TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Mais eficiência: secretarias dos juizados especiais de Cuiabá e Várzea Grande serão unificadas

Para garantir mais agilidade no tramite processual e eficiência no atendimento de partes e advogados, o Conselho da Magistratura de Mato Grosso, do Tribunal de Justiça, presidido pela desembargadora Maria Helena Póvoas, aprovou o provimento que unifica virtualmente as secretarias dos 1º, 2º, 4º e 6º Juizados Especiais Cíveis da Comarca de Cuiabá e dos Juizados Especiais Cíveis do Jardim Glória e Cristo Rei da Comarca de Várzea Grande.
 
Com a unificação, as secretarias das unidades judiciárias previstas no art. 1º do Provimento desempenharão as atividades no modelo de gestão unificada, passando a denominar-se Secretaria Unificada dos Juizados Especiais Cíveis. Mesmo com a centralização online dos procedimentos, os gabinetes das unidades nas duas comarcas continuarão independentes e com as mesmas competências.
 
A Secretaria Unificada dos Juizados Especiais Cíveis fará o atendimento às pessoas do meio jurídico e ao público em geral nas dependências dos Juizados Especiais localizados no Complexo Maruanã, na Capital e no Fórum da Comarca de Várzea Grande. A unificação permite ainda que o atendimento sobre processos ajuizados em Várzea Grande possa ser feito em Cuiabá e vice versa.
 
A unificação da Secretaria contará com endereço de e-mail, malote digital e balcão virtual próprios, bem como lotação exclusiva no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). Conforme prevê o Provimento, a Corregedoria-Geral da Justiça adotará as medidas necessárias visando à estruturação das unidades judiciárias dos sistemas informatizados do Judiciário mato-grossense.
 
A juíza Viviane Brito Rebello, do Juizado Especial Cível do Jardim Glória da Comarca de Várzea Grande, será a juíza-coordenadora da Secretaria Unificada dos Juizados Especiais Cíveis e Otávio Vinícius Affi Peixoto, do Juizado Especial Cível e Criminal do Cristo Rei, também em Várzea Grande, como juiz-coordenador Substituto da Secretaria Unificada.
 
“Essa decisão, além de maior agilidade processual, possibilitará mais eficiência no atendimento aos advogados e as partes, principalmente porque o atendimento presencial pode ser realizado em qualquer unidade, independente da tramitação original do processo”, destacou a magistrada Viviane Brito Rebello.
 
A juíza-coordenadora da Secretaria Unificada frisou ainda que para prestar esse serviço foi desenvolvida uma uniformização de procedimentos, de rotinas de secretarias para atender de forma unificada. Ela esclareceu também que as audiências, quase 100% virtuais, continuam sendo gerenciadas pelo Fórum de Várzea Grande e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais (Cejusc) de Cuiabá. E as pessoas que estejam impossibilitadas ou não tenham acesso a recursos tecnológicos podem solicitar a utilização de salas passivas nas comarcas para participar das audiências de conciliação e de instrução.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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