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Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso inaugura espaço próprio

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O Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) inaugurou seu novo espaço que está localizado no segundo andar do prédio principal, próximo às Secretarias Cíveis de Segundo Grau. A data foi comemorada com a presença da assessora-chefe de Gestão Sustentável do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ketlin Feitosa Scartezini e da vice-diretora geral do TJMT, Claudenice Deijany F. da Costa. Durante a tarde, servidores de várias coordenadorias fizeram uma visita para conhecer a nova sala.
 
O Núcleo está estruturado desde meados do corrente ano e é vinculado à presidência do tribunal. É coordenado pela juíza auxiliar da presidência, Viviane Brito Rebello e conta com outros oito membros, três deles exclusivos: a gestora administrativa, Vera Lícia de Arimatéia e Silva, e os assessores de Sustentabilidade, Carlos Kreutz e Elaine Cristina Pincerato Alonso.
 
Também integram o Núcleo: Jessyka Lindaura Crisóstomo Sodré Farias, assessora jurídica do gabinete da juíza auxiliar da Presidência; Luciana Tolovi, gestora administrativa da Comarca de Várzea Grande; Marluce Peixoto de Assis Martins, diretora do Departamento de Planejamento e Estudo da Escola dos Servidores; Rosana Maria de Souza Goulart, gestora geral da Comarca de Várzea Grande e Veruska Norie Takada, assessora de Estatística.
 
A vice-diretora-geral, Claudenice Deijany, falou sobre as ações realizadas e a estruturação do núcleo, que se deu em meados de 2023. “Nós estamos com uma equipe bastante coesa e que começou com passos firmes, muito antes da estruturação oficial da área. Agora sim vamos andar a passos largos. Já estávamos desenvolvendo ações muito efetivas a respeito da redução no consumo de papéis, energia, telefonia móvel e fixa, entre outras ações atinentes à sustentabilidade, com o apoio de outros servidores também das comarcas, com os eventos que realizamos desde 2016, o Encontro da Sustentabilidade.”
 
A coordenadora do Núcleo explicou que o núcleo, que começou em 2016, existia mas não era oficial com lotação e equipe própria. “Hoje temos nosso espaço exclusivo para ter melhores condições de trabalho e realizar todas as atividades necessárias para que a sustentabilidade do Poder Judiciário seja a melhor possível. Eu sempre coloco que a questão da sustentabilidade passa pela própria sobrevivência da raça humana. Então tudo o que pudermos fazer, especialmente nós como poder público, para garantir o máximo possível de ações que tenham sustentabilidade como foco e fundamento, é essencial para essa sobrevivência.”
 
Para Vera Lícia a inauguração do espaço próprio e permanente do Núcleo de Sustentabilidade, vai permitir que ações e atividades relacionadas à sustentabilidade dentro do Poder Judiciário de Mato Grosso sejam ainda mais efetivas, mas lembrou que as ações podem partir de qualquer servidor, coordenadoria, magistrado ou gabinete, já que a responsabilidade sustentável é de todos. “Com o novo espaço e a consolidação do Núcleo, vamos dar passos mais largos em prol da sustentabilidade e atender de forma mais primorosa e cuidadosa todo o Tribunal de Justiça.”
 
A assessora de Sustentabilidade, Elaine Alonso falou sobre a estrutura do núcleo de como os membros efetivos trabalhavam em outra função e dedicavam algum tempo “quando dava” para a sustentabilidade. “Queríamos muito fazer parte do organograma do Tribunal e graças à desembargadora Clarice e a diretora-geral Euzeny, conseguimos criar o núcleo como um setor e efetivar três servidores, além da nossa coordenadora. Ainda temos quatro membros do núcleo que têm suas atribuições em outros setores”, explicou ela.
 
A assessora do STJ, Keitlin Scartezini, congratulou a equipe do Núcleo pela estruturação. “É um exemplo até onde vocês conseguiram chegar. Merecem medalha de ouro. Tem tribunal que ainda tem um núcleo composto de pessoas que só conseguem trabalhar na sexta feira das 14h às 16h com a sustentabilidade. É um avanço muito importante. Agora o próximo passo pode ser a rede (sustentabilidade)”, brincou ela.
 
A Rede Sustentabilidade é um grupo formado por representantes de instituições públicas que executam funções relacionadas à sustentabilidade e têm como atribuição propor, planejar e acompanhar programas e ações pactuadas entre os órgãos. Um exemplo específico são as compras sustentáveis e compartilhadas, que visam a redução de custos e impactos.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: a imagem mostra a sala do Núcleo de Sustentabilidade com várias pessoas conversando e sorrindo. A parede branca está decorada com símbolos de Sustentabilidade nas cores verde claro e escuro.
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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