TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Poder Judiciário de Mato Grosso entrega prêmio a unidades com melhor performance em 2023

A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT) entregou o Prêmio “Unidade Judiciária Destaque” para magistrados e gestores que apresentaram a melhor performance durante o ano de 2023. A cerimônia de premiação foi realizada na tarde desta segunda-feira (18 de dezembro), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), anexo ao Tribunal de Justiça (TJMT). A 2ª Vara Especializada de Direito Bancário da Capital conquistou a categoria Diamante e outras 16 unidades foram premiadas na categoria Ouro.
 
O prêmio criado por meio do provimento TJMT/CGJ Nº 24 tem como objetivo incentivar os magistrados e servidores a buscarem maior produtividade, eficiência, celeridade e transparência para o aprimoramento da prestação jurisdicional.
 
A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, participou da cerimônia e felicitou os agraciados. “Quero parabenizar essa iniciativa da Corregedoria-Geral. É mais uma ação que estimula e demonstra o reconhecimento pelo esforço de cada um. Envio as felicitações a todos aqueles que conseguiram esse destaque e que incentivem os demais para que no ano que vem estejam aqui também, na pretensão de cada vez mais aumentar a excelência em nossos serviços”, parabenizou.
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, afirmou que esta é uma das ações para enaltecer o brilho e a dedicação que permeiam as unidades judiciárias de Mato Grosso. “O Prêmio ‘Unidade Judiciária Destaque’ é uma homenagem à incansável busca por produtividade, eficiência, celeridade e transparência, realizada por magistrados, magistradas, servidores e servidoras comprometidos. Este reconhecimento é também um estímulo constante para aprimorarmos continuamente a entrega da justiça em prol da sociedade que servimos com dedicação”, declarou.
 
O corregedor antecipou o trabalho em conjunto que deve ser realizado no próximo ano com o mesmo intuito. “Conversei com a nossa presidente e alinhamos que juntos faremos uma premiação ainda maior no ano vindouro, uma forma de prestigiarmos de forma mais ampla todos aqueles que se dedicam em nossas unidades judiciais”, completou.
 
Categorias Ouro e Diamante – As unidades judiciárias com melhor desempenho dos indicadores foram premiadas em duas categorias: Diamante e Ouro. Sob a liderança da magistrada Rita Soraya Tolentino de Barros e da gestora-geral Laura Ferreira Araújo e Medeiros, a 2ª Vara Especializada de Direito Bancário da Capital foi a vencedora e levou a categoria Diamante. A unidade atingiu um nível de excelência em sua atuação.
 
“A minha unidade tem dois anos e meio que ela está como diamante, pois trabalhamos de forma conjunta: secretaria, gabinete, e assessoria para que juntos possamos dar com maior brevidade a prestação jurisdicional, com o encerramento do processo, com o cumprimento da sentença, com o pagamento das execuções, finalizando mesmo, indo para o arquivo ou em definitivo. Hoje eu me sinto honrada, e quero apenas agradecer a Deus, a Jesus, por dar saúde e força para continuarmos nesta luta”, rogou a magistrada.
 
Todas as unidades judiciárias de Mato Grosso foram analisadas e 16 foram agraciadas na Categoria Ouro (confira a lista no final do texto). A verificação da produtividade foi composta por duas etapas, sendo uma verificação dos seis primeiros meses, de 1º de janeiro a 30 de junho de 2023 e a outra do decorrer do ano, de 1º de janeiro a 30 de novembro de 2023.
 
A análise dos dados foi feita pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI) com base nas estatísticas do Painel Estratégico da ferramenta Business Intelligence (BI), denominada OMNI. “Nós abordamos essa temática o ano inteiro, de como as unidades poderiam melhorar a performance, o rendimento, quais as melhores escolhas para obter melhores resultados. Visitamos diversas comarcas, falamos, demos exemplos, e nada mais justo que identificar e reconhecer aqueles que estão se destacando ao mesmo tempo em que incentivamos outros colegas”, disse o juiz auxiliar da CGJ-TJMT, Emerson Luís Pereira Cajango.
 
Além do certificado de reconhecimento para as unidades, será lançada uma nota de elogio na ficha funcional dos servidores e magistrados das unidades agraciadas com o Prêmio.
 
O coordenador do CGJ-TJMT, Flávio de Paiva Pinto, lembrou que este é um projeto que estava sendo pensando há muito tempo. “Queríamos encontrar uma forma de reconhecer o trabalho de magistrados e servidores, afinal, as unidades já estavam mapeadas. E esse ano, o corregedor baixou um provimento para reconhecer aqueles que têm um diferencial, que entregaram resultados, e se encaixaram muito bem nessa engrenagem que é o Judiciário, atingindo os melhores números”, citou.
 
Também participaram da cerimônia a vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip, e os juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça, Christiane da Costa Marques Neves, Emerson Luís Pereira Cajango e Eduardo Calmon de Almeida Cézar.
 
Confira as unidades premiadas:
 
Categoria Diamante
2ª Vara Esp. Direito Bancário de Cuiabá
 
Categoria Ouro
1ª Vara Esp. da Fazenda Pública / Várzea Grande
5ª Vara Criminal / Rondonópolis
8º Juizado Especial Cível / Cuiabá
13ª Vara Criminal / Cuiabá
2ª Vara Criminal / Primavera do Leste
Vara Única / Guiratinga
Secretaria Unificada – Juizado Especial Cível – Jd. Glória / Várzea Grande
Vara Esp. de Violência Dom. e Fam. contra Mulher / Várzea Grande
Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher / Rondonópolis
7ª Vara Cível / Cuiabá
3ª Vara / Juara
2ª Vara Esp. da Infância e Juventude / Cuiabá
11ª Vara Criminal (J.Militar) / Cuiabá
3ª Vara / Colíder
4ª Vara Cível / Cuiabá
4ª Vara / Primavera do Leste
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 1: A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, a vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip, e o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira, entregam o troféu e o selo Diamante para a magistrada Rita Soraya Tolentino de Barros e para a gestora-geral Laura Ferreira Araújo e Medeiros. Todos estão em pé, posando para a foto. Foto 2: Troféus do Selo Ouro e Diamante, em acrílico. Um é dourado com o símbolo de uma estrela e o outro azul com o símbolo de um diamante. Foto 3 – Fotos de todos presentes.
 
Gabriele Schimanoski/ Fotos Ednilson Aguiar
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Confira os plantonistas do Judiciário neste fim de semana
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Execução Penal: equilíbrio entre punir e preservar humanidade é apontado como desafio

Mulher de terno azul-claro fala ao microfone em um púlpito de madeira. Ao fundo, um grande telão exibe a silhueta de um homem caminhando em direção a uma luz forte.“Com diálogos bem estruturados, todos são chamados à responsabilização. Sem responsabilidade e sem consciência, não há caminho de transformação. O ser humano fica à deriva por muito mais tempo”. Foi com essa constatação que a desembargadora Clarice Claudino da Silva abriu o Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, nesta quinta-feira (28), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá.

Ela representou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, e ainda ressaltou o papel do encontro na promoção da integração institucional e no fortalecimento de ações voltadas à dignidade das pessoas privadas de liberdade. Ela também chamou atenção para os desafios estruturais do sistema e a necessidade de ampliar o diálogo e a construção de soluções conjuntas. Ao abordar caminhos para o aprimoramento da execução penal, enfatizou a relevância das práticas restaurativas, ao destacar o potencial dessa abordagem para promover mudanças efetivas.

Homem branco, de barba e cabelos grisalhos curtos, fala ao microfone em um púlpito de madeira clara. Ele veste paletó escuro, camisa branca e gravata pontilhada. O fundo é neutro e desfocado.

Já o supervisor do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), no ato também representando a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargador Wesley Sanchez Lacerda, reforçou a necessidade de tratar a execução penal com racionalidade e estratégia, e alertou para o fortalecimento das organizações criminosas no ambiente prisional. Ele também defendeu a importância da atuação conjunta para garantir resultados mais eficazes na ressocialização.

“O sistema penal não pode existir apenas para punir, mas precisa oferecer caminhos reais para que a pessoa privada de liberdade possa reconstruir sua vida e retornar à sociedade de forma digna e produtiva. A ressocialização não beneficia apenas quem cumpre pena, ela beneficia toda a sociedade. Quando o Estado investe em educação, trabalho e apoio dentro do sistema prisional, reduz a reincidência e amplia as chances de um futuro mais seguro. Precisamos ter a coragem de construir um sistema que não apenas puna, mas que transforme, porque a verdadeira justiça não termina com a sentença, ela começa ali”, destacou.

Mulher branca de cabelos castanhos claros concede entrevista, gesticulando com a mão. À sua frente, um microfone com a marca

Ainda na abertura, durante a fala, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente questionou: “Que tipo de sociedade nós estamos ajudando a construir quando falamos sobre execução penal?”. Coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal, ela finalizou o pensamento: “Porque nenhuma instituição é medida apenas pela sua capacidade de punir. Ela também é medida pela sua capacidade de preservar humanidade mesmo diante dos ambientes mais difíceis”.

Leia Também:  Vantagens e riscos da Inteligência Artificial serão discutidos em audiência pública sexta-feira (23)

Para a procuradora de Justiça, o sistema prisional coloca diariamente seus operadores diante de situações extremas, com o risco de reduzir as pessoas privadas de liberdade apenas aos seus erros, números ou processos. “Quando isso acontece, todos nós perdemos um pouco. Perdemos como instituições, perdemos como sociedade e perdemos principalmente a capacidade de acreditar em transformação. Talvez o maior desafio da execução penal contemporânea seja exatamente este: encontrar equilíbrio entre firmeza e humanidade, entre segurança e dignidade, entre controle e reconstrução”, afirmou.

Retrato aproximado de um homem pardo, de cabelos pretos curtos, olhando para o lado com expressão séria. Ele veste paletó cinza, camisa branca e gravata xadrez. O fundo está desfocado.

Nesse contexto, o coordenador do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou a relevância do encontro como espaço de integração institucional e de construção coletiva de soluções. “Nós temos uma obrigação com a sociedade: entregar justiça e garantir que o cidadão experimente verdadeiramente a sensação de segurança. Isso passa, necessariamente, pelo sistema prisional. Mas não tem como nós pensarmos em justiça sem dignidade, sem humanidade, sem respeito à pessoa humana. Tenho certeza de que sairemos daqui melhores do que chegamos, em um momento de sinergia para buscar soluções e aprimorar nossa atuação”, defendeu.

Mulher branca de óculos e blazer preto fala ao microfone em um púlpito com brasão do Mato Grosso. Ao fundo, há um telão com texto desfocado e uma pessoa sentada à direita.

Representando o procurador-geral de Justiça, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, destacou o caráter coletivo e integrador do evento. Segundo ela, o principal propósito do encontro é fortalecer a atuação conjunta entre as instituições, baseada na cooperação e no compartilhamento de experiências, especialmente diante de desafios estruturais que não podem ser enfrentados de forma isolada.

De acordo com a subprocuradora, o tema exige a superação de modelos tradicionais e uma atuação mais qualificada e inovadora. “É onde cruza de forma bastante intensa e evidente tanto a segurança pública, a justiça, a dignidade humana e o desafio permanente da ressocialização. E é justamente nesse ponto que eu convido a todos nós a uma reflexão. Não há política de segurança pública verdadeiramente eficaz sem uma execução penal que funcione. E também não há uma execução penal que funcione sem oportunidade de ressocialização”, considerou.

Leia Também:  Expediente presencial estará suspenso no Fórum de Alta Floresta nesta quinta e sexta-feira

Homem branco de cabelos escuros fala ao microfone em um púlpito de madeira. Ele veste paletó cinza quadriculado, camisa branca e gravata vermelha. Ao fundo, um telão exibe uma imagem alaranjada.

O coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, enfatizou a relevância da participação interinstitucional no debate. “Este evento já demonstra sua importância e indispensabilidade para todos nós, comprometidos com essa missão constitucional e com esse chamado humanitário de tratar o cumprimento de pena, buscando formas de alcançar os melhores resultados possíveis na reinserção social”, afirmou.


Aprimoramento técnico

Durante dois dias, o encontro promove reflexões sobre a gestão do sistema prisional e a efetividade da execução penal no Brasil, com foco no uso da inteligência institucional e no aprimoramento técnico. A programação também destaca a dimensão transformadora da pena, com ênfase em políticas de ressocialização. O público reúne membros do Ministério Público, magistrados, profissionais das forças de segurança e especialistas do Sistema de Justiça.

Também compuseram o dispositivo de honra a promotora de Justiça Alessandra Gonçalves da Silva Godoi, representando o corregedor-geral do MPMT, o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, e o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto.

O encontro é realizado pelo MPMT, por meio do CAO da Execução Penal, do CSI e do Ceaf, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, via Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e o Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).


Com informações de Ana Luíza Anache/MPMT

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo: Josi Dias

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA