TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos irá atuar no show do Guns N’ Roses

O Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos (JET) irá atuar pela primeira vez em um show internacional: a apresentação da banda Guns N’ Roses, que deve reunir cerca de 40 mil pessoas na Arena Pantanal, em Cuiabá, no dia 31 de outubro. Apesar do ineditismo, a experiência de 11 anos da estrutura tem se mostrado eficaz. Só nos primeiros nove meses deste ano, de janeiro a outubro, o JET operou em 18 eventos realizados na Capital, entre cinco shows nacionais, a Semana do Cavalo, a Expoagro e partidas de futebol.
De acordo com a juíza responsável pelo JET, Patrícia Ceni, o Juizado estará presente no evento internacional para garantir que tudo transcorra de forma segura e pacífica para todos. Ela informa que para tudo transcorrer bem o trabalho começa bem antes da banda subir ao palco, com reuniões de alinhamento entre os órgãos e instituições que participam da organização do evento, como a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), o Ministério Público, Defensoria Pública e os organizadores.
“Toda uma estrutura está sendo preparada para esse evento. O JET terá dois pontos de atendimento no dia, dentro da Arena e fora, com um ônibus. No dia do show, o atendimento ocorrerá desde a abertura dos portões até o encerramento do show”, afirma a magistrada.
A juíza explica que, quando há registros de delitos no estádio ou no entorno, num raio de até 5 quilômetros, e que estejam relacionados ao show, a Polícia Militar é acionada e realiza a detenção dos envolvidos. Os infratores são levados à Delegacia do Torcedor, onde é lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Após o registro, os envolvidos seguem para audiência com a magistrada, na presença do defensor e do promotor.
“Com essa estrutura garantimos que todo o trâmite de crimes de menor potencial ofensivo, que são aqueles em que a pena máxima não ultrapassa dois anos, seja feito na Arena, na hora. Casos de maior complexidade não são tratados dentro do Juizado, seguem para as varas criminais. Tudo vai depender da gravidade do delito e conforme o que determina a Lei Geral do Esporte e a Lei 9.099 dos Juizados Especiais. Mas o JET tem competência para atender pequenas brigas, deferir medida protetiva para uma mulher, atender questões que envolvem menores ou consumidores lesados”, explica.
Patrícia Ceni explica que, pela sua experiência, os casos de Direito do Consumidor estão entre as ocorrências mais comuns em grandes eventos. “Se há uma reclamação de que a pessoa comprou um ingresso e não tem acesso ao local, ou se adquire um camarote que promete determinados serviços e eles não são cumpridos, realizamos no local uma audiência de conciliação com o representante do organizador para resolver a situação”, conta. Dessa forma, as pessoas podem sair dali com a transação cível formalizada e devidamente homologada, garantindo uma solução imediata para o conflito.
“Eu costumo dizer que o sucesso do evento acontece quando as pessoas nem precisam do JET, porque isso quer dizer que a organização está entregando tudo o que prometeu e o público está se divertindo. Mas, se for necessário, estamos prontos para prestar uma Justiça célere e eficiente”, destaca a juíza.
Sala Lilás
Uma novidade que estará disponível a partir do show do Guns N’ Roses é a Sala Lilás. Uma ação conjunta do Poder Judiciário e do Governo do Estado de Mato Grosso que oferecerá atendimento humanizado a mulheres, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade durante grandes eventos.
O objetivo é garantir um ambiente seguro e acolhedor para vítimas de violência de gênero, oferecendo apoio especializado e confidencial. A iniciativa segue protocolo nacional de combate à violência contra a mulher.
“Este é um espaço que cumpre uma determinação do Conselho Nacional de Justiça, o CNJ, que pede que locais que recebem grandes eventos, como a Arena Pantanal, passem a contar com uma Sala Lilás”, explica a magistrada.
A sala está sendo disponibilizada ao lado do espaço do JET na Arena Pantanal para facilitar o atendimento às vítimas e preservar o sigilo. “A estrutura da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Cemulher, estará disponível no local para deferir medidas protetivas de urgência, ofertar acesso a assistente social ou acolhimento psicológico humanizado para mulheres vítimas de violência”, acrescenta Patrícia Ceni.
Histórico
O Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos (JET) foi criado em 2014, durante a Copa do Mundo, por determinação do CNJ. Em Mato Grosso, o modelo se manteve e foi ampliado para eventos de grande porte, tornando-se referência nacional em segurança jurídica e atendimento ágil.
“Nós começamos com o Juizado do Torcedor a partir de uma resolução do CNJ, que determinou a criação e implantação nas cidades-sede da Copa do Mundo. Alguns estados extinguiram o Juizado, mas nós permanecemos. Na época, tínhamos apenas um time na Série C do Campeonato Brasileiro, o Luverdense, e um público pequeno. Uma vez, a equipe do Poder Judiciário era maior que o número de torcedores”, relembra.
A partir dessa experiência, o JET passou a atuar em grandes eventos com público superior a 10 mil pessoas ou que, pela natureza, exijam presença do Judiciário — como a Expoagro, festas de Carnaval ou Réveillon.
Com esse modelo, o JET foi o primeiro juizado a atuar nos moldes de grandes eventos no Brasil, tornando-se referência nacional. “A partir da nossa atuação, o CNJ está propondo uma alteração na resolução que criou os Juizados do Torcedor para incluir expressamente os grandes eventos”, afirma a magistrada.

Autor: Larissa Klein

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

CNJ visita Tribunal de Justiça e apresenta programa de segurança cibernética Justiça [+ Segura]

Uma equipe técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visitou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) nesta terça-feira (26) para apresentar o Programa Justiça [+Segura], buscando a atuação conjunta na promoção da segurança cibernética, o fortalecimento da preservação digital e a integridade de informações do Poder Judiciário brasileiro.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira deu as boas-vindas a todos na reunião e enalteceu a importância da pauta. “Segurança cibernética não diz respeito apenas a sistemas. Diz respeito à proteção dos dados, à contiguidade dos serviços e à confiança da sociedade na Justiça. Por isso recebemos essa visita com plena disposição para colaborar”, disse.

O juiz auxiliar da Presidência do CNJ, João Thiago Guerra apresentou o Programa Justiça [+ Segura], explicando que se trata de uma parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o objetivo de enfrentar os desafios consequentes do grande avanço do processo de transformação digital dos serviços judiciários, que, segundo ele, “resultou em muitos benefícios, tanto para o Judiciário, quanto para os usuários externos, para a sociedade, mas também aumentou o nosso nível de risco de exposição a ataques cibernéticos a patamares que precisam ser enfrentados”.

Conforme o juiz Thiago Guerra, o Justiça [+ Segura] tem o objetivo de criar um grande conjunto de ações estruturantes para apoiar os tribunais brasileiros a elevarem os seus níveis de segurança cibernética. “Nós temos o objetivo de que o Judiciário brasileiro como um todo alcance patamares ótimos de cibersegurança para que nós, enquanto ecossistemas, consigamos resistir aos contínuos ataques que temos sofrido da criminalidade organizada”, afirmou.

O representante do CNJ destacou ainda que o TJMT foi um dos poucos tribunais selecionados para participar da primeira fase do programa. “A escolha do TJ de Mato Grosso não foi aleatória. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um tribunal que goza de grande credibilidade junto ao ecossistema de tecnologia da informação, não apenas do Conselho Nacional de Justiça, mas também em relação aos seus pares. Por conta disso, o CNJ, sabendo que aqui nós vamos encontrar profissionais capacitados, programas, projetos robustos e processos de trabalho bem definidos, viemos até aqui para validar as premissas que foram estabelecidas, mas também para aprender, para colher do tribunal sugestões de aprimoramento do programa”, explicou Guerra.

Leia Também:  Primavera do Leste realiza concurso cultural para escolha da logomarca da Justiça Restaurativa

O juiz auxiliar da Presidência do CNJ defende ainda que a segurança cibernética deve ser preocupação prioritária de todas as organizações, especialmente do Judiciário. “Não adianta um tribunal ter uma quantidade gigantesca de serviços digitais, ser super orientado à inovação, se ele é vulnerável, se ele está exposto aos ataques cibernéticos. Isso pode comprometer a disponibilidade do serviço ou, mais do que comprometer a disponibilidade, pode comprometer a confiabilidade dos serviços judiciais, por meio de um acesso indevido a um dado judicial, a manipulação dos dados. Esse é um risco que nós não podemos mais correr”, assevera.

Diante desse cenário, João Thiago Guerra afirma que toda a população ganha com a segurança cibernética. “A sociedade se beneficia porque essa linha de atuação garante a confiabilidade dos serviços judiciários, não apenas a sua disponibilidade, mas em especial a sua confiabilidade”.

Presidente do Comitê de Gestão Estratégica e do Comitê Técnico Operacional de Inteligência Artificial do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro destaca que a visita da equipe do CNJ é relevante para o Tribunal de Justiça porque indica a maturidade da instituição com relação ao tratamento dos sistema digitais, da Tecnologia da Informação e o avanço que o tribunal vem fazendo em termos de inclusão digital e de oferecimento de serviços digitais para a sociedade.

“O Justiça [+ Segura], do Conselho Nacional de Justiça, é um projeto relevante para todos os tribunais do país e nós compreendemos essa oportunidade como única, no momento em que podemos contribuir com o nascedouro do projeto. Essa é a intenção do CNJ, por aquilo que foi colocado, ou seja, uma construção cooperativa com os tribunais e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso sendo um desses colaboradores”, afirmou.

Leia Também:  Comarca de Arenápolis abre inscrições para processo seletivo na área de Serviço Social

Saboia lembrou que a transformação digital no Poder Judiciário de Mato Grosso remonta a 2009 e tem evoluído continuamente. “Ao longo dos anos, as administrações vieram investindo em tecnologia, em cibersegurança, em uma série de ferramentas de tecnologia e governança para minimizar riscos com relação à cibersegurança. Contudo, nós sabemos que a evolução tecnológica tem adotado uma velocidade exponencial nos últimos anos. E mais do que nunca, essas ferramentas, essas políticas, a prática de governança precisam ser aperfeiçoadas. Então, quando se trabalha em um projeto de cunho nacional, como é o Justiça [+ Segura], o que se pretende é enxergar todas as realidades dos tribunais e construir algo que seja viável a todas as unidades judiciárias do país”, comentou.

Também participaram da reunião com o CNJ os desembargadores Rodrigo Curvo (ouvidor-geral do PJMT) e Lídio Modesto da Silva Filho (presidente do Comitê Gestor de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso); os juízes auxiliares da Presidência do TJMT e da CGJ-MT, respectivamente Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Jorge Alexandre Martins Ferreira; a juíza coordenadora do Laboratório de Inovação e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – InovajusMT, Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto Antunes; o juiz representante do 1º Grau, Gabriel da Silveira Matos; a vice-diretora geral do TJMT, Renata Bueno; as coordenadoras Judiciária e de Tecnologia da Informação do TJMT, respectivamente Rose Pincerato e Márcia Buhr; o analista técnico de Gestão do Programa Justiça [+ Segura], Fabiano Lima; o chefe substituto da Divisão de Segurança da Informação do CNJ, Hyago Mariano; a assistente de Gestão de Projetos UGP/PNUD, Laisa Lima; e a assistente de Comunicação do Programa Justiça [+ Segura], Amanda Damasceno.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA