TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário contribui em debates durante Fórum de Crédito e Endividamento Rural

O Poder Judiciário de Mato Grosso se fez presente no Fórum de Crédito e Endividamento Rural, realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), nesta segunda-feira (15 de setembro), em Cuiabá. O evento teve como tema “Causas, efeitos e alternativas para superar a crise no campo”.

A desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, que é mestre em Direito Comercial pela Universidade de São Paulo e integrante do Fonaref, fórum constituído para a modernização e a efetividade da atuação do Poder Judiciário nos processos de recuperação judicial e de falência, compareceu ao evento representando o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira.

Segundo ela, o crédito e o endividamento do produtor rural representam duas faces importantes do agronegócio, que, por sua vez, é um setor que depende do crédito. “Portanto, tratar as fontes do crédito, compreender as fontes de crédito para o produtor rural é um assunto que está na pauta dos dias atuais. O endividamento, que é o outro lado, também é muito importante porque há várias maneiras de se tratar o endividamento, como negociação, mediação, negociação direta entre o devedor e o credor, mediação pelo Judiciário ou por uma câmara privada ou até uma reestruturação das atividades pela recuperação judicial ou extrajudicial. Então, o fórum é importantíssimo porque trata com produtores rurais diretamente sobre dois aspectos importantíssimos da produção agrícola e pecuária do país”, afirma.

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber afirmou que o Judiciário de Mato Grosso tem sido muito proativo nos últimos anos, dando abertura ao diálogo com o setor do agronegócio e se adaptando, buscando conhecer mais sobre suas peculiaridades para melhor prestar o serviço judiciário. “E agora, claro, num momento delicado que passa o nosso setor economicamente – e nisso cabe falar não só produtores, como fornecedores, instituições de crédito – entramos juntos nesse problema e temos que solucionar buscando equilíbrio, sensatez. E o Judiciário, sem dúvida nenhuma, está fazendo esse papel e buscando cada vez mais estar adaptado e condizente com a realidade. Então, é só parabenizar e agradecer, não só a participação aqui hoje, mas em todas as discussões que o Judiciário de Mato Grosso tem levado adiante sobre o nosso setor”, destacou.

Leia Também:  Fórum de Nortelândia funciona em regime de teletrabalho

O desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJMT, participou do Fórum como palestrante, divulgando o trabalho do Nupemec e como ele pode contribuir com os produtores rurais.

“O que nós queremos mostrar ao sistema, seja aos produtores, seja às entidades financeiras, seja às trades, aos advogados, a todo o sistema de justiça, é a importância de se buscar o uso mais adequado de soluções de conflitos face à sua celeridade, a sua bem menor onerosidade e maior eficiência e eficácia, onde, sentados, junto com um técnico preparado, pode-se chegar a soluções que satisfaçam a todas as cadeias, seja cadeia produtiva, cadeia financeira, bem mais do que as recuperações judiciais e as falências que estão ocorrendo”, disse.

O magistrado destacou ainda que os métodos consensuais de solução de conflitos podem ser utilizados em qualquer segmento, incluindo o agronegócio. “E digo mais: ou nós passamos a adotar com técnica, com profissionalismo e com eficácia esse sistema, que além de tudo é democrático porque conta com a participação dos próprios envolvidos na solução dos seus problemas, ou o sistema de justiça tradicional não aguenta. É impossível, por mais que elevemos o número de magistrados, profissionais, jamais vamos atender a demanda, que cresce em proporção geométrica”, asseverou.

Leia Também:  FONAJUS Itinerante realiza visita técnica ao Hospital Central de Mato Grosso

Ao destacar as vantagens de buscar a solução consensual ao invés da recuperação judicial, o magistrado aponta o que chama de processo de ganha a ganha. “Os credores vão trabalhar junto porque o credor quer a recuperação do seu crédito; o produtor também quer recuperar o seu crédito e não ter essa pecha de estar em recuperação judicial, cujas portas se fecham. Então é preciso que haja realmente essas negociações. O ideal é que se faça essa tentativa antes mesmo do pedido da recuperação judicial. Isso não quer dizer que não posso fazer incidentalmente. Mas se você fizer antes, vai ser com menor ônus, menores complicações, bem menores gastos”, afirma.

Fotos: Assessoria Aprosoja-MT

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Canal e registro garante sigilo e proteção à vítima de assédio e discriminação

Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Possíveis casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação ocorridos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso devem ser informados e são apurados por uma das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, que tem como premissa básica de sua atuação o acolhimento e o apoio à vítima.

O respeito integral à pessoa noticiante começa com o acatamento à sua vontade quanto a quaisquer encaminhamentos ou decisões. E tudo tramita de modo seguro e confidencial, por meio de escuta humanizada e ética, com o compromisso de manutenção do sigilo dos dados das vítimas e das informações por elas apresentadas. Essa conduta visa minimizar os riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho.

A Instrução Normativa TJMT/PRES n. 4/2024 do TJMT, que regulamenta o processo de trabalho da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, garante que a escuta e o acompanhamento da pessoa que noticia caso de assédio ou discriminação observem métodos e técnicas profissionais, propiciando atenção humanizada e centrada na necessidade da pessoa noticiante, respeitando seu tempo de reflexão e decisão e fortalecendo sua integridade psíquica, autonomia e liberdade de escolha.

Leia Também:  Estão abertas as inscrições para o Prêmio Innovare 2024

O serviço de acolhimento, escuta, acompanhamento e orientação é prestado à pessoa que queira recebê-lo, independentemente se decidiu formalizar ou não a notícia do caso para as providencias cabíveis, ou seja, nada é feito sem o consentimento da vítima.

Vale destacar que a Resolução CNJ n. 351/2020 proíbe qualquer forma de retaliação contra a pessoa noticiante, seja a vítima, a testemunha ou qualquer indivíduo que, de boa-fé, relate, testemunhe ou colabore na apuração de condutas de assédio ou discriminação. A pessoa que pratica retaliação pode ser responsabilizada disciplinar ou funcionalmente, conforme a legislação aplicável.

Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, podem registrar casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação por meio de um formulário on-line, disponível na página da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizada na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

Leia Também:  FONAJUS Itinerante realiza visita técnica ao Hospital Central de Mato Grosso

Saiba mais sobre o assédio moral, assédio sexual e a discriminação no ambiente de trabalho no Guia de Combate ao Assédio, também disponível na página da Comissão, no portal do TJMT.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA