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Fórum de Rondonópolis recebe Banco Vermelho e reforça alerta sobre o feminicídio

Uma foto externa em grupo com 12 pessoas, 7 mulheres e 5 homens, posando em frente a um banco vermelho de metal. Na parede acima do banco, há uma frase em vermelho: "O RELACIONAMENTO ABUSIVO DE HOJE PODE SER O FEMINICÍDIO DE AMANHÃ". O grupo está em pé, no que parece ser um evento oficial.O Fórum da Comarca de Rondonópolis recebeu, na tarde desta segunda-feira (24 de novembro), o Banco Vermelho, símbolo nacional de conscientização e enfrentamento ao feminicídio.

O Banco Vermelho é uma política pública instituída pela Lei nº 14.942/2024, que determina a instalação de bancos pintados na cor vermelha em espaços públicos, acompanhados de mensagens reflexivas e informações de apoio. A proposta visa provocar reflexão, homenagear vítimas e estimular ações de enfrentamento à violência de gênero.

Uma foto em close-up de uma mulher idosa com cabelos brancos presos, vestindo um blazer escuro, falando em um microfone preto com o logo "TV JUS". Ela parece estar dando uma entrevista em um ambiente interno.A coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip, afirmou que o Banco Vermelho é uma política pública que busca transformar a percepção social sobre o tema. “A ideia é trazer um banco que chame a atenção. Os bancos das praças normalmente são cinzas, marrons, cor de cimento. O Banco Vermelho vem mostrar, pela cor, o sangue derramado das vítimas e lembrar que precisamos vencer o feminicídio. É também um convite à denúncia e ao acolhimento. O Poder Judiciário está trabalhando intensamente para combater o feminicídio, junto com o CNJ, para buscarmos o feminicídio zero”, pontuou.

A diretora do Fórum, juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou que o símbolo ganha ainda mais relevância diante dos índices registrados em Mato Grosso. “Essa ação faz parte projeto do Feminicídio Zero, e o símbolo dele é um banco gigante vermelho que representa o sangue das mulheres que foram vítimas da violência doméstica e familiar no seu grau mais alto, num crime que é irreversível. O banco vermelho simboliza essa luta para reduzirmos o número de feminicídios e, em especial aqui em Mato Grosso, onde infelizmente hoje o número é muito alto. Esse símbolo dentro do Fórum é muito importante, no sentido da reflexão e também do combate”, disse.

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Somente entre janeiro e outubro de 2025, Mato Grosso registrou 46 feminicídios, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2024, que obteve 39 casos registrados. Os dados reforçam a preocupação expressa durante o ato.

A vereadora licenciada Luciana Horta, responsável por implementar o projeto Feminicídio Zero na região sul do estado, lembrou que a ação começou em Cuiabá, com a participação da desembargadora Maria Erotides Kneip, e percorreu diversos municípios antes de chegar ao Fórum.

“O Banco Vermelho veio como um sinal de alerta, para que as pessoas observassem aquele banco diferente, gigante, e tomassem consciência de que precisamos falar sobre o feminicídio. Esse banco foi itinerante, rodou grande parte dos municípios da região sul. Mais de 200 mil pessoas tiveram contato com o Banco Vermelho, com panfletagem sobre violência doméstica e feminicídio. Hoje o deixamos no lugar que ele merece estar, onde as mulheres buscam apoio e socorro”, relatou.

O ato contou ainda com a presença da desembargadora aposentada Maria Aparecida Ribeiro; do juiz Wanderlei José dos Reis, titular da 2ª Vara de Família e Sucessões; da juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, titular da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Rondonópolis; da representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Rondonópolis, Priscila Raimundi; do secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Alberto Pereira Júnior; do superintendente municipal de Políticas para Mulheres, Francisco Lucena; além de vereadores e servidores do Fórum.

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Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mutirão Interligue Já alcança 93,7% de conciliação e segue até sexta-feira

Banner verde com o texto centralizado O Mutirão Interligue Já, voltado à regularização sanitária e ambiental de imóveis ainda não conectados à rede pública de esgoto, que segue até sexta-feira (12), já apresentou resultados expressivos. Nos primeiros dias (08 e 09), o índice de conciliação alcançou 93,7% nas audiências realizadas, demonstrando a efetividade do diálogo na solução de demandas relacionadas ao saneamento básico e à proteção ambiental.

Nesta 6ª edição, dos 546 procedimentos pré-processuais incluídos no mutirão, foram designadas 214 audiências nos dois primeiros dias. Destas, 119 resultaram em acordo, 87 registraram ausência das partes e oito terminaram sem acordo. Considerando apenas as 127 audiências efetivamente realizadas, a taxa de conciliação atingiu 93,7%.

O coordenador do Grupo de Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, expressou satisfação com o resultado parcial, “que reforça a importância do diálogo e do trabalho integrado entre o Poder Judiciário, instituições parceiras e a sociedade na busca por soluções sustentáveis e duradouras”.

O gestor judiciário do Cejusc Ambiental, Samir Padilha de Oliveira, afirmou a taxa de 93,7% de acordos nas audiências efetivamente realizadas evidencia a disposição das partes em construir soluções consensuais para questões que impactam diretamente a saúde pública, o saneamento básico e a qualidade de vida da população.

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Semana da Pauta Verde

Este ano, a ação também integra a programação da Semana da Pauta Verde, que prossegue até o dia 12, em uma mobilização nacional promovida pelo Fórum Ambiental do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para impulsionar o julgamento de processos ambientais e fomentar a resolução consensual de conflitos relacionados ao meio ambiente.

A iniciativa é desenvolvida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental (Cejusc Ambiental), em parceria com instituições públicas e a concessionária Águas Cuiabá.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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