TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Participantes da Corrida do Judiciário devem retirar kits nesta sexta-feira e sábado  

Participantes da Corrida do Judiciário devem retirar seus kits na loja Beto Sports, no 1º piso do Pantanal Shopping, nesta sexta-feira (8 de novembro) e sábado (9 de novembro), das 12h às 20h. 
 
Cada kit inclui uma camiseta, produzida pela marca cuiabana Onng, com tecnologia sustentável agregada, tecido biodegradável e antibacteriano, com proteção solar FPU50+, além de um chip e o número de peito.  
 
A retirada do kit deverá ser realizada pelo próprio atleta, com a apresentação obrigatória de documento de identificação com foto e comprovante de inscrição paga.
  
O servidor aposentado do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT) Willians Kauffman foi um dos primeiros a estar na loja nesta sexta-feira para retirar seu kit. “Eu corro desde os 14 anos de idade. Durante o ano, nos preparamos continuamente. A atividade física faz parte do meu cotidiano, não só como participar do evento, como qualidade de vida e bem-estar, e hoje, aos 63 anos, como longevidade também”, expressa.
 
Isabela Pinheiro trabalha no Poder Judiciário como assessora da 4ª Vara de Fazenda Pública de Cuiabá e vai participar da Corrida do Judiciário pela primeira vez. “Estou empolgada, essa é a minha segunda corrida, da outra vez foram 5 km, agora são 6 km, espero conseguir concluir a prova. Meus colegas que nos incentivaram a correr, tiveram a ideia, estamos todos empolgados, isso traz integração”, frisa a servidora. 
 
A corrida será realizada neste domingo (10 de novembro), às 6h30, com largada no Fórum de Cuiabá e percurso de 6 km para a corrida e 3 km para a caminhada. Está prevista a participação de 1.200 atletas. 
 
A juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, titular da 9ª Vara Criminal de Cuiabá, também retirou seu kit nesta sexta-feira. “É um incentivo muito importante do Tribunal de Justiça para a prática do esporte, isso é de suma importância para a qualidade de vida dos servidores e dos magistrados”, avalia. 
  

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Genilson Marques, um dos organizadores da corrida, alerta que, no dia da corrida, os kits não serão entregues. “O kit só vai ser entregue com antecedência. No dia da prova, isso não vai acontecer. Esperamos fazer um belo evento no domingo”, afirma.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto horizontal colorida de pessoas na loja retirando os kits. Diante de uma bancada com computadores, atendentes mexem nos computadores e uma entrega o kit a uma mulher. Os clientes estão do outro lado da bancada, entre eles Willians, que está de costas de camiseta azul. Ao fundo há artigos esportivos expostos.  Imagem 2: foto horizontal colorida da servidora Isabela, em primeiro plano. Ela é uma mulher jovem branca, com cabelos lisos castanhos, olhos castanhos, veste blusa azul, uma corrente dourada e olha para a câmera. Ao fundo, desfocado, há tênis expostos.Imagem 3: foto horizontal colorida da juíza Renata Evaristo com seu kit na mão, em pé, segura o kit com as duas mãos, olha para a direita e sorri. Ela é uma mulher, está com o cabelo preso, usa brinco de pérola e uma camisa de seda com estampa floral rosa e pérolas. Ao fundo, desfocado, há artigos esportivos e uma televisão ligada.
 
Mylena Petrucelli 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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