TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Juiz de Barra do Bugres profere palestras para estudantes indígenas da Aldeia Umutina

O juiz Silvio Mendonça Ribeiro Filho, da 1ª Vara Cível e coordenador da Justiça Comunitária de Barra do Bugres (177 km a oeste de Cuiabá), visitou a aldeia Umutina, localizada a 15 quilômetros da área urbana daquele município, na última quarta-feira (22), e proferiu palestras sobre carreiras jurídicas para estudantes da Escola Estadual Indígena Jula Paré.
 
Na ocasião, o magistrado abordou as diversas carreiras jurídicas possibilitadas a quem se forma bacharel em Direito. “Esclareceu-se também as diversas carreiras jurídicas que são proporcionadas aos que almejam concurso público, esclarecendo a função das profissões mais conhecidas, como delegado, defensor público, promotor de Justiça e juiz de Direito”, detalha o magistrado. Na ocasião, ele também respondeu dúvidas apresentadas por alunos e professores acerca dos direitos e deveres dos cidadãos.
 
O juiz Silvio Mendonça relata ainda que a atividade, realizada a convite do professor e coordenador pedagógico da unidade escolar, Márcio Monzilar Corezomaé, ocorreu devido ao interesse dos jovens daquela comunidade em ingressar no curso de Direito que é oferecido gratuitamente pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), no campus de Barra do Bugres.
 
A estudante Laynara Ipaqueri Quezo, afirma que, durante a palestra, se interessou bastante pelo tema. “Meu pensamento é de fazer alguma mudança e por isso estou pensando na área do Direito e em ser uma juíza mais pra frente”.
 
De acordo com o professor e coordenador pedagógico da unidade escolar, Márcio Monzilar Corezomaé, o Território Umutina conta com uma população de aproximadamente 800 pessoas, divididas em 15 aldeias. A aldeia mais antiga e mais populosa é a aldeia Umutina, onde fica localizada a Escola Estadual Indígena Jula Paré, que conta com 68 estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. No mesmo espaço também funciona a Escola Municipal Jula Paré, que atende 45 alunos, desde a Educação Infantil ao 5º ano do ensino fundamental. A professora e diretora escolar, Eliane Boroponepa Monzilar, também participou das atividades.
 
 
ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto tirada dos fundos de uma sala de aula, com vários alunos de costas, sentados e usando o uniforme azul marinho das escolas estaduais. À frente está o juiz Silvio Mendonça em pé, usando a camiseta preta da Justiça Comunitária e proferindo sua palestra. Ele é um homem branco, de cabelo curto e liso e usando óculos de grau. Segunda imagem: Juiz em pé, olhando para a professora que está na frente dele, fazendo uma pergunta no microfone. A professora é indígena, tem cabelos pretos, lisos e presos, usa um vestido longo branco com estampa floral preta e óculos de grau. Entre eles, ao fundo da foto, há uma enorme mesa de madeira com bancos de madeira e alunos sentados dos dois lados. Eles estão na varanda da escola.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Exposição permanente resgata a história dos Juizados Especiais em Mato Grosso

Documentos, fotografias, equipamentos, publicações institucionais, telefones antigos e até togas de magistrados passaram a integrar um espaço dedicado à preservação da memória dos Juizados Especiais de Mato Grosso. A exposição permanente foi inaugurada segunda-feira (15 de junho), durante a abertura da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

A iniciativa preserva parte da trajetória dos Juizados Especiais desde sua implantação no Estado, em 1994, reunindo registros que ajudam a contar a evolução de um sistema criado para ampliar o acesso da população à Justiça e que, ao longo de mais de três décadas, se consolidou como uma das principais portas de entrada do Poder Judiciário.

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, que atuou por cerca de 17 anos no Juizado Volante Ambiental (Juvam) em Cuiabá, relembrou os desafios enfrentados na implantação dos Juizados Especiais e a dedicação de magistrados e servidores que ajudaram a consolidar o sistema.

“Os Juizados Especiais nasceram de muitos desafios, mas cresceram pela dedicação e pela visão de pessoas que acreditaram nesse modelo de Justiça. Ver essa história preservada é uma forma de reconhecer todos que contribuíram para transformar os Juizados em uma realidade consolidada e acessível à população”, afirmou o presidente.

O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, parabenizou o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, pela ideia de criar a exposição permanente e inaugurar o espaço durante a III Semana Nacional dos Juizados Especiais, com o intuito de preservar a trajetória institucional dos Juizados Especiais e aproximar essa história das novas gerações.

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O desembargador Sebastião de Arruda Almeida pontuou que a exposição preserva a memória institucional dos Juizados e permite que a sociedade conheça a evolução de um serviço voltado à solução rápida de conflitos e à ampliação do acesso à Justiça.

“Os Juizados Especiais transformaram a forma de prestar Justiça em Mato Grosso. Esta exposição resgata essa trajetória, valoriza as pessoas que ajudaram a construí-la e permite que a sociedade conheça a evolução de um serviço que, há mais de 30 anos, aproxima o Poder Judiciário do cidadão”, afirmou.

Acervo preservado ao longo de três décadas

Grande parte do material exposto foi preservada pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos pioneiros dos Juizados Especiais em Mato Grosso. Durante a solenidade, ele contou que a criação de um espaço dedicado à memória dos Juizados era um projeto antigo e que se tornou possível graças à conservação de documentos, fotografias e objetos reunidos ao longo de sua trajetória.

“Esse era um sonho que eu tinha há muitos anos. Guardei materiais desde o início dos Juizados Especiais, em 1994, e hoje eles ajudam a preservar essa história. Ver esse espaço pronto é motivo de alegria, porque mostra o quanto os Juizados cresceram e a importância que conquistaram ao longo do tempo”, declarou.

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Para a juíza Valdeci Moraes Siqueira, dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, a exposição também cumpre o papel de apresentar às novas gerações a realidade enfrentada pelos pioneiros na implantação do sistema.

“Temos aqui materiais como revistas, fotografias, equipamentos e documentos que mostram como os Juizados foram construídos. É uma forma de preservar essa memória e valorizar o trabalho de todos que se dedicaram à história”, afirmou.

Segundo a magistrada, a exposição reúne apenas parte do acervo disponível e deverá receber novos itens ao longo do tempo. Ela destacou a colaboração de diversas pessoas na construção do espaço, entre elas a servidora e integrante da Comissão de Gestão de Memória do TJMT, Rejane Pinheiro Andrade, que auxiliou na pesquisa, organização e preservação dos materiais históricos que compõem o acervo.

Aberta ao público, a exposição permanente pode ser visitada por qualquer pessoa que passe pelo Complexo dos Juizados Especiais. O espaço convida magistrados, servidores, advogados, estudantes e cidadãos a conhecer a história de um sistema que transformou o acesso à Justiça em Mato Grosso e continua presente na vida de milhares de pessoas.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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