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Poder Judiciário de Mato Grosso

O Poder Judiciário de Mato Grosso acredita no poder transformador da ressocialização por meio do conhecimento e de oportunidades. Durante o ano de 2022, o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) visitou unidades prisionais do Estado para identificar e criar ações que garantam a qualificação das políticas de serviços penais.
 
O supervisor do GMF/MT, desembargador Orlando Perri, tem percorrido os municípios de Mato Grosso, em reuniões com gestores e empresários, para articular parcerias e políticas públicas que cumpram com a função ressocializadora do Estado, no que tange a gestão e tutela de pessoas privadas de liberdade durante o cumprimento de suas penas.
 
“Não há como falarmos de ressocialização e segurança pública sem que antes tenhamos condições dignas, profissionalização, educação e oportunidades de emprego aos reeducandos nas unidades prisionais. Como esperar que as pessoas saiam de lá melhores, recuperadas e reinseridas na sociedade, se as tratarmos sem nenhum tipo de humanidade?”, afirma o líder do GMF.
 
Nesse sentido, por intermédio do juiz auxiliar da Vice-Presidência, Edson Dias Reis, o GMF articulou com uma instituição privada de ensino superior, localizada na região de Juína, Juara e Guarantã do Norte, a disponibilização de vagas remanescentes do processo seletivo de 2023 para os reeducandos do Sistema Carcerário no Estado.
 
O juiz auxiliar da Vice-Presidência contou como foi construída a parceria com a instituição. Em uma das visitas à Comarca de Juína, a ideia nasceu entre amigos e posteriormente foi concretizada. “Em uma conversa com o Clodis, a parceria nasceu no coração dele e eu trouxe imediatamente para o GMF. É um projeto de dignidade humana.”
 
Segundo o diretor da Faculdade do Vale do Juruena – AJES, Clodis Antonio Menegaz, a parceria será um projeto de inclusão social, para que a pessoa que tenha cometido um delito tenha a oportunidade de voltar ao seio da sociedade com uma formação. “Nessa parceria, ofertaremos formação superior na modalidade de ensino à distância, gratuitamente, nos locais onde a instituição possua um polo. Para que assim, mesmo lá dentro da unidade prisional, eles possam ter uma formação de qualidade em todos os cursos que oferecemos em nossa plataforma.”
 
O diretor da instituição também assegurou que as graduações aos quais os reeducandos terão acesso não terão diferenciação nenhuma daquelas cursadas por um aluno particular na instituição. A faculdade oferece atualmente formação em Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Engenharia Sanitária, Agronomia, Sistemas de Internet, Gestão de Recursos Humanos, Ciências Contábeis, Fisioterapia, Pedagogia, entre outros.
 
“Hoje nós podemos atender todo Mato Grosso. Toda a cidade que tiver uma unidade prisional nós podemos atender, basta que nesse município nós tenhamos uma parceria e um polo educacional funcionando. Não existe limite, não temos fronteiras. Podemos atender a todos os locais”, explica o representante da instituição.
 
O coordenador do GMF, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, ressalta que o GMF é o braço do Poder Judiciário na atenção penitenciária e que é fundamental o investimento na estruturação das pessoas para que elas possam buscar algo melhor para o futuro. “Educação é a base principal. A questão da recuperação de pessoas é muito complexa, pois não há como recuperar sem proporcionar trabalho e estudo dentro do acolhimento, que é fase mais delicada de uma pessoa, na progressão do regime fechado para o semiaberto.”
 
O magistrado também destacou a relevância da parceria com a faculdade. “O Judiciário está lá dentro do Sistema Carcerário, participando, buscando soluções para as demandas necessárias. Eu fui juiz em Juína, eu vi nascer a Faculdade AJES, com o diretor Clodis. Então em contato com o juiz auxiliar da Vice-Presidência, Edson Dias Reis, ele mostrou essa possibilidade das vagas remanescentes dos cursos na modalidade EAD, onde a AJES possui polo. Esse projeto vai permitir que o excedente de vagas sejam encaminhadas de forma gratuita para os recuperandos e isso é muito importante.”
 
Atuação reconhecida do GMF – O trabalho ativo e intenso do GMF junto ao Governo Executivo Estadual trouxe incontáveis melhoras ao Sistema Carcerário de Mato Grosso, sendo inclusive reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça, em visita ao Estado no mês de novembro, com o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo (DMF/CNJ), juiz Luís Geraldo Lanfredi.
 
Lanfredi afirmou que o trabalho conjunto entre o GMF/MT e o Poder Executivo permite que o Estado seja referência nacional na ressocialização de reeducandos, com estrutura e qualidade não encontradas em nenhuma outra unidade federativa do país.
 
“A atuação do GMF, entendendo o seu papel de articulação no campo para essas políticas, é fundamental, pois conversa com o Executivo em uma articulação interinstitucional, para uma realização integral de segurança pública, que é o que todos buscamos”, explica o membro do CNJ.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Foto horizontal colorida do coordenador do GMF, desembargador Orlando Perri. Ele concede entrevista e na foto aparecem microfones e gravadores.
Segunda imagem: Juiz auxiliar da Vice-Presidência, Edson Dias Reis. Ele usa terno escuro, camisa branca e gravata azul. Usa também óculos de grau durante entrevista.
Terceira imagem: Foto colorida horizontal em plano fechado do diretor da Faculdade do Vale do Juruena – AJES, Clodis Antonio Menegaz, que também concede entrevista. Ele usa terno preto , gravata lilás e camisa branca.
Quarta imagem: Foto do coordenador do DMF/CNJ, juiz Luís Geraldo Lanfredi. Ele usa terno azul, gravata em tom rosa e camisa branca durante entrevista coletiva.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Operação conjunta com Juizado Ambiental apreende quase uma tonelada de pescado irregular em Cuiabá

Peixes de diferentes tamanhos armazenados em um freezer durante fiscalização ambiental. Uma mão aparece sobre os exemplares, indicando a comparação de tamanho dos pescados apreendidos.Uma operação conjunta entre o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizada na manhã de terça-feira (2 de junho), resultou na apreensão de 991 quilos de pescado irregular em Cuiabá.

A fiscalização ocorreu em uma residência e em uma feira livre localizada na Avenida Beira Rio, no bairro Praeirinho. Durante a ação, as equipes encontraram exemplares de espécies cuja captura, transporte, armazenamento e comercialização são proibidos pela legislação estadual, além de peixes com tamanho inferior ao permitido pelas normas ambientais.

Entre os peixes apreendidos estavam exemplares de pintado, dourado e piraputanga, espécies protegidas pela Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, além de pacus abaixo da medida mínima (45cm) exigida para captura. A legislação vigente em Mato Grosso proíbe, até 2029, a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de 12 espécies nativas consideradas estratégicas para a preservação dos estoques pesqueiros do Estado.

O 1º sargento da Polícia Militar Ambiental e integrante do Juvam, Marcello Amui, aparece em primeiro plano durante entrevista. Ele veste farda camuflada e está em ambiente interno.De acordo com o 1º sargento da Polícia Militar Ambiental que atua no Juvam, Marcello Amui, também foram apreendidos exemplares de tambaqui. “Embora a espécie tenha captura permitida, os peixes estavam armazenados juntamente com espécies de posse irregular e, por isso, foram apreendidos”.

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O militar informou que todo o pescado recolhido será destinado a instituições sociais cadastradas, garantindo o aproveitamento adequado dos alimentos e beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização permanente

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Juvam em parceria com órgãos ambientais e de segurança pública para combater crimes contra a fauna, a pesca predatória e outras infrações ambientais em Mato Grosso.

“A união das instituições é fundamental para o êxito dessas operações. O Juvam está sempre à disposição para apoiar as fiscalizações e o combate aos crimes e ilícitos ambientais”, destacou o sargento.

Além da atuação fiscalizatória, a unidade desenvolve atividades de educação ambiental, conciliação e orientação à população.

Regras da pesca em Mato Grosso

Três agentes de fiscalização ambiental posam em uma sala ao lado de freezers com peixes apreendidos. Eles seguram exemplares de diferentes espécies durante operação conjunta de combate à pesca irregular realizada em Cuiabá. Ao fundo, os freezers abertos exibem parte do pescado apreendido.Desde o encerramento da Piracema, em 31 de janeiro, a pesca voltou a ser permitida nas bacias hidrográficas do Estado. Entretanto, permanecem em vigor as restrições previstas na Lei do Transporte Zero.

Continuam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das espécies cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado (surubim), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Para as demais espécies, a atividade pesqueira deve respeitar tamanhos mínimos, cotas e demais exigências legais.

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O sargento reforçou que o descumprimento das normas ambientais pode resultar em multas, apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na infração, além da responsabilização criminal dos envolvidos.

Denúncias

Casos de pesca ilegal e outros crimes ambientais em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger podem ser denunciados ao Juvam pelo telefone e WhatsApp (65) 3648-6880 ou pelo e-mail [email protected]. Ocorrências em outras regiões do Estado também podem ser comunicadas à Sema, pelo WhatsApp (65) 99321-9997 e (65) 98153-0255, ou à Polícia Militar, por meio do telefone 190.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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