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Selo ECOnomia Legal é entregue aos setores mais sustentáveis do Judiciário de Mato Grosso

As comarcas, coordenadorias e gabinetes de desembargadores mais sustentáveis do Tribunal de Justiça de Mato Grosso foram reconhecidos com o selo ECOnomia Legal durante o VIII Encontro de Sustentabilidade, realizado na quinta-feira (17 de agosto), no auditório Gervásio Leite, em Cuiabá. O evento foi promovido pelo Núcleo de Sustentabilidade do Poder Judiciário estadual e pela Coordenadoria de Planejamento do TJMT.
 
Os selos de reconhecimento Excelência, Diamante, Ouro, Prata e Bronze foram concedidos aos setores que tiveram os melhores desempenhos nos índices de energia elétrica, água e esgoto, impressão, água envasada, copos descartáveis, impressão em papel, frota (manutenção, aluguel e combustível) e telefonia (fixa e móvel).
 
A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, explicou que essa espécie de gincana criou uma competitividade saudável entre os todos os servidores para fomentar a mudança de hábitos individuais que afetam a coletividade.
 
“Quando a gente tem uma meta mais visível, um objetivo mais tangível, é mais fácil que novos hábitos sejam introduzidos na nossa rotina. E isso está bastante consolidado dentro do Poder Judiciário e se transformou num hábito para a maioria, mas que ainda requer cuidado, premiação, estímulo, incentivo e, principalmente, uma política permanente nesse cuidado, com ações educativas voltadas a todos os servidores”, disse a presidente.
 
A juíza coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade, Viviane Brito Rebello, destacou que a competição traz conhecimento, engajamento e que segue todos as orientações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
“Esse prêmio é importante para reconhecer o esforço que é feito pelas comarcas, servidores e magistrados na busca de atuar de forma sustentável. Estamos reforçando o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a sustentabilidade em tudo que ela implica. Quero exaltar todos que se empenham dia após dia para que a gente tenha sustentabilidade e consiga garantir que o Judiciário seja exemplo de sustentabilidade não somente no estado, mas também no país”, explicou a magistrada.
 
Premiação – O período de monitoramento de despesas para a concessão dos selos ocorreu entre os meses de novembro de 2022 a junho de 2023 e seguiu as orientações que regem os Índices de Desempenho de Sustentabilidade (IDS) preconizados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A metodologia aplicada a partir desta edição vai medir os IDS por área administrativa e por comarca com o foco na melhoria do meio ambiente e não somente focado na redução de custos do Judiciário.
 
Ao todo, foram 60 coordenadorias, comarcas e gabinetes de desembargadores receberam o Selo de Reconhecimento. O gabinete da desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho foi reconhecido com o Selo Ouro, mostrando que toda a equipe está alinhada na redução do desperdício.
 
“No meu gabinete, toda a equipe já mudou os seus hábitos. Todos passamos a aderir ao copo ou caneca individual para tomar água, reduzimos ao máximo as impressões desnecessárias e também houve um esforço conjunto para acabar com o desperdício de água no banheiro”, declarou a desembargadora.
 
A gestora administrativa Carina Ana de Oliveira, representante da Comarca de Paranaíta veio até a sede do Tribunal de Justiça de receber o Selo Diamante de reconhecimento à sustentabilidade na categoria comarca.
 
“Nós somos muito unidos na nossa comarca e estávamos trabalhando firme para conseguir reduzir o consumo e o desperdício em todas as áreas. Graças a Deus formos reconhecidos por essa união e colaboração de todos os servidores em prol de um meio ambiente mais sustentável”, agradeceu Carina.
 
Outra comarca que também foi reconhecida com o Selo Diamante foi a de Porto Esperidião. O servidor Rafael Soares foi o representante do Fórum e elogiou a iniciativa do TJMT em reconhecer as ações de sustentabilidade no 1º e 2º grau.
 
“Estamos muito felizes em ser reconhecidos com o Selo Diamante e ver como o Tribunal de Justiça está cada vez mais preocupado com um meio ambiente sustável é muito incentivador. A preocupação ambiental e com a economicidade é um dever de todos nós”, disse Rafael.
 
Veja abaixo a lista dos ganhadores:
 
Categoria Gabinetes de Desembargadores
 
Selo Excelência
– Gabinete Desembargador Luiz Carlos da Costa
 
Selo Diamante
– Gabinete Desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha
 
Selo Ouro
– Gabinete Desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira;
– Gabinete Desembargadora Nilza Maria Possas de Carvalho.
 
Selo Prata
– Gabinete Desembargadora Maria Helena Barros;
– Gabinete Desembargador Paulo da Cunha;
– Gabinete Desembargador Pedro Sakamoto.
 
Selo Bronze
– Gabinete Desembargadora Serly Marcondes Alves;
– Gabinete Desembargadora Maria Helena Gargalione Póvoas;
– Gabinete Desembargador Rui Ramos Ribeiro;
– Gabinete Desembargador Gilberto Giraldelli;
– Gabinete Desembargador Luiz Ferreira da Silva;
– Gabinete Desembargador Márcio Vidal.
 
Categoria Áreas Administrativas
 
Selo Excelência
– Coordenadoria de Planejamento
Selo Diamante
– Coordenadoria Financeira
 
Selo Ouro
– Vice-diretoria-geral;
– Diretoria-geral.
 
Selo Prata
– Coordenadoria de Controle Interno;
– Coordenadoria de Comunicação.
 
Selo Bronze
– Vice-presidência;
– Coordenadoria Judiciária;
– Escola Superior da Magistratura – Esmagis
 
Categoria Comarcas
 
Selo Excelência
– Feliz Natal
 
Selo Diamante
– Nova Canaã do Norte;
– Juscimeira;
– Paranaíta;
– Porto Esperidião;
 
Selo Ouro
– Jauru;
– Apiacás;
– Cuiabá;
– Juara;
– Sorriso;
– Sinop
 
Selo Prata
– Campinápolis;
– Nobres;
– Cláudia;
– Dom Aquino;
– Marcelândia;
– Tabaporã;
– Itaúba;
– Vera;
– Sapezal;
– Ribeirão Cascalheira
 
Selo Bronze
– Alto Garças;
– Novo São Joaquim;
– Araputanga;
– Itiquira;
– Cotriguaçu;
– Pedra Preta;
– Poconé;
– Querência;
– Guiratinga;
– Alto Taquari;
– Comodoro;
– Brasnorte;
– Nova Ubiratã;
– Vila Rica;
– Mirassol d’Oeste;
– Tapurah;
– Nortelândia
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem:
Foto 1: Presidente Clarice Claudino fala ao microfone, atrás de um púlpito de madeira. Ela usa um blazer rosa pink, uma blusa branca e calça preta, colar de pérolas. Foto 2: Juíza Viviane Brito Rebelo, desembargadora Nilza Maria Possas de Carvalho e presidente Clarice Claudino da Silva. As três estão lado a lado e a desembargadora Nilza segura o certificado com o selo de reconhecimento, todas sorriem. A juíza Viviane está com uma camisa de manga longa da cor verde, ela é uma mulher de cabelos brancos e curtos. A desembargadora Nilza tem cabelos longos e loiros e usa um blazer cinza. A presidente Clarice tem cabelos curtos e loiros, usa um blazer pink e brincos e colar de pérolas. Foto 3: Juíza Viviane, gestora Carina Ana de Oliveira e presidente Clarice. As três estão lado a lado e a gestora Carina segura o certificado com o selo de reconhecimento, todas sorriem. A gestora Carina é uma mulher negra, de cabelos longos e pretos, amarrados em um rabo de cavalo alto. Ela usa um vestido preto social. Foto 4: Juíza Viviane, servidor Rafael Soares e presidente Clarice. Os três estão lado a lado e o servidor Rafael segura o certificado com o selo de reconhecimento, todos sorriem. Rafael é um homem de cabelos curtos e cacheados, usa óculos e está com uma camisa social azul.
 
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Laura Meireles/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Audiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado

Foto horizontal em plano aberto que mostra a plateia lotada no auditório do Tribunal de Justiça. A audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades” atraiu mais de 200 pessoas, na tarde desta sexta-feira (12), no auditório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), para debater a Lei nº 15.358/2026 e seus reflexos no sistema de justiça criminal. A nova lei, que desde 24 de março instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, tipifica os crimes de domínio social estruturado e de favorecimento ao domínio social estruturado, altera o Código Penal e o Código de Processo Penal brasileiros, bem como legislações correlatas.

O evento foi promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), em parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). Houve transmissão ao vivo por meio do canal TJMT Eventos no YouTube.

Foto horizontal que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim, falando ao microfone. Ele é um senhor de pele branca, cabelos e barba brancos, usando terno cor creme e gravata marrom. Ao fundo, um telão com as informações da audiência pública.A abertura da audiência contou com pronunciamento do presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, que apontou a sensibilidade e atualidade do tema. “O crime organizado mudou sua forma de agir. Alcança diferentes áreas da vida social e econômica e exige do Estado respostas firmes, preparadas e responsáveis”, destacou.

Ele ressaltou ainda a importância de refletir sobre investigações, responsabilização, garantias processuais e atuação integrada de todos os órgãos públicos, de forma equilibrada, séria e cuidadosa, por exemplo, com a qualidade da prova, com o uso correto dos instrumentos legais e, acima de tudo, com a preservação da confiança da sociedade na justiça. “O Poder Judiciário recebe esse debate com espírito de escuta e cooperação. A contribuição do Ministério Público, da polícia, da advocacia, da academia, da Defensoria e dos demais participantes é essencial para que possamos aprimorar práticas e construir respostas mais seguras”, declarou.

Foto horizontal que mostra o desembargador José Luiz Leite Lindote do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de cabelos grisalhos, usando camisa branca, gravata rosa e terno azul marinho.O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, responsável pela audiência pública, ressaltou que a CGJ-MT decidiu promover o evento por compreender que o enfrentamento ao crime organizado exige diálogo permanente entre as instituições que integram o sistema de justiça criminal. “A recente Lei nº 15.358, conhecida como Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, trouxe novos instrumentos, novos conceitos e novos desafios para a investigação, o processamento e o julgamento de crimes. Diante dessas mudanças, é fundamental debater seus impactos e refletir sobre sua aplicação prática”.

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Segundo Lindote, a audiência pública é exemplo de uma atuação conjunta entre o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária Civil e a OAB-MT. “Essa integração institucional tem produzido resultados em Mato Grosso, a exemplo da articulação que possibilitou a realização do primeiro leilão de sucatas vinculadas à jurisdição criminal, que resultou na arrecadação de cerca de R$ 675 mil para os cofres públicos”, enfatizou, informando que o resultado foi fruto de evento anterior, o Recupera MT, no qual foi assinada a Resolução Conjunta nº 01/2025 com o Estado.

Foto horizontal que mostra o delegado de polícia Valter de Melo Fonseca Júnior do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, alto, de cabelo e barba pretos, usando camisa branca, gravata azul estampada e terno azul. Ao fundo, um telão com as informações da audiência pública.Representando a Secretaria de Estado de Segurança Pública, o delegado de polícia Valter de Melo Fonseca Júnior afirmou que a audiência pública é o momento oportuno para pensar no atual cenário nacional. “A sociedade tem exigido respostas do Estado e nós acreditamos, enquanto Segurança Pública, que a resposta se faz através da integração. Os desafios são grandes, a legislação nova. Tem vários conceitos que precisam ser interpretados, como o conceito de domínio social. São novas tipificações, novos processos e são temas que temos que enfrentar em conjunto”, disse, enaltecendo a iniciativa do Poder Judiciário.

Foto horizontal que mostra o promotor de justiça Renee do Ó do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de cabelo preto, usando camisa branca, gravata e terno azul marinho e óculos de grau. Atrás dele é possível ver parte de um telão.O promotor de justiça Renee do Ó Souza pontuou que, em todo o país, o crime organizado está estabelecido e notabilizado pelo incremento do lucro e regido pela prática extremamente violenta, características que são o foco da nova lei, também conhecida como Pacote Anti-facção. “Este evento marca o pontapé do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria e da Advocacia, da Polícia Civil e de toda a população brasileira que se destina e que quer enfrentar adequadamente o crime organizado”, disse.

Foto horizontal que mostra o advogado Giovane Santin do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de barba e cabelos castanhos claros, usando camisa branca, gravata púrpura e terno azul marinho e óculos de grau.Vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin classificou o debate como de grande importância não só para o Estado de Mato Grosso, mas para todo o país. “Um momento em que precisamos entender e enfrentar de fato todas as consequências geradas por esse fenômeno que conhecemos e chamamos vulgarmente de facções criminosas”, disse. O advogado agradeceu ao Poder Judiciário pela oportunidade de cada instituição envolvida expor seus entendimentos sobre o tema.

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Foto horizontal que mostra o defensor público Fernando Antunes Soubhia falando ao microfone. ele é um homem branco, calvo, usando camisa branca, gravata laranja, terno azul marinho e óculos de grau.O defensor público e diretor da Escola Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso (DPE-MT), Fernando Antunes Soubhia fez uma crítica ao Pacote Anti-facção, afirmando que ele “repete a receita” que o Brasil testa pelo menos desde 1988 e que “fracassa” desde então. “Aumenta a pena, endurece regime, suprime o benefício. A gente fez isso em 90, como a lei dos crimes hediondos. Isso só fez aumentar a população carcerária, aumentar o contingente das facções, que agora se nacionalizaram e tornaram os seus métodos cada vez mais elaborados”, disse.

Ao apontar que “o cárcere historicamente é o maior centro de recrutamento das organizações criminosas”, Soubhia defendeu que este não seria o melhor método para lidar com o problema. Apontou ainda que “o sistema penal é seletivo e vai continuar sendo seletivo”, prendendo majoritariamente pessoas pretas, pobres e periféricas. “Infelizmente, mais uma vez, a resposta que o Estado dá à sua própria ausência nas comunidades vulnerabilizadas é o direito penal”, criticou. Por fim, o defensor público insistiu que segurança pública se constrói com o Estado presente no território, escola, saúde, trabalho e urbanização. “O que essa lei oferece, mais uma vez, é o Estado chegando com o fuzil e algema. Precisamos fazer melhor que isso”, asseverou.

Registro de presenças

Participaram da audiência pública o ouvidor-geral do Poder Judiciário, desembargador Rodrigo Curvo; o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), desembargador Orlando Perri; os desembargadores Jorge Luiz Tadeu Rodrigues e Wesley Sanchez Lacerda; o juiz auxiliar da Presidência e secretário-geral do TJMT, Agamenon Alcântara Moreno Júnior; os juízes auxiliares da CGJ-MT João Filho de Almeida Portela, Jorge Alexandre Martins Ferreira e Myrian Pavan Schenkel; o delegado Cláudio Álvarez Santana, representando a Polícia Judiciária Civil; o coordenador da CGJ-MT, João Gualberto Neto, além de juízes e juízas, advogados e advogadas, assessores, estudantes de Direito, servidores e servidoras do Poder Judiciário, entre outros interessados no tema da audiência pública.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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