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TJMT investe em capacitação para elaboração e gestão do Inventário de Gases de Efeito Estufa

O Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) avança na agenda de sustentabilidade com a realização, entre os dias 27 e 29 de agosto, do curso “Elaboração, Gestão e Manutenção do Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) – Teoria e Prática”, que será oferecido de forma presencial na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) aos servidores(as) diretamente envolvidos(as) com as ações de descarbonização.

A capacitação, idealizada pelo Núcleo de Sustentabilidade do PJMT, tem como foco a formação prática de profissionais para elaborar inventários de emissões de GEE, a partir de dados coletados nas unidades do Tribunal e gerenciar essas informações em relatórios e gráficos de gestão. O inventário é um dos instrumentos que visa subsidiar o Plano de Descarbonização (PD) e o Plano de Logística Sustentável (PLS), garantindo o acompanhamento contínuo de dados e a adoção de estratégias para redução e compensação das emissões.

Além disso, o curso possibilitará aos participantes compreender a relevância de manter organizados e atualizados os dados inerentes à confecção do inventário, assegurando a sistematização das informações produzidas e a formação de um banco de dados preciso, condição indispensável para garantir a fidedignidade do inventário. Ademais, os participantes serão capacitados a dominar metodologias internacionalmente reconhecidas, a exemplo do GHG Protocol, amplamente utilizado para a mensuração e a gestão de emissões.

Público – A formação é voltada para servidores do Núcleo de Sustentabilidade, Grupo de Trabalho de Descarbonização (GTD) instituído pelas Portarias 184/2025 e 218/2025 e agentes sustentáveis das oito unidades judiciárias com maior emissão de GEE no inventário de 2024.

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O curso está estruturado em quatro módulos:

Módulo I – Introdução: conceitos básicos sobre Inventário de GEE, sua inserção nos planos institucionais (PD e PLS), alinhamento às Resoluções do CNJ (400, 550 e 594), composição do inventário e estudos de casos analíticos.

Módulo II – Coleta de Dados: escopos do GHG Protocol, matriz de coleta, práticas de elaboração de inventários, escolha e tratamento de dados, exercícios de aplicação em planilhas e análise de casos da própria organização.

Módulo III – Elaborando o Inventário: inserção dos dados coletados em softwares e planilhas, análise de escopos e medidas, compreensão da “linguagem do carbono”, análise de resultados e elaboração de relatórios técnicos para gestão e apresentação.

Módulo IV – Uso e Manutenção: atualização contínua do inventário, integração às próximas etapas do cronograma do CNJ e práticas para manter “vivas” as informações de gestão de emissões.

Instrutor – A capacitação será ministrada por Mário Viggiano, que é arquiteto, professor, gestor público e consultor especializado em construções sustentáveis, planejamento estratégico, PLS e descarbonização. Com vasta experiência na área, já ministrou mais de 30 palestras sobre sustentabilidade e foi professor em instituições como UNIP e Universidade Castelo Branco. Atuou também em escolas de governo, como o Instituto Legislativo Brasileiro e o Senado Federal, oferecendo cursos sobre sustentabilidade para assembleias e câmaras legislativas em todo o país. É autor de livros na área, com destaque para Projeto de Edifícios Públicos Sustentáveis, disponível para download gratuito na Biblioteca do Senado Federal.

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Contexto – Essa capacitação visa fortalecer a política ambiental da instituição e alinhar as práticas ao Programa Justiça Carbono Zero, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução nº 594/2024. O programa prevê que todos os órgãos do Judiciário alcancem a neutralidade de carbono até 2030, por meio de inventários anuais de emissões, ações de redução e compensação.

No PJMT, esse compromisso foi reforçado com a criação do GTD, responsável por planejar, monitorar e integrar iniciativas sustentáveis. O Inventário de Emissões (ano-base 2024), realizado no último mês de julho, revelou que as principais fontes de impacto são o consumo de energia (63,96% do total), uso da frota oficial (23,36%) e viagens aéreas (10,09%). De acordo com o inventário realizado, em 2024, foram emitidas 1.672,63 toneladas de gases do efeito estufa.

Autor: Talita Ormond

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Novo espaço da Ampara fortalece parceria de 17 anos com o TJMT pela adoção

Um ambiente de acolhimento, escuta e orientação para quem sonha em formar uma família por meio da adoção. Esse é o propósito do novo espaço da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), inaugurado nesta quinta-feira (16) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A iniciativa reforça uma parceria construída ao longo de 17 anos entre o Poder Judiciário e a entidade, referência no apoio a pretendentes à adoção e famílias adotivas em todo o estado.
Representando o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência, Christiane da Costa Marques Neves destacou que a parceria coloca o Judiciário mato-grossense em posição de destaque no país por atuar além da tramitação dos processos de adoção. “O Tribunal de Justiça mais uma vez atua na vanguarda. Poucos tribunais possuem essa parceria com um grupo de apoio à adoção. Hoje damos mais um passo, oferecendo um espaço maior para fortalecer esse trabalho, que tem como finalidade garantir um direito fundamental da criança e do adolescente: o direito à convivência familiar e comunitária”, destacou.
Mulher de cabelos castanho-claros sorri enquanto fala ao microfone da TV JUS. Veste blusa escura e brinco pequeno. Ao fundo, banner institucional desfocado.Ela também ressaltou que a atuação do Judiciário vai além das decisões judiciais, incluindo o acompanhamento das instituições de acolhimento e a construção de políticas voltadas à proteção da infância.
Mais que uma sede, um espaço de acolhimento
Fundadora e vice-presidente da Ampara, Lindacir Rocha Bernardon relembrou que a associação nasceu em 2009, motivada pela própria experiência como mãe por adoção e pelo desejo de preparar famílias para acolher crianças e adolescentes marcados por histórias de perdas. “A adoção é cercada de dores e desafios. Nós queríamos preparar as famílias para acolher a criança real e fortalecer esses vínculos. Esse espaço representa exatamente isso: transformação de vidas. O Tribunal de Justiça vai além de garantir direitos, ele colabora para transformar vidas”, disse.
Mulher de cabelos castanhos cacheados e óculos de armação escura fala em ambiente interno. Veste blazer preto sobre blusa vermelha. Ao fundo, quadro com certificado emoldurado.A presidente da Ampara, Daisy Anne Marklew Guilem afirmou que o novo ambiente permitirá ampliar o acolhimento oferecido às famílias em todas as etapas do processo adotivo. “Nossa missão é ajudar famílias a encontrarem seus filhos e os filhos a encontrarem seus pais, construindo vínculos permanentes e saudáveis. Este espaço fortalece esse trabalho, porque aqui atendemos as famílias, realizamos o curso preparatório obrigatório e continuamos acompanhando essas famílias mesmo depois da adoção”.
Segundo ela, o apoio do TJMT é reconhecido nacionalmente por ser uma experiência rara de parceria entre um tribunal e uma organização da sociedade civil dedicada à adoção.
Preparação para uma adoção consciente
Além do acompanhamento às famílias, a Ampara desenvolve o Pré-Natal da Adoção, curso obrigatório para quem deseja adotar, previsto na Lei nº 12.010/2009. A formação orienta os pretendentes sobre os aspectos jurídicos, sociais e afetivos da adoção, ajudando a desconstruir mitos e a preparar as famílias para os desafios da construção dos vínculos familiares.
RHomem de cabelos escuros, barba grisalha, terno azul-marinho, camisa branca e gravata azul, fala olhando para o lado. Ao fundo, parede branca e detalhe em madeira.sentando o Instituto Brasileiro de Direito de Família em Mato Grosso (IBDFAM-MT), o juiz Jamilson Haddad Campos destacou a relevância da atuação conjunta em defesa da infância. “A Ampara realiza um trabalho de primeira grandeza no acolhimento de crianças e adolescentes. É uma instituição essencial para fortalecer famílias e garantir proteção à infância. O IBDFAM permanece parceiro e à disposição para contribuir com essa missão”.
Criada em 2009, a Ampara é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que promove cursos, encontros de apoio e acompanhamento às famílias antes, durante e após a adoção. Com o novo espaço no Tribunal de Justiça, a entidade amplia sua capacidade de atendimento e reforça o compromisso compartilhado entre Judiciário e sociedade civil para que mais crianças e adolescentes tenham assegurado o direito de viver em família.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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