TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Fórum de Rondonópolis recebe roda de conversa sobre prevenção ao assédio no trabalho

A campanha de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e da Discriminação no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso chegou à Comarca de Rondonópolis (a 212 km ao sul de Cuiabá). Na tarde de quarta-feira (25), servidores, servidoras, estagiários, estagiárias e colaboradores (as) terceirizados(as) lotaram o auditório do Tribunal do Júri do Fórum para participar de um bate-papo comandado pela vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e vice-presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e da Discriminação do 2º Grau, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.
 
“Passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho e precisamos estar satisfeitos com esse ambiente”, comentou a vice-presidente. “Uma atitude que pode parecer uma brincadeira para muitos, adoece uma pessoa. Para dar um basta nisso o primeiro passo é a conscientização. Esta semana serve de reflexão sobre o assunto. O mais importante é que quem vive o problema não precisa ficar calado. Denuncie e nos ajude a pôr fim nesse flagelo que ainda teima em existir no nosso ambiente de trabalho”, pediu a desembargadora.
 
O juiz diretor do Foro da Comarca de Rondonópolis, Renan Carlos do Nascimento, lembrou que apesar de existir uma consciência mundial de que o assédio é inadmissível, esse tipo de violência laboral ainda é tratado pelo Judiciário em ações protocolizadas nos fóruns. “Comportamentos advindos de uma sociedade machista, patriarcal, racista e desigual. Com este evento, as administrações do Poder Judiciário e do Fórum mostram a preocupação em manter o bem estar e saúde mental dos nossos colaboradores e colaboradoras”.
 
A psicóloga Marcilene Zaiden ministrou a palestra sobre o tema e destacou que na atualidade uma nova prática de assédio surgiu, o virtual. “Antes não havia a possibilidade de contato do superior com sua equipe após o expediente, hoje com o celular e as redes sociais esse limite acabou. Por isso é tão importante respeitar a jornada de trabalho de cada um”.
 
A profissional falou sobre as diferentes formas de assédio, características de cada uma delas, e suas consequências. Marcilene também apontou que o problema começa a ser resolvido ao se falar sobre o assunto, como estas rodas de conversas propostas pelo Judiciário, mas só isso não basta. “O processo é diário e constante. Precisamos ficar atentos sempre. Uma das ferramentas disponíveis é fazer círculos restaurativos com a equipe”, sugere.
 
A gestora da Segunda Vara Cível de Rondonópolis, Ângela Almeida, aprovou o jeito informal do evento que tratou de um assunto tão difícil. “Só quem já sofreu o assédio sabe como é”, desabafou. “Eu sempre acreditei que só se recebe uma visita com a casa arrumada. Um Poder que cuida de vários casos de assédio deve se preocupar em manter um ambiente de trabalho saudável para podermos cuidar dos outros. O Judiciário está de parabéns pela iniciativa.”
 
O evento contou ainda com a presença do juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, Edson Dias Reis; promotor de Justiça, Ari Madeira Costa; defensora pública, Giovanna Santos; vice-presidente da subseção da OAB-MT de Rondonópolis, Alessandra de Oliveira; juiz Márcio Rogério Martins; juíza Maria Mazarelo e a servidora do Cemulher, Ana Emília Sotero.
 
Semana – O evento faz parte da Semana de Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual do Poder Judiciário promovido pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento. Abertura da semana ocorreu na manhã de segunda-feira (23), na sede do TJMT, na Capital, com o Seminário hibrido (presencial e virtual) realizado pelo Tribunal de Justiça, Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Primeiro e Segundo Graus, com palestra proferida pelo professor pós-doutor José Roberto Heloani.
 
À tarde, a presidente da comissão no 2º grau, a desembargadora Maria Erotides Kneip conduziu o bate-papo com os servidores e servidoras do Fórum da Capital. Na terça-feira (24/05) a desembargadora promoveu o mesmo debate no Fórum da Comarca de Sinop (a 500 km ao norte de Cuiabá) e nesta quarta-feira no Fórum da Comarca de Várzea Grande.
 
Confira abaixo o cronograma de outras rodas de conversa pelo interior:
26/05 (quinta-feira) – 09h – Roda de Conversa Fórum da Comarca de Cáceres;
26/05 (quinta-feira) – 15h – Roda de Conversa Fórum da Comarca de Barra do Bugres;
27/05 (sexta-feira) – 09h – Roda de Conversa Fórum da Comarca de Tangará da Serra.
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto horizontal colorida. A desembargadora Maria Aparecida está em pé no meio do auditório falando com a plateia, ela segura um microfone. As autoridades estão sentadas em semicírculo. Imagem 2: foto horizontal colorida do juiz Renan Carlos do Nascimento que concede entrevista para TV.jus. Imagem 3: foto horizontal colorida. Os participantes aparecem de costas sentados em cadeiras enfileiradas do auditório. No palco as autoridades estão sentadas em sofás em uma semicírculo, ao lado a psicóloga, do púlpito, fala com os participantes usando um microfone. Imagem 4: Foto horizontal colorida. A servidora que participou do evento fala com a Comunicação do TJMT.
 
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Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal colorida
  
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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