TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Nosso Judiciário: Tribunal de Justiça recebe estudantes de Direito da Faculdade Fasipe Cuiabá

O Tribunal de Justiça recebeu, nessa segunda-feira (25 de março), os estudantes do 4º e 5º semestres de Direito da Faculdade Fasipe Cuiabá. Na visita, os mais de 40 alunos tiveram a oportunidade de caminhar pelos corredores do prédio do TJ e conhecer um pouco mais do dia a dia da prática jurídica. A iniciativa faz parte do projeto Nosso Judiciário, que visa aproximar a instituição dos demais setores da sociedade.
 
Durante a tarde, os acadêmicos assistiram à sessão da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo, presidida pela desembargadora Maria Helena Bezerra Ramos. Em seguida, eles foram conduzidos ao Espaço Memória, onde houve uma exposição da diretora das Câmaras Criminais Reunidas, Alessandra Biscaro, que falou sobre as facilidades proporcionadas pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe) e plenário virtual.
 
Os estudantes também puderam bater um papo com a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Cristiane Padim. A magistrada, que ingressou no Tribunal de Justiça em 2007, relatou brevemente suas experiências na profissão, bem como os desafios e incertezas que estão presentes na vida de todo estudante.
 
”Essa aproximação permite justamente a possibilidade dessa mensagem de cada juiz contar um pouco da sua trajetória, fazendo com que se torne concreto ou concreta a ideia. De que tudo que o ser humano pode fazer, todos os estudantes acadêmicos de Direito também podem fazer. Basta escolher e ter motivação, foco e fé e coragem, por que não dizer, para continuar no dia a dia fazendo as suas escolhas corretas, adequadas ao que buscam, ao que sonham”, ressaltou a juíza.
 
Outro assunto comentado foi sobre o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), que une unidades judiciais aptas a fazer conciliação e mediação através da política de autocomposição, citada pela magistrada. Além disso, também foi conversado com os acadêmicos a respeito da questão de gênero e da necessidade de se discutir o que é ser mulher no Poder Judiciário. Este, inclusive, foi um dos assuntos discutidos que mais chamaram atenção da estudante Mariana Eduarda Barbosa.
 
“É a primeira vez que eu vim e é uma experiência memorável. Gostei muito da parte que a juíza Cristiane falou referente à questão de gênero da mulher, que não é só uma questão de agora, e que deve ser abordada. Também me chamou atenção quando falaram da evolução do PJe, que antes era físico e agora é virtual e a disponibilidade de realizar uma audiência de modo virtual”, opinou a acadêmica.
 
A professora de Direito Constitucional e coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas, Izabel Ferreira Barbosa, destacou a relevância do Nosso Judiciário para a aprendizagem e capacitação dos alunos.
 
“É muito importante estreitar essa relação de aluno e Judiciário, fazendo com que eles visualizem a teoria e o funcionamento dela na prática. Entender o contexto do processo em segunda instância e saber a diferença de uma audiência para uma sessão de julgamento, como também saber a importância de se posicionar”, expôs a professora.
 
O acadêmico Eloy Patrick Ampuero participou da visita pela primeira vez, mas já tinha ouvido falar sobre as ações do Nosso Judiciário há um tempo.
 
“Eu sempre quis conhecer o Poder Judiciário e a sua composição, especialmente como funciona os julgamentos com os magistrados. E hoje, eu estou tendo a oportunidade de estar estagiando numa comarca. Então, para mim é muito especial estar aqui”, disse o estudante.
 
Sentimento similar foi o da aluna Kelliany Alves, que conseguiu conciliar melhor determinados assuntos estudados em sala a partir do que foi assistido durante a sessão, principalmente com relação à resolução de conflitos.
 
Ao final da visita, todos os alunos receberam exemplares do Glossário Jurídico.
 
Além de receber os acadêmicos, o Nosso Judiciário também atua realizando visitas em escolas, por meio de palestras com jovens e adolescentes. O projeto é conduzido pelos servidores Neif Feguri e Antônio Cegatti.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal colorida dos alunos reunidos no Espaço Memória. Eles estão em pé e ouvem a diretora da Câmara que está de frente para eles. Segunda imagem: Foto horizontal colorida da juíza Cristiane Padim entregando o Glossário Jurídico para uma das alunas. A magistrada é loira, cabelos cacheados. Usa uma blusa branca com colar de pérolas comprido. A aluna é negra e usa uma camisa de manga comprida preta e branca. Terceira imagem: aluna concede entrevista para a TV.Jus. Ela é branca, loira de cabelos compridos. Usa uma blusa laranjada e um blaser cinza. Quarta imagem: foto horizontal colorida de alguns alunos posando para foto com a juíza Cristiane e a professora do curso, que usa um conjunto comprido vermelho.
 
Fernanda Calazans (estagiária)/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Democracia radical e soberania: Márcia Tiburi é a convidada do programa Magistratura e Sociedade

Cartaz digital do 35º episódio de

A necessidade de repensar os espaços de poder sob as lentes de gênero, raça e classe é o fio condutor da 35ª edição do programa Magistratura e Sociedade. O episódio traz uma entrevista aprofundada com a escritora e filósofa Márcia Tiburi, que debate o tema “A mulher na vida pública e na sociedade globalizada”.

Conduzido pelo juiz e professor de Filosofia Gonçalo de Antunes de Barros Neto — responsável pelo eixo Deontologia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) —, o encontro promove uma reflexão sobre as estruturas que ainda moldam as instituições e o pensamento ocidental.

Questionada sobre o rótulo de “feminista radical”, Márcia Tiburi prefere se autodefinir como uma feminista dialógica e defende a urgência de uma democracia radical, onde a participação política seja efetivada por todos. Para ela, a sub-representação feminina nos Três Poderes ainda é uma realidade crítica. “Nós temos uma representação pífia das mulheres nos espaços parlamentares, enfim, no campo das decisões políticas, no Legislativo, no Executivo, e também, como você sabe, no Judiciário”, pontua.

A escritora analisa que o verdadeiro cerne da emancipação feminina e o maior embate contra o patriarcado residem na capacidade de autodeterminação. “O grande medo do patriarcado é que as mulheres se tornem sujeitos, ou seja, que elas se tornem autônomas, que elas se tornem iguais, que elas se tornem sujeitos de direitos, mas, sobretudo, que elas se tornem soberanas na decisão política. O que é soberania? É a decisão sobre a própria vida”, destaca a entrevistada.

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Durante o programa, a conversa avançou ainda para a urgência de uma releitura dos clássicos da filosofia, historicamente contada e protagonizada por homens brancos. Ao analisar a resistência da academia em pautar debates contemporâneos, a filósofa foi enfática. “Quem hoje em dia não usa perspectiva de gênero e raça para fazer suas análises, está falando em abstrato”.

Para ela, a reação exacerbada às pautas de igualdade reflete a crise de um modelo social que resiste em ceder espaço. “É de uma nova história que se constrói diante da extinção, mesmo de uma forma social, que se tornou ultrapassada, que está nos seus estertores, mas que reage, e que, justamente por isso, reage de uma maneira feroz à chegada desses outros corpos, dessas outras presenças, no espaço que, anteriormente, esse grupo, essa figura tinha construído para si.”

Apesar do cenário de enfrentamento e da persistência da violência de gênero, que Tiburi classifica como “geometricamente variável”, ela vislumbra um horizonte coletivo. “A gente precisa construir essa sociedade numa linha, num vetor feminista, e certamente isso vai ser bom, não apenas para as mulheres, […] mas certamente vai ser bom também para todos os homens”.

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Márcia Tiburi é graduada em Filosofia e em Artes Plásticas, com pós-doutorado pela Universidade de Campinas. Atualmente, é professora convidada da Universidade Paris 8, na França, colunista nas revistas Cult e Liberta, e autora de obras como Ninfa Morta e Uma História do Ódio às Mulheres.

O programa Magistratura e Sociedade, produzido pela Esmagis-MT com apoio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), busca fortalecer a formação humanística da magistratura, promovendo uma reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e uma atuação judicial mais ética, equilibrada e humanizada.

Clique aqui para assistir o episódio completo.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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