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Especialistas nacionais e internacionais participam de Congresso de Direito Tributário e Financeiro

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Nos dias 3 e 4 de novembro, Cuiabá será palco do “8º Congresso Internacional de Direito Tributário e Financeiro”, que será realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), por meio da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e da Escola Superior de Contas, e pela Sociedade Brasileira de Direito Financeiro (ABDF). A evento será realizado no auditório da Escola Superior de Contas.

Segundo o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, o evento, de reconhecida relevância acadêmica, reunirá especialistas nacionais e internacionais para refletir e debater os desafios contemporâneos em matéria tributária e financeira, com especial enfoque no processo de transição decorrente da reforma tributária em curso no Brasil, cujos impactos teóricos e práticos são de grande magnitude.

A cerimônia de abertura será na segunda-feira (3 de novembro), às 9h, seguida da palestra magna com o professor doutor espanhol Juan Fernando Duran Alba, da Universidad de Valladolid (Espanha), às 10h30. Ele é associado estrangeiro do Instituto Brasileiro de Estudos Administrativos, Financeiros e Tributários (IBEDAFT) e membro correspondente da Academia Paulista de Letras Jurídicas.

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Outros juristas, gestores públicos e representantes do setor privado também estarão reunidos para discutir os reflexos da Reforma Tributária sobre a gestão pública, a economia e a sociedade brasileira. Dentre eles, o professor Kiyoshi Harada, especialista em Direito Tributário e em Ciência das Finanças pela Universidade de São Paulo (USP), fundador e presidente do IBEDAFT e autor de 43 obras jurídicas publicadas.

O mesmo painel contará ainda com a professora Ana Carla Bliacheriene, livre-docente em Direito Financeiro na USP, onde leciona Direito no curso de Gestão de Políticas Públicas. Bliacheriene é mestre e doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Estará presente ainda a professora Priscila de Souza, coordenadora nacional do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET), que participa da discussão sobre o impacto social da Reforma Tributária. Mestre e doutora em Direito pela PUC-SP, Cecília também é pró-reitora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito Tributário do IBET.

O encerramento do Congresso será marcado pela proclamação da Carta do Centro-Oeste sobre a Reforma Tributária. De acordo com o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, o encontro será um marco para a região. “A Reforma Tributária trará desafios e oportunidades significativos, e este evento é uma oportunidade de pensar soluções que tornem a transição mais equilibrada e sustentável”, destacou.

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No encerramento do evento, às 17h30, haverá a proclamação da Carta do Centro-Oeste sobre a Reforma Tributária – TCE/TJ.

Inscrições

As inscrições presenciais já se encerraram, mas as virtuais continuam abertas. Podem se inscrever para o evento juristas, agentes públicos e privados, acadêmicos, integrantes de escolas judiciais, da advocacia e do Ministério Público, representantes da iniciativa privada, servidores públicos, professores, pesquisadores, acadêmicos e representantes da sociedade civil, que enriquecerão o debate sobre os efeitos da Reforma Tributária e as mudanças estruturais que ela trará à administração pública e à iniciativa privada.

Clique neste link para se inscrever.

Acesse aqui a programação completa.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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