TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Seminário sobre direitos da criança vítima de violência aborda o combate ao assédio no Judiciário

O Poder Judiciário de Mato Grosso está trabalhando de forma incansável por políticas proteção e acolhimento às vítimas das mais diversas formas de violência no Estado. Durante o mês de maio, a Justiça Estadual promoveu diferentes eventos sobre o tema como, por exemplo, o Seminário sobre sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, realizado nesta sexta-feira (20 de maio), no Fórum da Capital.
 
O evento que integra a campanha Maio Laranja, de enfrentamento à prevenção, ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes disponibilizou o espaço da programação para pautas convergentes, sobre outros modelos de opressão.
 
O que vai ao encontro da palestra da presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, no segundo grau, desembargadora Maria Erotides Kneip, que aproveitou a oportunidade para conscientizar os magistrados, servidores e trabalhadores do PJMT da importância do debate sobre o assédio na Justiça Estadual.
 
Em uma fala bastante emocionada, sensível e impactante, a desembargadora explicou aos presentes sobre as diversas formas de assédio presentes nas estruturas sociais, definiu a violência, moral e sexual, como cíclicas e geracionais e garantiu que o PJMT está preparado para atender às vítimas. “É preciso enfrentar com coragem e respeito as notificações de assédio. Acolher as pessoas além da denúncia, oferecer todo suporte necessário. O Poder Judiciário ampliou o expecto de proteção à vitima de assédio e nós estamos preparados para recepcionar esse tipo de denúncia e trata-las de forma eficiente, trazendo a responsabilização ao agressor.”
 
A desembargadora também destacou a produção de um Guia de Combate ao Assédio Moral, Sexual e Virtual, que informa e exemplifica as configurações de assédio e ressaltou que qualquer servidor, terceirizado ou estagiário poderá noticiar o ocorrido preenchendo um formulário disponível no Portal do Assédio .
 
 
As práticas implementadas no Poder Judiciário Estadual, por intermédio das Portarias n° 276/2021-Pres, de 2 de março de 2021, Portaria nº n°615/2021-Pres, de 05 de julho de 2021 buscam promover ações de prevenção, conscientização e combate às atitudes que favoreçam o assédio e o desrespeito aos valores profissionais do serviço público judiciário e da magistratura, visam atender a Resolução nº 351 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: fotografia colorida da desembargadora Maria Erotides, que segura o microfone ao conversar com a platéia. Ao fundo uma projeção de slaide com a frase: introdção: assédio moral no ambiente do trabalho.
 
 
Marco Cappelletti/ fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Canal e registro garante sigilo e proteção à vítima de assédio e discriminação

Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Possíveis casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação ocorridos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso devem ser informados e são apurados por uma das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, que tem como premissa básica de sua atuação o acolhimento e o apoio à vítima.

O respeito integral à pessoa noticiante começa com o acatamento à sua vontade quanto a quaisquer encaminhamentos ou decisões. E tudo tramita de modo seguro e confidencial, por meio de escuta humanizada e ética, com o compromisso de manutenção do sigilo dos dados das vítimas e das informações por elas apresentadas. Essa conduta visa minimizar os riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho.

A Instrução Normativa TJMT/PRES n. 4/2024 do TJMT, que regulamenta o processo de trabalho da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, garante que a escuta e o acompanhamento da pessoa que noticia caso de assédio ou discriminação observem métodos e técnicas profissionais, propiciando atenção humanizada e centrada na necessidade da pessoa noticiante, respeitando seu tempo de reflexão e decisão e fortalecendo sua integridade psíquica, autonomia e liberdade de escolha.

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O serviço de acolhimento, escuta, acompanhamento e orientação é prestado à pessoa que queira recebê-lo, independentemente se decidiu formalizar ou não a notícia do caso para as providencias cabíveis, ou seja, nada é feito sem o consentimento da vítima.

Vale destacar que a Resolução CNJ n. 351/2020 proíbe qualquer forma de retaliação contra a pessoa noticiante, seja a vítima, a testemunha ou qualquer indivíduo que, de boa-fé, relate, testemunhe ou colabore na apuração de condutas de assédio ou discriminação. A pessoa que pratica retaliação pode ser responsabilizada disciplinar ou funcionalmente, conforme a legislação aplicável.

Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, podem registrar casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação por meio de um formulário on-line, disponível na página da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizada na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

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Saiba mais sobre o assédio moral, assédio sexual e a discriminação no ambiente de trabalho no Guia de Combate ao Assédio, também disponível na página da Comissão, no portal do TJMT.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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