TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Fotógrafo e escritor autista fala sobre autonomia e diversidade em evento do TJMT
A potência da vivência autista ganhou espaço e emoção na 6ª edição do “TJMT Inclusivo: Capacitação e Conscientização em Autismo”, realizada em Cuiabá, com a palestra “Tudo o que eu posso Ser”, apresentada pelo escritor, fotógrafo e ativista Nicolas Brito Sales, de 26 anos. Autista e reconhecido nacionalmente por sua atuação na defesa dos direitos da comunidade neurodiversa, Nicolas levou ao público uma combinação de sensibilidade, arte e reivindicação social.
Com uma narrativa marcada por honestidade e profundidade emocional, ele compartilhou sua trajetória desde a infância, refletiu sobre estigmas enfrentados por pessoas autistas e destacou a necessidade urgente de ambientes que respeitem diferentes formas de existir. Para Nicolas, inclusão não é concessão, é dever social.
“Com esse tema, quero ressaltar que pessoas com autismo ou outras condições do desenvolvimento têm o direito de ocupar todos os espaços da sociedade – na escola, no mercado de trabalho, na arte, no esporte ou em qualquer ambiente social.”
A arte teve papel central em sua descoberta pessoal. Ele contou que a fotografia surgiu como um olhar intuitivo, ainda não compreendido na juventude, mas que se transformou em um caminho profissional após o apoio da família.
“Minhas fotografias sempre foram guiadas apenas pelo meu olhar. Com o tempo, fui entendendo esse processo e, com a ajuda dos meus pais, encontrei uma forma de transformar essas imagens em arte”, compartilhou.
Trajetória e conquistas
Sua trajetória o levou aos Estados Unidos, onde participou de uma exposição internacional e foi eleito melhor fotógrafo pelo voto popular, um momento que marcou sua carreira e ampliou seu alcance artístico.
“Foi uma emoção imensa. Eu fui me descobrindo, encontrando pessoas que somaram na minha jornada e hoje produzo e comercializo minha arte de diversas formas”, disse.
Nicolas também destacou como suas obras carregam referências afetivas e memórias da infância, elementos que ele faz questão de compartilhar com o público que acompanha sua evolução como artista e ativista.
Além de falar sobre sua trajetória, o palestrante provocou reflexões sobre responsabilidade coletiva. Ele reforçou que a sociedade precisa abandonar visões limitantes e construir espaços verdadeiramente acolhedores.
“Precisamos refletir sobre como a sociedade pode e deve acolher pessoas neurodivergentes e com deficiência”, reivindicou.
A apresentação emocionou o público e reforçou o compromisso do TJMT Inclusivo em dar visibilidade às vivências autistas, ampliando discussões sobre autonomia, diversidade e respeito.
TJMT Inclusivo
Promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, o evento conta com a parceria da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), da Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e apoio da Igreja Lagoinha.
O TJMT Inclusivo já foi realizado em Sinop, Sorriso, em Cuiabá, no mês de abril, em Cáceres e Rondonópolis reforçando o compromisso do Judiciário com a acessibilidade, a inclusão e o respeito à neurodiversidade, em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Acesse as fotos do evento no Flickr do TJMT
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Capacitação e Conscientização em Autismo do TJ leva mais de mil pessoas a se aprimorarem sobre tema
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Confira as regras e prazos de credenciamento da imprensa para júri de assassinato de Raquel Cattani
O Tribunal do Júri que julgará os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, réus pelo assassinato de Raquel Cattani, será realizado no dia 22 de janeiro, no Fórum de Nova Mutum. A sessão será presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara da Comarca.
Diante da grande repercussão do caso, a Justiça definiu regras específicas para a cobertura e divulgação de informações, com o objetivo de garantir segurança, organização dos trabalhos, imparcialidade dos jurados e respeito à dignidade da vítima.
A capacidade do plenário é limitada a 60 pessoas, conforme orientação do Corpo de Bombeiros. Por isso, o acesso da imprensa e do público será controlado, e haverá restrições ao uso de aparelhos eletrônicos.
Credenciamento da imprensa
Foram reservadas 10 vagas para a imprensa, com apenas um representante por veículo. O pedido de credenciamento deve ser feito até às 14h do dia 20 de janeiro de 2026, exclusivamente pelo e-mail [email protected].
O e-mail deve informar os dados pessoais do profissional, como nome completo, função, CPF, e-mail, telefone celular (whatsapp), nome do veículo, cidade de atuação.
Caso o número de solicitações seja maior que o de vagas disponíveis, a escolha será feita por sorteio, organizado pela Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Captação de imagens e divulgação
A gravação de áudio e vídeo do julgamento será feita exclusivamente pela Assessoria de Imprensa do TJMT. O material produzido será disponibilizado posteriormente aos veículos credenciados.
Está proibida qualquer transmissão em tempo real do júri. Também não será permitido o exercício da atividade jornalística dentro do plenário. As atualizações sobre o andamento da sessão deverão ser feitas fora do ambiente interno, por meio de ligações ou registros externos.
Proibição de celulares e controle de acesso
O uso de celulares, notebooks, gravadores e outros equipamentos eletrônicos é proibido dentro do plenário. A regra vale para todos, com exceção da magistrada, advogados, servidores e profissionais que atuam diretamente no processo. O objetivo é atender a Resolução do Conselho Nacional de Justiça N. 645/2025.
O controle de acesso será feito pela Polícia Militar, com apoio de detectores de metal. A decisão também veda manifestações públicas de autoridades durante o julgamento, para evitar interferências e preservar a imparcialidade dos jurados. O acesso ao saguão será restrito a pessoas previamente autorizadas.
Relembre o caso
Raquel Cattani era produtora rural em Nova Mutum e filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). De acordo com a denúncia, ela foi assassinada a facadas em sua residência, no dia 18 de julho de 2024.
Rodrigo Xavier Mengarde, ex-cunhado da vítima, é acusado de ter cometido o crime. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, é apontado como o autor intelectual. O caso gerou grande comoção e repercussão em todo o estado.
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Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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