TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Escola Superior da Magistratura promove curso sobre Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher

A Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) iniciou nesta quarta-feira (27 de julho) a formação continuada on-line sobre o tema ‘Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher’ para as magistradas(os), servidoras(es), assessores(as), estagiárias(os) e terceirizados(as) do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
O curso objetiva oportunizar aos colaboradores(as) e magistrados(as) não somente a questão social no enfrentamento da violência contra a mulher, mas também a análise das interpretações jurídicas divergentes referentes ao tema, o que efetivamente subsidiará as atividades dos juízes(as) e servidoras(es) em suas decisões.
 
A formação será ministrada no período matutino (das 8h às 11h) até o dia 29 de julho, na modalidade de Ensino à Distância (EaD), e tem como formador o titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, juiz Jeverson Luiz Quintieri. No total, 52 magistrados(as) e 75 assessoras(es), servidores(as), terceirizadas(os) e estagiários(as) efetuaram suas inscrições para participarem do aprimoramento.
 
No primeiro dia de curso, os participantes abordaram a Lei Maria da Penha, os Tratados Internacionais aos quais o Brasil é signatário, estudos de casos e puderam compartilhar suas opiniões e experiências sobre o assunto no exercício do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Para o formador do curso, juiz Jeverson Luiz Quintieri, a iniciativa da Esmagis, da Corregedoria-Geral e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso é de extrema valia, uma vez que se trata de um tema, além de palpitante, de muita relevância social, do ponto de vista da proteção de mulheres vítimas de violência.
 
“O aumento da violência tem sido exponencial e tudo que for feito no sentido de nos capacitar e aprimorar nessa área, com essa troca de experiências, é muito válido e importante. Todos ganham. Ganha a sociedade, ganha o judiciário e principalmente a vítima de violência doméstica”, destaca o juiz.
 
O magistrado avaliou o primeiro dia de aperfeiçoamento como maravilhoso e afirmou ter sido muito rica a contribuição de todos, dado o perfil dos participantes. “Os alunos participaram bastante, todos muito dedicados e aplicados. É muito gratificante ver como os colegas atuam na violência doméstica, não só juízes, como oficiais de justiça e outros atores do sistema, que foram muito participativos. Está sendo excelente.”
 
Ementa e Certificação
 
A formação aborda em sua ementa assuntos como Lei Maria da Penha, Caso 12.051, Convenções Internacionais de Direitos Humanos, Violência Doméstica, Ciclo da Violência, Gênero e Hipossuficiência, Medidas Protetivas, Princípio Pro Homine e Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) n. 254/2018.
 
A atualização certificada pela Esmagis-MT possui 20 horas de cara horária e é credenciada pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados de Mato Grosso (Enfam).
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Imagem 1: Foto colorida com os participantes da videoconferência do curso de Formação Continuada sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Na tela principal está o formador do curso, juiz Jeverson Luiz Quintieri.
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Leia Também:  Comissão de Heteroidentificação convoca candidatos do Exame Nacional da Magistratura para entrevista
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Canal e registro garante sigilo e proteção à vítima de assédio e discriminação

Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Possíveis casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação ocorridos no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso devem ser informados e são apurados por uma das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, que tem como premissa básica de sua atuação o acolhimento e o apoio à vítima.

O respeito integral à pessoa noticiante começa com o acatamento à sua vontade quanto a quaisquer encaminhamentos ou decisões. E tudo tramita de modo seguro e confidencial, por meio de escuta humanizada e ética, com o compromisso de manutenção do sigilo dos dados das vítimas e das informações por elas apresentadas. Essa conduta visa minimizar os riscos psicossociais e promover a saúde mental no trabalho.

A Instrução Normativa TJMT/PRES n. 4/2024 do TJMT, que regulamenta o processo de trabalho da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, garante que a escuta e o acompanhamento da pessoa que noticia caso de assédio ou discriminação observem métodos e técnicas profissionais, propiciando atenção humanizada e centrada na necessidade da pessoa noticiante, respeitando seu tempo de reflexão e decisão e fortalecendo sua integridade psíquica, autonomia e liberdade de escolha.

Leia Também:  Reconhecimento de prejuízo por WhatsApp mantém ação indenizatória

O serviço de acolhimento, escuta, acompanhamento e orientação é prestado à pessoa que queira recebê-lo, independentemente se decidiu formalizar ou não a notícia do caso para as providencias cabíveis, ou seja, nada é feito sem o consentimento da vítima.

Vale destacar que a Resolução CNJ n. 351/2020 proíbe qualquer forma de retaliação contra a pessoa noticiante, seja a vítima, a testemunha ou qualquer indivíduo que, de boa-fé, relate, testemunhe ou colabore na apuração de condutas de assédio ou discriminação. A pessoa que pratica retaliação pode ser responsabilizada disciplinar ou funcionalmente, conforme a legislação aplicável.

Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, podem registrar casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação por meio de um formulário on-line, disponível na página da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizada na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

Leia Também:  Compromisso constitucional é com a pacificação social, defende desembargador do Paraná

Saiba mais sobre o assédio moral, assédio sexual e a discriminação no ambiente de trabalho no Guia de Combate ao Assédio, também disponível na página da Comissão, no portal do TJMT.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA