TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

“Não dá para mensurar em palavras o quanto aprendemos”, diz acadêmica em visita ao TJMT

Fascínio. Este é o sentimento que permeou a acadêmica Karinny Gomes, que está no 10º semestre do curso de Direito da Faculdade de Nova Mutum (FAMUTUM), durante a tarde desta quarta-feira (15). Ao lado de 34 colegas estudantes, ela visitou a sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), ao participar do projeto “Nosso Judiciário”.

A iniciativa possibilitou aos futuros operadores do Direito acompanhar uma sessão de julgamento da Corte e também visitar o Espaço Memória, onde está o acervo dos mais de 150 anos do Poder Judiciário mato-grossense. Além da imersão histórica, os acadêmicos dialogaram com a desembargadora do TJMT Vandymara Zanolo, que relatou um pouco de sua trajetória e também contextualizou o trabalho da justiça estadual.

“Em primeiro lugar, eu queria começar agradecendo, porque essa experiência é muito enriquecedora. A gente não pode mensurar em palavras o quanto isso agrega conhecimento para quem está no curso de Direito. Inclusive, estou me encaminhando para o final da faculdade, nunca tinha vindo ao Tribunal de Justiça. Então, isso me enche de alegria de estar aqui, de ter a oportunidade de ter assistido a uma sessão em plenário, que é muito gratificante. No interior, a gente tem acesso às audiências. Mas não é com a mesma magnitude que a gente vê aqui. E ver também saindo dos livros, indo para a prática, é muito diferente. Sobre o acervo, eu estou maravilhada até agora”, descreveu a acadêmica.

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Durante o bate-papo com os estudantes, a desembargadora Vandymara Zanolo ressaltou a importância do estudo. “Hoje em dia a tecnologia ajuda muito. Atualmente, conseguimos acompanhar o que acontece no STF, no STJ, com uma rapidez incrível. Mas é fundamental estudar muito, dominar a matéria”. Em tom de brincadeira, mas mantendo o conselho para toda a vida, finalizou indicando: “Como diria uma assessora minha, é preciso ‘comer’ livros. Quando você trabalha com o público, ou escolhe seguir a advocacia, precisa ter segurança. É como no caso do médico: ele precisa estar seguro do que está fazendo. O advogado também. Essa segurança é essencial em qualquer carreira pública. O concurso, por exemplo, é um verdadeiro funil. Mas é preciso colocar o conhecimento no centro, ter foco e persistência para seguir em frente”, disse.

A diretora da 1ª Secretaria Criminal, Talyta Almeida, explicou aos acadêmicos sobre a composição das Câmaras Julgadoras. “Temos as Criminais e Cíveis. O setor criminal conta com oito câmaras isoladas e quatro câmaras reunidas. O que diferencia essas câmaras, como frequentemente questionam os estudantes, é a matéria julgada”.

Ela também fez uma apresentação aos acadêmicos, reforçando que o Tribunal opera 100% eletronicamente. “Não há mais processos físicos. A tramitação ocorre integralmente por meio do sistema PJe. Essa mudança trouxe inúmeros benefícios, otimizando os prazos processuais e a sustentabilidade. Observamos uma significativa melhora na eficiência e celeridade dos julgamentos”, asseverou.

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Por intermédio do programa Nosso Judiciário, essa foi a primeira visita feita por uma faculdade do município de Nova Mutum ao TJMT.

Para o diretor acadêmico da FAMUTUM e presidente da Escola Superior de Advocacia, Bruno Casagrande e Silva, o projeto aproxima acadêmicos da realidade. “Em que pese a existência de uma comarca em Nova Mutum, o Tribunal de Justiça, para o acadêmico, é uma ideia muito distante. Então o Tribunal, promovendo medidas de recepcionar esses acadêmicos, de acolhê-los, mostrar a infraestrutura, permitir o acesso, o contato com os desembargadores, assistir a uma sessão, conseguir olhar como esse Tribunal vem se organizando e vem operando, é a forma de desmistificar, talvez, lendas que existam na cabeça do acadêmico e que não podem ser superadas só com a exposição em sala de aula”, disse.

Desde sua criação, o projeto já atendeu mais de 11 mil acadêmicos.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Maycon Xavier

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Arte e cultura abrem novos caminhos para adolescentes do sistema socioeducativo de MT

Cartaz azul com textos à esquerda: A arte, a literatura e as manifestações da cultura urbana ganham espaço como ferramentas de transformação social nas unidades socioeducativas de Mato Grosso com a 5ª edição do projeto Caminhos Literários no Sistema Socioeducativo – Pelo Direito à Cultura, que terá como tema “Resistir em batida, verso, corpo e traço”.
Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Programa Fazendo Justiça, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o evento será realizado entre os dias 2 e 8 de julho e reúne adolescentes em todo o país em atividades voltadas à produção cultural, ao protagonismo juvenil e à garantia do direito à cultura.
Com apoio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sob a coordenação do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), Mato Grosso terá participação ativa com oficinas e apresentações desenvolvidas pelos próprios adolescentes em cinco unidades socioeducativas do estado. As atividades desenvolvidas valorizam diferentes linguagens artísticas inspiradas na cultura hip-hop e nas artes urbanas, permitindo que os jovens expressem suas histórias, talentos e perspectivas por meio da dança, música, poesia e das artes visuais.
A programação terá início nesta terça-feira, 2 de julho, com transmissão pelo canal do CNJ no YouTube. No dia 3 de julho será realizado o Caminhos pelo Território, com atividades culturais presenciais nas unidades socioeducativas participantes em todo o país. Já nos dias 7 e 8 de julho ocorrerão atividades virtuais, com acesso exclusivo às unidades socioeducativas participantes, de forma a preservar a imagem e a identidade dos(as) adolescentes.
Para a juíza Leilamar Aparecida Rodrigues, titular da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá e coordenadora das Ações da Área Socioeducativa do GMF/TJMT, iniciativas como o Caminhos Literários reforçam o caráter educativo das medidas socioeducativas.
“A participação de Mato Grosso na 5ª edição do Caminhos Literários reafirma o compromisso do Tribunal de Justiça com a garantia integral dos direitos dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. A cultura não é acessória: é um direito e uma dimensão essencial do processo socioeducativo, pois possibilita escuta, expressão, pertencimento e a construção de novas perspectivas de vida”, afirmou.
A magistrada destaca ainda que reconhecer e incentivar as diferentes formas de expressão artística significa oferecer oportunidades concretas para que os adolescentes reconstruam suas trajetórias.
“Ao valorizar linguagens como o rap, o grafite, a dança, o breaking e a literatura, reconhecemos as juventudes em sua potência criativa e asseguramos espaços concretos de protagonismo. As atividades desenvolvidas nas unidades socioeducativas aproximam os adolescentes de suas referências culturais, fortalecem vínculos e contribuem para que a medida socioeducativa seja efetivamente orientada pela dignidade, pela responsabilização e pela oportunidade de transformação. Garantir cultura no sistema socioeducativo é reconhecer que cada adolescente deve ser visto para além do ato praticado, como sujeito de direitos, capaz de criar, aprender, participar e construir novos caminhos”, completou.
SELECIONADOS
Com o tema “Resistir em Batida, Verso, Corpo e Traço”, a quinta edição do Caminhos Literários utiliza o hip-hop como linguagem central para discutir identidade, pertencimento, cidadania e direitos. A programação nacional inclui debates, oficinas, apresentações culturais e mostras artísticas produzidas pelos adolescentes, fortalecendo a cultura como eixo estruturante do processo socioeducativo e reafirmando seu papel na construção de novos projetos de vida.
Em Mato Grosso, foram selecionadas as seguintes obras para serem apresentadas no dia 3 de julho:
Entre Muros e Traços – Oficina artístico-cultural do Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino de Cuiabá
Do cinza à cor – Oficina de grafite do Centro de Atendimento Socioeducativo Masculino de Cuiabá
Para além do Beat – Oficina de dança do Centro Socioeducativo de Rondonópolis
Batalha de rima – Oficina de rap do Centro de Atendimento Socioeducativo de Barra do Garças
Entre linhas e rimas – Oficina de vivência cultural extramuros do Centro de Atendimento Socioeducativo Masculino de Sinop
Além das atividades desenvolvidas nas unidades, Mato Grosso terá participação de destaque na programação nacional do evento, apresentando a oficina Entre linhas e rimas na Mostra Cultural do Socioeducativo, que reúne experiências culturais desenvolvidas pelos próprios internos de unidades socioeducativas de todo o Brasil.
O protagonismo das meninas mato-grossenses responsáveis pelo projeto Entre muros e traços participarão do Videocast Cria Caminhos durante a abertura do evento. A produção estabelece um diálogo entre o Caminhos Literários e o projeto Cria das Letras, clube de leitura implantado na unidade em fevereiro de 2026, em parceria entre o CNJ e a Companhia das Letras.
No episódio, as adolescentes entrevistarão a artista visual e graffiteira cuiabana Negramina, que desenvolve trabalhos de arte urbana como ferramenta de expressão, pertencimento e transformação social. Cofundadora do coletivo Manas do Mato, sua produção dialoga com o território, a ancestralidade e as vivências urbanas. A mediação será realizada por Lucas Budoia, escritor e apresentador do Podcast 5.6.7.8., cuja trajetória integra arte, educação, esporte e comunicação.
O diálogo do videocast foi inspirado na obra Mano a Mano, de Mano Brown, atualmente trabalhada pelo clube de leitura, cuja estrutura em formato de entrevistas e as reflexões sobre a cultura hip-hop serviram de referência para a construção do videocast, estabelecendo uma conexão entre o projeto Cria das Letras e a proposta desta edição do Caminhos Literários.
Além disso, o projeto Entre Muros e Traços foi contemplado com um minicurso de cobertura jornalística promovido pelo CNJ, iniciativa que incentiva os adolescentes a registrar e comunicar as experiências vivenciadas durante o evento, ampliando sua participação como produtores de conteúdo e narradores de suas próprias histórias.
A programação nacional contará ainda com a participação da mato-grossense Monicky, integrante do Coletivo Mulheres Hip-hop de Mato Grosso. Ela representará o elemento breaking na mesa “Elementos da Cultura Hip-hop: Voz, Corpo, Som, Traço e Consciência”, realizada no primeiro dia do evento. Sua participação reforça a presença de Mato Grosso no debate nacional sobre cultura, juventude e socioeducação.
A atuação do GMF/TJMT ocorre em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (SEJUS-MT), apoiando a mobilização das unidades socioeducativas, a articulação institucional e o acompanhamento das atividades realizadas durante toda a programação.
O Caminhos Literários integra a ação de Fomento à Cultura do Programa Fazendo Justiça e tem como objetivo promover o acesso aos direitos culturais, incentivar a autoria e a expressão dos adolescentes, fortalecer práticas culturais nos territórios e consolidar a Diretriz Nacional de Cultura no Sistema Socioeducativo (2024) como referência para a garantia de direitos.
Programações do evento (todo o cronograma segue o horário de Brasília):
5ª edição do Caminhos Literários – acesse aqui
Atividades das unidades socioeducativas – acesse aqui

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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