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Ouvidoria Cidadã chega a Rondonópolis para divulgar abertura do Poder Judiciário a ouvir a população

No plenário do fórum de Rondonópolis, desembargador Rodrigo Curvo está em pé, falando ao microfone. Ao lado dele, sentados em poltronas, a juíza diretora, Aline Quinto Bissoni, e o juiz Bruno D'Oliveira. Atrás deles, há um banner da Ouvidoria. Rondonópolis (212 Km de Cuiabá) foi a quarta comarca a receber o projeto Ouvidoria Cidadã, do Poder Judiciário de Mato Grosso, nesta terça-feira (23 de setembro), reforçando a abertura da instituição ao diálogo com toda a população, magistratura, servidores, advogados e gestores públicos.

O ouvidor-geral do Judiciário mato-grossense, desembargador Rodrigo Curvo, acompanhado do juiz auxiliar Bruno D’Oliveira Marques e da diretora do Departamento da Ouvidoria, Larissa Shimoya, esteve na sede da 1ª Subseção da OAB-MT, onde foi recebido pela vice-presidente, Priscila Raimundi, membros da diretoria e demais advogados.

Desembargador Rodrigo Curvo, ouvidor-geral do Poder Judiciário de Mato Grosso, fala ao microfone, sentado em uma poltrona. Ele é um homembranco, alto, de cabelo preto, usando camisa branca, paletó preto, gravata azul.Na oportunidade, Curvo explicou o objetivo do projeto Ouvidoria Cidadã de reforçar o papel institucional do órgão, aproximar o Judiciário do cidadão por meio da uma escuta qualificada e humanizada, além de fortalecer o diálogo com a advocacia. “A partir disso, entendemos que é necessário nos deslocarmos”, disse o magistrado, ressaltando a importância das visitas a diversas comarcas.

O desembargador destacou ainda que o projeto tem, dentre os principais objetivos, o de divulgar os canais de acesso à Ouvidoria do Poder Judiciário. E para isso conta com a parceria da advocacia. “Trabalhamos para fazer uma divulgação maciça dos canais de atendimento da Ouvidoria e queremos contar com o apoio da advocacia para essa divulgação, para reforçar o papel da Ouvidoria perante seus clientes e perante os profissionais”, disse.

Desembargador Rodrigo Curvo, ladeado pelo juiz Bruno D'Oliveira e pela vice-presidente da OAB Rondonópolis, Priscila Raimundi, sentados em uma mesa.A vice-presidente da OAB Rondonópolis, Priscila Raimundi, elogiou a atitude da Ouvidoria do Poder Judiciário e corroborou a parceria entre as instituições. “A reunião com a Ouvidoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso foi de grande valia para a advocacia de Rondonópolis, uma vez que pudemos demonstrar todos os anseios da nossa classe através de sugestões, reclamações, as quais foram prontamente acolhidas pelo nosso desembargador Rodrigo Curvo, pelo juiz auxiliar, doutor Bruno, e também pela diretora, doutora Larissa. Nós contamos com a Ouvidoria e a OAB é uma instituição parceira, inclusive na divulgação desse trabalho, que é tão árduo e tão necessário para propagar a efetividade da justiça e o acesso aos cidadãos”.

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Juiz auxiliar da Ouvidoria, Bruno D'Oliveira Marques, fala ao microfone,, em pé. ele é um homem branco, de cabelo e barba castanho escuro, usando camisa branca, paletó e gravata azuis. Atrás dele, há um banner da Ouvidoria do Poder Judiciário.O projeto Ouvidoria Cidadã contemplou também a todos que trabalham no Fórum de Rondonópolis, onde foi concretizado seu papel de realizar a escuta ativa. Isso porque diversos magistrados e servidores apresentaram suas dúvidas, sugestões e apontamentos.

No fórum, o juiz auxiliar da Ouvidoria, Bruno D’Oliveira Marques, fez uma apresentação sobre as competências, atribuições, fluxos de funcionamento do órgão judiciário, destacando seu papel estratégico dentro da administração. “A Ouvidoria é um órgão de gestão porque, a partir das informações que vocês servidores e os jurisdicionados passam, ela pode qualificar esses dados e, a partir então, levá-los à Alta Administração e, conjuntamente, trazer melhorias ao nosso Poder Judiciário”.

Juíza diretora do Fórum de Rondonópolis, Aline Quinto Bissoni. Ela é uma mulher branca, de olos e cabelos castanhos, usando vestido tubinho azul marinho e batom vermelho. Atrás dela, há um banner da Ouvidoria do Poder Judiciário.A juíza diretora do Fórum de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, classificou como um presente receber a equipe da Ouvidoria para o bate-papo com todos os profissionais. “Praticamente, todos os servidores estiveram presentes, vários magistrados, sempre com bastante interesse em entender melhor o trabalho da Ouvidoria e também fazer questionamentos. Então, os colaboradores perguntaram bastante, apresentaram demandas da comarca, tudo com o objetivo de aprimorar os nossos trabalhos, principalmente nossos serviços à população. E foi bastante interessante perceber que a Ouvidoria trabalha cada vez mais como parceira dos colaboradores e juízes porque ela visa aprimorar o serviço, tanto quanto todos os colaboradores”, avaliou.

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Ao final dessa etapa, o ouvidor-geral do Judiciário mato-grossense, desembargador Rodrigo Curvo fez uma avaliação positiva das visitas. “A segunda etapa do projeto Ouvidoria Cidadã foi coroada de êxito, de pleno sucesso porque, mais uma vez, conseguimos nos reunir com a sociedade, com os representantes dos municípios. No fórum, falamos com servidores, com magistrados. A Ordem dos Advogados do Brasil teve a oportunidade de expressar os anseios da advocacia, de modo que a gente considera que o projeto Ouvidoria Cidadã está atendendo plenamente aquilo a que foi proposto. E seguiremos caminhando por outras cidades e comarcas do estado, numa outra etapa que ocorrerá em breve”, concluiu.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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