TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Novos juízes e juízas substitutos (as) completam um mês de atuação

Os 22 novos juízes e juízas substitutos (as) completam um mês de atuação no Poder Judiciário de Mato Grosso. Apesar de estarem ainda em adaptação a nova Comarca e ao trabalho da magistratura uma série de ações já começaram a ser realizadas pelos juízes.
 
Exemplo disso é a Vara Única de Araputanga (345 km a oeste de Cuiabá), que realizou neste mês um tribunal do júri, que contou com a participação de uma testemunha residente na Flórida, nos Estados Unidos, por meio do sistema de videoconferência. Luzia Seidht de Oliveira é filha da vítima, Cecílio Cabral de Oliveira, e teve a oportunidade de participar à distância.
 
“Participar foi muito difícil, eu pude sentir todas as emoções do julgamento, no momento do meu depoimento, mesmo por videoconferência. Eu não teria disponibilidade para ir a Mato Grosso quando fui intimada, então a videoconferência foi essencial para mim”, contou.
 
No caso, o acusado E.B.M foi condenado por homicídio consumado a 23 anos de reclusão. Para o juiz da Vara Única, Nildo Inacio, a tecnologia encurtou a distância e proporcionou celeridade ao processo criminal. “O parque tecnológico do TJMT permitiu superar todas as barreiras geográfica e executar atos com pessoas em qualquer lugar do planeta, desde que elas tenham um smartphone que consiga se conectar a internet. Se tivéssemos que depender dos métodos tradicionais a consequência seria o adiamento do Júri. Muito embora ela fosse filha da vítima, o processo entraria em crise processual”, afirmou.
 
O magistrado contou ainda que já realizou dois Tribunais do Júri, movimentou cerca de 800 despachos, decisões e sentenças, além de já ter se reunido com advogados, Conselho da Comunidade, Conselho de Segurança e representantes dos outros Poderes. Ainda foram realizadas duas visitas à unidade prisional e a instalação da sala passiva. “Neste primeiro mês pude constatar que além da parte tecnológica temos bons recursos humanos. A comarca é muito bem servida, especialmente de agentes públicos motivados que têm o interesse em prestar bons serviços à população. Eles vêm com bons olhos mudanças de procedimento e de rotinas. O volume de trabalho é intenso, mas procuro estar à altura das expectativas dos jurisdicionados para darmos a tão sonhada celeridade processual”, ressaltou o magistrado.
 
Em Cotriguaçu (950 km ao noroeste de Cuiabá), a juíza da Vara Única, Erika Cristina Camilo Camin, se reuniu com o prefeito, Olirio de Oliveira dos Santos, o vice-prefeito, Valdivino Mendes dos Santos, a promotora de Justiça, Driele de Oliveira Maschio, o delegado da Polícia Judiciária Civil, Mateus Almeida Oliveira Reuners e o 3º Sargento, da Policia Militar Robson de Oliveira Pinto. O encontro teve o objetivo de desejar boas vindas à magistrada e também foi uma oportunidade de estreitar laços entre os Poderes Públicos. Na última sexta-feira (9/06), a magistrada participou de sua primeira reunião da Comissão de Assuntos Fundiários de Cotriguaçu por videoconferência.
 
O objetivo do colegiado é analisar, discutir, enfrentar e resolver questões fundiárias de natureza urbana e/ou rural, conflituosas ou não, existentes no município e distritos a ele vinculados. Ela é composta, voluntariamente, por representantes do Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, associações e entidades de classe sem fins lucrativos e entidades da sociedade civil.
 
Já o juiz da Vara única de Terra Nova do Norte, Antônio Iris da Costa Junior, ministrou duas palestras em alusão ao Maio Laranja, mês de enfrentamento e prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, nas Câmaras Municipais de Terra Nova do Norte (675 km ao norte de Cuiabá) e Nova Guarita (697 km ao norte da capital). O magistrado falou sobre os deveres, prerrogativas e responsabilidades da rede de proteção, além do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a membros da rede de atendimento a crianças e adolescentes.
 
Além disso, o magistrado realizou uma série de visitas de cortesia a Secretária de Assistência Social, ao Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), a Secretária de Educação, Secretaria de Saúde, Conselho Tutelar, Casa Lar, Delegacia de Polícia, ao 1º Pelotão da Polícia Militar de Terra Nova do Norte e a Polícia Militar de Nova Guarita com o intuito de se aproximar institucionalmente dos Poderes Executivo e Legislativo.
 
“Esse primeiro mês foi de muito aprendizado prático, principalmente nas conversas com os órgãos e a população, conheci as dificuldades, mas vamos todos juntos trabalhar para encontrar soluções. Também tive minha primeira experiência palestrando, um evento da Delegacia em parceria com as Prefeituras sobre um assunto muito importante, a prevenção ao abuso de crianças e adolescentes. Várias dúvidas surgiram durante minha fala, como a quem comunicar, quais as consequências se não for comunicado, entre outros pontos”, disse o juiz Antônio Iris da Costa Junior.
 
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Descrição de imagem: Foto 1 colorida – No salão do tribunal do júri à direita o magistrado, ao lado sua assessora, do lado esquerdo representante MP, ao fundo as bandeiras do Brasil e do Judiciário.  
Foto 2 colorida – Perfilados da esquerda para direita o delegado da Polícia Judiciária Civil, Mateus Almeida Oliveira Reuners, a promotora de Justiça, Driele de Oliveira Maschio, o tenente e 3º Sargento da Polícia Militar, Robson de Oliveira Pinto e a juíza Erika Cristina Camilo Camin.  
Foto 3 colorida – Todos os participantes da palestra estão perfilados em pé e agachados na Câmara Municipal.
  
Larissa Klein/ Ranniery Queiroz  
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 
 

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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