TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Psicólogo destaca importância do cuidado humanizado com famílias atípicas durante o TJMT Inclusivo

Durante a 5ª edição do TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo, o psicólogo Luciano José Denti abordou o tema “Além de Técnicas: O Cuidado Humanizado com Famílias Atípicas no Contexto Terapêutico”, destacando a importância de enxergar o indivíduo para além dos diagnósticos e protocolos clínicos. A palestra enfatizou a necessidade de um olhar empático e humanizado sobre o desenvolvimento atípico, reconhecendo as singularidades de cada pessoa e de cada família envolvida nesse processo. A atividade foi realizada na cidade de Rondonópolis na sexta-feira (17 de outubro).
Com experiência em intervenções escolares e clínicas, Denti apresentou uma reflexão sobre os desafios das famílias atípicas e a importância do suporte emocional e técnico na trajetória terapêutica. Segundo ele, o diagnóstico é um ponto de partida importante, mas não deve ser o único foco da atenção profissional. O essencial, reforçou, é compreender o sujeito em sua totalidade, valorizando suas experiências, contextos culturais, afetivos e sociais.
Ao falar sobre o autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento, o psicólogo explicou que cada pessoa manifesta suas particularidades de forma única, o que exige uma abordagem individualizada. Entre os pontos discutidos, destacou-se a comunicação alternativa e aumentativa como instrumento essencial para garantir o direito de expressão de pessoas não oralizadas, além da importância de intervenções baseadas em evidências científicas, sem perder o foco na qualidade da relação terapêutica.
Luciano também chamou atenção para os riscos de uma prática profissional voltada apenas à técnica, desprovida de vínculo ou sensibilidade. Explicando sua atuação sob uma perspectiva contemporânea, centrada na pessoa, na valorização do reforço positivo e no respeito à autonomia do paciente e de sua família. “O cuidado humanizado requer escuta ativa, empatia e adaptação das metodologias à realidade emocional e cultural de cada núcleo familiar”, declarou.
Denti também abordou o impacto da jornada de cuidado sobre pais e cuidadores, lembrando que quem cuida também precisa ser cuidado. O autocuidado, destacou, é uma condição essencial para a manutenção da saúde emocional e da qualidade das intervenções. “Entenda seus limites. Os pais devem ser honestos sobre os seus limites”.
Por fim, ressaltou a importância dos dados e registros clínicos na construção de planos terapêuticos eficazes, observando que a coleta e a análise de informações são ferramentas fundamentais para medir progressos e justificar a continuidade de intervenções.
O evento
A 5ª edição do projeto “TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo” está alinhada com a Resolução CNJ nº 401/2021, que estabelece diretrizes de acessibilidade no Poder Judiciário.
A realização do evento contou com a parceria da Diretoria do Fórum de Rondonópolis, Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), Escola dos Servidores, Projeto Autismo na Escola e ADNA de Rondonópolis. No total, 1,4 mil pessoas (entre magistrados, servidores e público em geral) participaram do evento.
Leia mais sobre o evento:

Autor: Patrícia Neves

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Expedição Justiça Sem Fronteiras marca recomeços com divórcio e casamento em Palmarito

A 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras transformou histórias e realizou sonhos na comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade (594 km de Cuiabá).
Enquanto a dona de casa Juscilene Massaré, de 48 anos, conseguiu oficializar o divórcio que aguardava há dois anos, o casal Edalina Tomicha e Cornelho Neto deu entrada no casamento civil após cerca de 30 anos de convivência.
Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva serviços de cidadania, orientação jurídica e acesso à Justiça para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.
Um novo começo
Separada de fato há dois anos, Juscilene conta que desejava formalizar o divórcio desde o fim do relacionamento, mas as dificuldades financeiras e a rotina de trabalho impediram que ela buscasse a regularização. A solução veio por meio de uma audiência realizada por videoconferência. Embora o ex-marido não estivesse em Palmarito, ele participou do ato de forma remota e confirmou sua concordância com o divórcio.
“Assim que ele saiu de casa eu já queria resolver isso, mas não foi possível. Eu trabalhava muito, tinha meu filho menor para cuidar e não tinha condições de viajar. Eu ficava muito triste com essa situação. Então, conseguir resolver isso hoje é só felicidade”, afirmou.
A assessora de gabinete Juliana de Paula relata que a conciliação permitiu resolver rapidamente uma situação que poderia levar meses para ser concluída.
“Ela nos procurou informando que já estava separada de fato há dois anos e que o ex-cônjuge concordava com o divórcio. Como ele não estava presente, realizamos uma audiência por videoconferência com a participação do magistrado e do defensor público. Em menos de uma hora conseguimos resolver uma situação que poderia levar meses para ser concluída”, detalhou.
O sonho do casamento
Se para Juscilene o momento representou o encerramento de um ciclo, para Edalina Tomicha e Cornelho Neto simbolizou a realização de um sonho antigo. Moradores da comunidade, eles aproveitaram a passagem da expedição por Palmarito para dar entrada na habilitação do casamento civil.
“Nós somos moradores daqui e, quando ficamos sabendo dos atendimentos, viemos. Eu me sinto muito feliz. Faz muito tempo que ele fala sobre nos casarmos no civil”, contou Edalina.
“Eu amo minha mulher e quero casar com ela. Essa oficialização tem um valor muito grande para nós”, completou Cornelho.
A assessora jurídica da Defensoria Pública Patrícia Costa Campos explica que muitas pessoas deixam de formalizar a união por dificuldades financeiras ou pela distância dos serviços públicos. “Eles estão juntos há cerca de 30 anos, construíram uma família e uma história de vida na comunidade. Muitas vezes as pessoas não formalizam a união por falta de condições financeiras ou de acesso aos serviços. Para nós é uma alegria poder contribuir para que esse desejo seja realizado”, pontuou.

Próximas etapas
A programação da Expedição Justiça Sem Fronteiras segue para o distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 14 e 15 de junho.
A última etapa será realizada no distrito de Vila Picada, em Porto Esperidião, nos dias 17 e 18 de junho.

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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