissão de Acessibilidade e coordenador pedagógico da Esmagis-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior, da juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, que também faz parte da Comissão, e da secretária de Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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