TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário inaugura em Cáceres-MT 4ª Vara Criminal especializada no combate do tráfico de drogas

O enfretamento ao tráfico de drogas foi reforçado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que instalou no Fórum da Comarca no município de Cáceres, região de fronteira com a Bolívia, a 220 km de Cuiabá, a 4ª Vara Criminal que vai atuar no julgamento dos processos por crimes de entorpecentes. A solenidade de inauguração da nova unidade, na última sexta-feira (2 de junho), foi presidida pela presidente do (TJMT), Clarice Claudino da Silva, além de outras autoridades da justiça, forças policiais e políticos.
 
“É um momento que estamos descentralizando a competência para atuação no combate ao crime organizado com foco em uma atuação mais abrangente e rápida a toda essa jurisdição que é bastante delicada e preocupante. É com essa vontade de entregar um serviço mais ágil e de boa qualidade que o Poder Judiciário inaugura mais uma Vara Criminal”, declarou a presidente do TJMT.
 
A nova unidade possui amplo espaço, com sala de recepção, sala de assessores jurídicos, gabinete do magistrado, sala de audiência e secretaria, totalmente equipados com móveis e computadores para receber a equipe que vai atuar na 4ª Vara Criminal. A juíza-diretora do Fórum de Cáceres, juíza Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto Antunes, destacou que a estrutura montada pelo TJMT é adequada e moderna.
 
“O Tribunal teve o cuidado e sensibilidade de estruturar um espaço físico, bem confortável, para receber todos os servidores, analistas e técnicos que vão compor a equipe que vai ficar responsável pela matéria na prestação jurisdicional. Estamos com uma excelente estrutura, com computadores de última geração, tudo adequado para os trabalhos, tivemos um grande ganho”, afirmou a magistrada.
 
A instalação da 4ª Vara Criminal está alinhada à Resolução nº 194/2014 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece a Política Nacional de Atenção Prioritária ao Primeiro Grau de Jurisdição e determina que os tribunais de justiça implementem medidas concretas para aprimorar os serviços judiciários. O trabalho vai somar com as demais forças de segurança no combate ao tráfico de drogas, pois Mato Grosso tem 980 quilômetros (km) de fronteira e o município de Cáceres é porta de entrada de entorpecentes.
 
O Corregedor-Geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, frisou que devido aos altos índices de crimes de tráfico na região de fronteira, além de outros delitos, inclusive de armas “é necessário que tenhamos aqui uma Vara Especializada para entregar mais resultados do Judiciário, garantido a segurança da sociedade”.
 
Conforme dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), somente no primeiro bimestre de 2023, a ação de combate das forças resultou na apreensão 4.636,93 quilos de drogas no Estado.
 
A abrangência da 4ª Vara Criminal incluirá as comarcas de nove municípios: Araputanga, Comodoro, Jauru, Mirassol D’Oeste, Porto Esperidião, Pontes e Lacerda, Rio Branco, São José dos Quatro Marcos e Vila Bela da Santíssima Trindade, e terá a responsabilidade de processar e julgar os delitos de associação para o tráfico de drogas e organização criminosas envolvidas com entorpecentes.
 
A proposição para a criação da nova unidade judiciária foi tratada pelo desembargador Marcos Machado, em setembro de 2022, pelo então coordenador adjunto da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do TJMT, com contribuição do desembargador José Zuquim Nogueira, à época corregedora-geral da Justiça.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Desembargadora Clarice Claudino é branca, tem cabelo de cor loiro, tamanho médio, está de batom vermelho, com brinco e colar de pérola, usa um terno de bege, calça de cor verde escura. Ela está em pé ao lado da placa de inauguração da Quarta Vara Criminal, ao lado de um grupo de autoridades. Ela olha para a foto e sorri. A segunda imagem: desembargador Clarice Claudino esta em pé e fala ao microfone diante do público.
 
Carlos Celestino/ Fotos. Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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