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Juizado Ambiental de Rondonópolis promove semana de atividades para o Dia Mundial da Árvore

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O Juizado Volante Ambiental (Juvam) de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e Polícia Militar Ambiental (PMA), realizou uma semana de atividades em comemoração ao Dia Mundial da Árvore (21 de setembro) no município.
 
Dentre as diversas ações realizadas, de 21 a 23 de setembro, foi registrado o expressivo número de mais de 2.000 mudas de árvores frutíferas e nativas e cerca de 1.400 mudas de suculentas e plantas ornamentais doadas à população.
 
A juíza da 3ª Vara Cível e do Juvam da Comarca de Rondonópolis, Milene Aparecida Pereira Beltrami, destaca que a semana para comemoração do Dia Mundial da Árvore deste ano foi especial para o município. Todos os trabalhos foram desenvolvidos com a união de forças entre os órgãos ambientais municipais, jovens estudantes, crianças e famílias rondonopolitanas.
 
“Todos colocaram a ‘mão na terra’. Creio que a prevenção é o caminho para provocar mudanças de hábitos em prol ao cuidado e preservação de nossas florestas e do nosso ecossistema”, afirma a magistrada.
 
Conscientização nas Escolas – O Juvam de Rondonópolis realiza um trabalho contínuo de conscientização de crianças e adolescentes no município. As escolas municipais Bonifácio Sachetti e Edivaldo Zulliani Belo e as escolas estaduais Edith Pereira Barbosa e Elizabeth de Freitas Magalhães participaram de ações que envolveram mais de mil alunos da rede pública de ensino, com criação de pomares, plantio de mudas de várias espécies e palestras sobre a importância da preservação de florestas para o equilíbrio do ecossistema.
 
Exposição em Shopping – Em parceria com a Polícia Militar Ambiental, o Juvam promoveu em um shopping da cidade a exposição de animais taxidermizados da região, oriundos das tentativas de resgates, de atropelamentos e de queimadas em Mato Grosso, a fim de conscientizar sobre a relevância do cuidado das florestas. Também foram expostos banners e acervo fotográfico das atividades de plantios de árvores, reconstrução de nascentes e educação ambiental realizadas em Rondonópolis.
 
Atividades Lúdicas – A população que visitou a exposição no shopping pode participar do plantio identificado de mudas de árvores nativas em uma sementeira. Cada visitante recebeu um voucher com o seu nome para futura retirada da muda, após a germinação na Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
 
As crianças participaram de um concurso de desenho infantil com o tema ‘A Importância da Arborização para uma Vida de Qualidade em Nossa Cidade’. Os três desenhos selecionados pela comissão organizadora do evento receberão como premiação dois fones de ouvido e um mini game, todos doados pelo comércio local.
 
No dia 22 de setembro também foi realizada uma ação de plantio de mudas na Avenida Rio Branco, com a participação de funcionários de uma empresa de logística do município e seus familiares. Ainda no dia 23 foi promovida uma trilha ecológica no Parque Municipal ‘Escondidinho’ e a doação de mudas de árvores com os alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Rubens Alves de Souza.
 
Para a juíza responsável pelo Juvam, a diversidade de atividades realizadas foi o grande diferencial da semana. “Além da conscientização por meio de palestras, tivemos doação de mudas, plantios em vias públicas, plantio de pomares nas escolas, nos quais os alunos firmaram o compromisso em cuidar das árvores ali plantadas, e concurso de desenhos com nossas crianças.”
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: Foto 01: Imagem colorida de duas pessoas segurando mudas de plantas em frente ao banner em homenagem ao Dia Mundial da Árvore. Foto 02: Imagem colorida de alunos da rede pública de ensino de Rondonópolis com mudas de árvores que serão plantadas. Foto 03: Imagem colorida de policiais ambientais junto à exposição de animais taxidermizados. Foto 04: Imagem colorida de criança segurando um desenho participante do concurso de desenho infantil realizado pelo Juvam.
 
Marco Cappelletti (com informações do Juvam de Rondonópolis)
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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