TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Novos juízes e juízas batem papo com magistrados experientes sobre rotina de trabalho


Um bate-papo entre colegas magistrados, com o objetivo dos mais experientes repassarem práticas que deram certo no início da carreira para os 25 novos juízes e juízas recém-empossados no Poder Judiciário de Mato Grosso, marcou o segundo dia do Módulo local do Curso Oficial de Formação Inicial para magistrados e magistradas (Cofi), nesta terça-feira (1º).
 
O coordenador do Grupo de Estudos da Escola da Magistratura de Mato Grosso (Gemam), juiz Lídio Modesto da Silva Filho, também é diretor do Foro da maior Comarca do Estado, o Fórum da Capital. Com 23 anos de magistratura, deu boas-vindas aos colegas e aproveitou para “pincelar algumas dicas” sobre os primeiros passos na carreira.
 
Lídio Modesto lembrou que os juízes e juízas substitutos(as) irão assumir comarcas do interior, a maioria de Vara Única, portanto já assumindo a diretoria do Fórum. “A função administrativa é uma tarefa em quase todas as comarcas de Primeira Entrância. E ter uma preparação prévia dessa tarefa e da rotina de trabalho do magistrado é um diferencial muito grande”, avalia. “Antes o magistrado ia praticamente cru para sua comarca, apenas com a parte intelectual, em razão do árduo processo que é passar pelo concurso da magistratura. Agora, com as atividades práticas realizadas, o caminho fica mais fácil e quem ganha com isso é o próprio magistrado, o Poder Judiciário e a sociedade”, define.
 
Outro que participou dessa troca de experiências foi o presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), Tiago Souza Nogueira de Abreu, que ingressou na carreira em 2004. Ele falou sobre a importância do associativismo para a melhoria da qualidade de vida e jurisdicional dos magistrados e do Curso de Formação Inicial. “Há muito a magistratura esperava pela posse desses novos magistrados e com a qualificação deles, esta preparação, temos a certeza que o Judiciário está entregando para a sociedade juízes com conhecimento jurídico e experimentados para produzir resultados efetivos para a sociedade que tanto almeja a prestação jurisdicional de qualidade”.
 
O diretor da Emam, juiz Gerardo Humberto Alves Silva Junior, com 18 anos de carreira, informa que a participação da Emam e Amam no evento é para demonstrar aos novos juízes e juízas a importância da contínua formação do magistrado. “A formação acompanha o magistrado e magistrada ao longo de toda sua carreira e isso se reflete diretamente na sociedade, com a melhoria da prestação jurisdicional”, resume.
 
A juíza substituta Marília Augusto de Oliveira Plaza, designada para assumir a Comarca de Cláudia, enalteceu o evento. “Esse bate-papo foi de vital importância para todos nós. Saber o papel da Amam, a importância dos cursos, saber o funcionamento de um Fórum e demais serviços que devem ser prestados. O Judiciário de Mato Grosso tem nos preparado diariamente para assumirmos a comarca a qual fomos designados. Isso nos dá um respaldo e tranquilidade para que futuramente possamos exercer o mister da nossa profissão e o plano da presidente do Tribunal, desembargadora Maria Helena Póvoas, de reforçar o Primeiro Grau”.
 
Metas CNJ – Após o bate-papo com os magistrados mais experientes, o coordenador de Planejamento do TJMT (Coplan), Afonso Maciel, fez uma apresentação para mostrar a estrutura do Poder Judiciário como um todo e os resultados recentes referentes a metas estipuladas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Mostramos como é feito o Justiça em Números e a importância da participação de cada um deles para contribuir com os resultados do Judiciário de Mato Grosso”.
 
Temas como autonomia administrativa e financeira, gestão de custos, mecanismos orçamentários de custeio, investimentos e pessoal, recursos públicos e direcionamento de gastos e controladoria do Poder Judiciário também foram abordados. “Dentro do conhecimento da gestão financeira do Poder Judiciário falamos sobre a composição da receita e citamos que o Fundo de Apoio do Judiciário (Funajuris) tem uma participação importante no custeio do funcionamento da Primeira Instância”, completou o coordenador.
 
Juízes orientadores – O coordenador do Cofi, juiz Eduardo Calmon de Almeida Cezar, apresentou aos participantes os juízes orientadores das atividades práticas supervisionadas. Para a atividade, os 25 novos juízes e juízas foram divididos em grupos que contarão com a orientação dos magistrados: Antônio Veloso Peleja Júnior; Jeverson Luís Quintieri, João Filho de Almeida Portela; Luís Octávio Oliveira Saboia Ribeiro; e Rodrigo Roberto Curvo. Os magistrados orientadores deram boas-vindas aos colegas, fizeram um breve resumo da trajetória no Judiciário e já começaram a alinhar como se darão as atividades práticas.
 
O Curso de Formação é realizado na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e alcança os 25 juízes e juízas substitutos recém-aprovados. As atividades seguem até maio com aulas teóricas e práticas.
 
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Alcione dos Anjos/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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