TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário capacita agentes de saúde de Rondonópolis para detectar sinais de violência doméstica


A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT) realizou curso de capacitação “Conhecendo a violência de gênero e a Lei Maria da Penha” voltado aos agentes comunitários de saúde e agentes comunitários de saúde indígena de Rondonópolis.
 
A advogada e assessora da Cemulher-MT, Ana Emília Brasil Sotero, ministrou a palestra no auditório do Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica de Mato Grosso (Cefapro). Rondonópolis conta atualmente com 411 agentes comunitárias de saúde que trabalham ligadas diretamente com as famílias rondonopolitanas.
 
Os profissionais foram divididos em quatro turmas para participar da capacitação, que tem por objetivo capacitar os agentes para identificar vítimas de violência e agressão. A prefeitura de Rondonópolis é parceria do Cemulher nessa capacitação, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que tem a frente da pasta Izalba Diva de Albuquerque e a assistente social da secretaria e do Programa de Violências, Edina Rodrigues de Oliveira.
 
A atividade faz parte do cronograma de eventos da Cemulher que estão sendo realizados em alusão ao mês de mulher. A coordenadora da Cemulher, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, ressalta a relevância da capacitação. “Os agentes estão em contato direto com mulheres, geralmente donas de casa, que muitas vezes sofrem as agressões de forma silenciosa. Com esta capacitação, as agentes podem identificar sinais de agressão durante as abordagens de rotina”, afirma a desembargadora.
 
Esta matéria contém recursos de texto alternativo para prover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
ParaTodosVerem – Descrição da imagem: Foto colorida. A palestrante está no palco do auditório, em pé ela segura um microfone com a mão direita. Do lado dela há uma mesa onde foi colocado um banner da Cemulher e outro da campanha pelo fim da violência contra a mulher. Ela se posiciona de frente para os participantes, que estão sentados em cadeiras azuis enfileiras. Na parede do fundo do auditório há uma faixa fixada com os dizeres: Não à violência contra as mulheres. E do outro lado uma projeção com o tema da palestra.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Justiça troca multa por bloqueio para agilizar cirurgia

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Decisão prioriza medida mais rápida para garantir realização de cirurgia pelo poder público.

  • Medida busca dar mais efetividade à decisão e acelerar o acesso ao procedimento.

Uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso reforçou que, em casos urgentes de saúde, o mais importante é garantir que o atendimento aconteça. Ao julgar um recurso, a Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo manteve a substituição de multa diária aplicada ao Estado por bloqueio de valores públicos para viabilizar uma cirurgia necessária.

A relatora, desembargadora Maria Erotides Kneip, destacou que a obrigação do Estado de realizar o procedimento continua válida. O que mudou foi apenas a forma de cobrar o cumprimento da decisão judicial, priorizando uma medida considerada mais eficaz.

Medida mais direta

Segundo o entendimento do colegiado, a multa diária, embora permitida, nem sempre resolve o problema em situações envolvendo o sistema público de saúde. Isso porque o descumprimento pode estar ligado a dificuldades estruturais, e não necessariamente à resistência do gestor.

Nesses casos, a penalidade acaba gerando apenas impacto financeiro aos cofres públicos, sem garantir que o paciente receba o tratamento necessário em tempo adequado.

Resultado prático

Já o bloqueio de verbas, conforme explicou a relatora, tem ligação direta com a solução do problema. A medida permite disponibilizar recursos de forma imediata, inclusive para custear o procedimento fora da rede pública, se necessário.

Com isso, o Tribunal concluiu que a substituição da multa não enfraquece a decisão judicial, mas aumenta as chances de que o direito à saúde seja efetivamente atendido. O recurso foi negado por unanimidade.

Processo nº 1 0 0 4 7 5 3 – 9 2 . 2 0 2 6 . 8 . 1 1 . 0 0 0 0

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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