TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário entrega valor arrecadado em Bazar Solidário para Associação de Catadores

O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça, entregou o valor de R$7.389,28 arrecadados durante o Bazar Solidário, para a Associação de Catadores de Material Reciclável e Reutilizável (Asmats), na sede da Justiça estadual nesta terça-feira (05 de dezembro).
 
O Bazar foi realizado pelo Núcleo no dia 29 de novembro e contou com diversas peças de roupas que foram doadas pelo público interno e externo e assim, vendidas por um preço bem em conta para estagiários, servidores, colaboradores e terceirizados.
 
A iniciativa de arrecadação mobilizou toda a comunidade do Tribunal de Justiça, criando um ambiente de cooperação e empatia. Além dos valores em espécie, a associação também recebeu roupas e calçados doados pelos servidores.
 
Para a presidente da Asmats, Icleidi de Jesus Basílio, a quantia em dinheiro e também as roupas e calçados vão contribuir muito com o trabalho realizado pelas 95 famílias da Associação. “Estou emocionada com essa ajuda do tribunal, representa muito. Muito importante para nós da associação, para as famílias, para as 160 crianças dos associados, principalmente porque passamos um ano muito difícil. Não temos uma sede própria, tem documentos que a gente precisa pagar taxas para renovação e tudo isso vai ajudar, só temos que agradecer”, destacou.
 
Entre os objetivos do Bazar Solidário, além de fortalecer a parceria com a Associação, estão a promoção da sustentabilidade, da solidariedade e incentivo a economia circular. “Com o projeto, a gente fala de economia circular, porque estamos colocando no mercado algumas roupas que estavam paradas no guarda-roupa, atrasando a ida desses resíduos têxteis para o meio ambiente, assim, a gente também evita que extraiam recursos naturais para produção de novas roupas. E temos a questão social, ajudando uma associação que faz tanto para nós, prestando o serviço de recolhimento de resíduos recicláveis do tribunal. Só temos a agradecer e esperamos ajudar um pouquinho com esse valor para que eles tenham um natal um pouco mais feliz”, enfatizou a assessora do Núcleo de Sustentabilidade, Elaine Alonso.
 
Também participaram da entrega, a gestora administrativa do Núcleo, Vera Lícia de Arimatéia e Silva, o assessor de Sustentabilidade do Núcleo, Carlos Kreutz, Jessyka Lindaura Crisóstomo Sodré Farias, membro do Núcleo e demais representantes da Asmats.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto colorida em que a presidente da Asmats segura o envelope com o valor arrecadado durante o Bazar, ao lado da assessora do Núcelo. Imagem 2: foto colorida na horizontal em que os representantes da Asmats posam para a foto com os membros do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça.
 
Eli Cristina Azevedo/ Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Concessionária é condenada por danos morais ao negar água a nova moradora

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Moradora ficou meses sem água por dívida de terceiro e será indenizada.

  • Tribunal manteve valor de R$ 8 mil e considerou falha no serviço.

A negativa no fornecimento de água a uma nova moradora por causa de dívidas deixadas por um antigo ocupante resultou na condenação da concessionária ao pagamento de indenização por danos morais em Cuiabá. A Quinta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a decisão que obrigou a regulação do serviço e fixou indenização de R$ 8 mil.

A moradora alugou um imóvel e solicitou a transferência da titularidade da conta de água, além da religação do serviço. O pedido, no entanto, foi negado pela concessionária sob a justificativa de existência de débitos anteriores vinculados ao imóvel. Mesmo após diversas tentativas administrativas, ela permaneceu cerca de 120 dias sem acesso ao serviço essencial.

Diante da situação, a consumidora recorreu à Justiça e conseguiu decisão liminar para restabelecimento do fornecimento e regularização da titularidade. Na sentença, além de confirmar a medida, foi reconhecido o direito a indenização por danos morais.

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Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Sebastião de Arruda Almeida destacou que a cobrança de débitos antigos não pode ser transferida ao novo usuário. Segundo ele, a dívida tem natureza pessoal, ou seja, deve ser atribuída a quem efetivamente utilizou o serviço, e não ao imóvel ou a quem passou a ocupá-lo posteriormente.

O colegiado entendeu que ficou comprovado que a negativa da concessionária não ocorreu apenas por falta de documentos, mas principalmente pela existência de débitos de terceiros. Essa conduta foi considerada falha na prestação do serviço.

A decisão também reconheceu que a demora injustificada no restabelecimento do fornecimento de água, serviço essencial, ultrapassa meros aborrecimentos e atinge a dignidade do consumidor, configurando dano moral.

Tanto a concessionária quanto a consumidora recorreram. A empresa pedia a exclusão ou redução da indenização, enquanto a autora solicitava o aumento do valor. No entanto, o colegiado rejeitou ambos os pedidos.

Para os magistrados, o valor de R$ 8 mil foi considerado adequado, levando em conta o período em que a moradora ficou sem água, a gravidade da situação e a necessidade de evitar tanto o enriquecimento indevido quanto a fixação de valor irrisório.

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Processo nº 1035573-44.2021.8.11.0041

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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