TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Mutirão PopRuaJud 2025 leva cidadania e dignidade às pessoas em situação de rua em Cuiabá

O pátio do Ganha Tempo, na Praça Ipiranga, em Cuiabá, ganhou vida e esperança nesta quinta-feira (18 de setembro) com mais uma edição do Mutirão PopRuaJud e Ação de Cidadania 2025. Entre abraços, histórias de superação e mais de 50 serviços disponíveis, o evento mostrou que Justiça também é acolhimento, dignidade e oportunidade.

Realizado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgãos estaduais, federais, municipais e sociedade civil, o mutirão levou cidadania e inclusão social a pessoas em situação de rua e vulnerabilidade.

Foram ofertados atendimentos jurídicos, emissão de documentos, consultas médicas e odontológicas, vacinação, corte de cabelo, banho solidário, distribuição de roupas e kits de higiene, tudo em um só lugar.

Valdir Nickson, 34 anos, emocionou-se ao receber novos óculos e encaminhar a emissão de documentos. “Eu perdi a visão aos poucos depois de um acidente. Hoje vou poder ver o ônibus de longe, sem precisar perguntar para o parceiro. Essa oportunidade é única, a gente tem que abraçar com força”, celebrou o assistido.

Rossana Del Valle, indígena Warao que vive em Cuiabá com os cinco filhos após deixar a Venezuela, destacou a importância do apoio. “Ajudaram a gente a tirar o principal: o documento. Isso permite que a gente permaneça no Brasil e viva”, destacou a imigrante.

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Compromisso institucional

O juiz Marcos Faleiros, coordenador-adjunto do Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional para Atenção às Pessoas em Situação de Rua (CMMIRua-PJMT), reforçou que o programa é permanente.

“O PopRuaJud funciona o ano inteiro, criando alternativas para pessoas hipervulneráveis. O documento é o primeiro passo para que a pessoa exista, não apenas juridicamente, mas simbolicamente.”

Para o conselheiro do CNJ Pablo Coutinho, coordenador nacional do programa, Cuiabá é referência. “A forma de organização e trabalho em rede aqui é um exemplo para outros estados. Essa política, fruto da Resolução 425 do CNJ, garante acesso efetivo à Justiça”, reforçou o conselheiro.

O juiz Gerald Fidelis, coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), destacou a força da união.

“Quando instituições se somam, conseguimos resgatar pessoas, dar acolhimento e mostrar que não estão sozinhos”, relembrou o magistrado.

Sebastião José de Queiroz Júnior, gestor geral do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJMT (Nupemec), lembrou o alcance dos serviços. “Mais de 50 atendimentos diferentes estão disponíveis para garantir dignidade e acesso a direitos”, destacou.

Ações que mudam histórias

Além da população em situação de rua, a edição também recebeu estudantes da UFMT e imigrantes venezuelanos, ampliando o público e reafirmando o caráter inclusivo da iniciativa. Em Cuiabá, o PopRuaJud já realizou 3.473 atendimentos em 2024, e, em maio de 2025, somou 1.224 atendimentos em Rondonópolis.

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Para Rafaelly Machado, coordenadora nacional do Movimento da População de Rua, o avanço é notório. “Essas ações trazem acolhimento, escuta coletiva e quebram o medo do sistema de Justiça. É dignidade em prática”, disse.

O grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso, Pedro Calazans, participou pela primeira vez e elogiou a parceria. “É gratificante apoiar um trabalho tão essencial para o avanço social”, expressou.

Justiça, cidadania e esperança

Ao longo do dia, cada fila atendida, cada documento emitido, cada sorriso devolvido mostrou que o Mutirão PopRuaJud é mais que prestação de serviços: é transformação de vidas.

O evento reafirmou que o Poder Judiciário de Mato Grosso e parceiros seguem firmes na missão de aproximar a Justiça de quem mais precisa, promovendo inclusão, dignidade e um futuro mais justo para todos.

Autor: Vitória Maria

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJMT disponibiliza coletânea de julgados na 31ª edição do Ementário Eletrônico

Já está disponível para consulta a 31ª edição do Ementário Eletrônico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), publicação que reúne julgados de destaque proferidos pelos órgãos colegiados e facilita o acesso às mais recentes interpretações jurídicas adotadas pelo Judiciário mato-grossense.

A ferramenta apresenta decisões organizadas por áreas do Direito e assuntos específicos, permitindo que magistrados, servidores, operadores do Direito e demais interessados localizem com mais agilidade entendimentos consolidados e teses jurídicas discutidas no âmbito do Tribunal.

Os julgados que compõem o ementário são selecionados pelos desembargadores e desembargadoras integrantes dos colegiados e passam por análise técnica do Núcleo de Jurisprudência, responsável pela curadoria do conteúdo.

Criado por meio da Portaria Conjunta TJMT nº 5/2023, o Ementário Eletrônico tem como objetivo ampliar a divulgação da jurisprudência da Corte, tornando a pesquisa mais acessível e contribuindo para a uniformização dos entendimentos judiciais e para o aprimoramento da prestação jurisdicional.

A publicação é uma importante fonte de consulta para magistrados, servidores, advogados, membros do Ministério Público, defensores públicos, estudantes e cidadãos que desejam acompanhar os precedentes e decisões mais relevantes do Tribunal.

A 31ª edição pode ser acessada pelo link:

https://jurisprudencia.tjmt.jus.br/portal-ementario?edicao=31&ano=2026

A iniciativa integra as ações de modernização e transparência desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, fortalecendo a disseminação do conhecimento jurídico e promovendo maior segurança jurídica por meio da ampla divulgação dos julgados da instituição.

Principais assuntos desta edição:

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━━━ DIREITO PRIVADO ━━━

Corte de Energia: Corte em sexta-feira sem aviso prévio gera responsabilidade da concessionária.

Bens a Partilhar: Ex-cônjuge em comunhão parcial pode exigir documentos societários para apurar bens.

Fraude em Anúncios: Plataforma digital de anúncios responde por fraude reiterada praticada por anunciantes.

Taxa de Fruição: Cobrança em lote não edificado é indevida quando não há proveito econômico.

Vídeo de Acidente: Imagem sem identificar a pessoa envolvida é protegida pela liberdade de informação.

Método Jasper: Plano de saúde deve cobrir tratamento de TEA mesmo fora da rede credenciada.

Esgoto Transbordando: Transbordamento reiterado de esgoto configura dano moral indenizável.

Bloqueio de Perfil: Bloquear perfil em rede social pode ser medida executiva atípica.

Exame Genético: Plano de saúde deve cobrir exame genético para investigação de doença grave.

━━━ DIREITO CRIMINAL ━━━

Passageiro de Carro Roubado: Mera condição de ocupante não autoriza condenação por receptação.

Mulher em Situação de Rua: Vítima de estupro hipervulnerável tem proteção da Convenção de Belém do Pará.

Curso Presencial: Apenado em regime fechado pode ser autorizado a estudar em universidade pública.

Violência Contra a Mulher: Perícia psicológica é desnecessária para comprovar o dano emocional sofrido.

Tornozeleira Descarregada: Deixar a bateria zerar por tempo prolongado configura falta disciplinar grave.

Embriaguez sem Capacete: Dirigir alcoolizado e sem proteção justifica o aumento da pena.

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Estupro de Vulnerável: Crime não pode ser desclassificado para importunação sexual (Tema 1.121/STJ).

Apologia ao Crime: Referência a facções justifica manter a internação socioeducativa do adolescente.

Filhos Desamparados: Morte da vítima com prole menor desamparada aumenta a pena-base do crime.

Balcão Virtual: Apresentação remota é válida para fiscalizar cláusulas de ANPP.

━━━ DIREITO PÚBLICO ━━━

Arma na Escola: Disparo dentro da escola gera responsabilidade objetiva dos genitores do atirador.

Auxílio-Hospedagem: Insalubridade da residência garante o benefício a menor em tratamento oncológico.

Avaliação Médica de PCD: Inaptidão em estágio probatório exige observância do contraditório.

Clínica Terapêutica: Irregularidades sanitárias e estruturais graves caracterizam dano moral coletivo.

Tipagem Sanguínea: É constitucional lei que obriga o exame ABO e fator Rh em recém-nascidos.

Rol de Autoridades: Câmara não pode ampliar por emenda quem pode convocar para prestar esclarecimentos.

Piso da Enfermagem: Não gera acréscimo a inativo com paridade que já recebe acima do mínimo.

Imunidade de IPTU: Terreno sem construção de entidade religiosa mantém a imunidade tributária.

Base do ICMS: PIS e Cofins integram o cálculo do imposto (Tema 1.223/STJ).

Escritura Registrada: É ilegal negar acesso a documentos já registrados (art. 57 CGJ/MT).

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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