TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Entenda as certidões disponíveis no TJMT e quando cada uma deve ser usada
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reúne na página eletrônica de certidões (https://sec.tjmt.jus.br/) um conjunto de serviços públicos que permitem a emissão, autenticação e acompanhamento de diversos documentos judiciais de forma gratuita, on-line e imediata.
O Sistema de Expedição de Certidões (SEC) foi desenhado para simplificar a vida de cidadãos, empresas e operadores do Direito, eliminando a necessidade de deslocamento até os cartórios dos fóruns e garantindo mais agilidade no acesso às informações judiciais.
O que são e para que servem os serviços de certidões
1. Emissão de Certidões Negativas de 1º Grau
Trata-se de documentos oficiais que comprovam a inexistência de registros judiciais, cíveis e criminais, em nome de uma pessoa física ou jurídica na Primeira Instância de jurisdição do Judiciário estadual. São muito usados em processos de concurso público, posse em cargo público, licitações, contratos e outras situações que exigem comprovação de “nada consta” perante a Justiça estadual.
2. Emissão de Certidões Negativas de 2º Grau
Funciona de forma semelhante à certidão de 1º Grau, mas abrange decisões e registros na Segunda Instância (no Tribunal de Justiça propriamente dito). Também pode ser solicitada para pessoas físicas ou jurídicas e, assim como a de 1º Grau, serve para demonstrar a inexistência de pendências judiciais perante o TJMT.
3. Certidões para Fins Eleitorais
Disponíveis nos módulos do sistema para 1º e 2º graus, estas certidões são destinadas exclusivamente a procedimentos eleitorais, como a inscrição de candidaturas, em que é preciso comprovar regularidade pessoal e ausência de impedimentos judiciais específicos para o pleito.
4. Verificação de Autenticidade de Certidões
O SEC oferece ferramenta que permite a qualquer interessado confirmar se uma certidão emitida é autêntica. Basta informar o número do documento e dados pessoais, conferindo se a certidão emitida eletronicamente corresponde ao registro no banco de dados do TJMT. Essa checagem é importante para evitar fraudes e garantir a validade do documento perante terceiros, empresas ou órgãos públicos.
5. Acompanhamento de Pedidos de Certidão
Além da emissão e autenticação, o sistema permite que o cidadão acompanhe o andamento do pedido de certidão em tempo real. Isso é útil quando há necessidade de reenviar documentos, corrigir dados ou simplesmente monitorar o processo até a entrega do PDF ou envio por e-mail.
Como acessar e usar
O acesso pode ser feito diretamente pelo Portal do TJMT ou pelo endereço sec.tjmt.jus.br, onde o usuário escolhe o tipo de certidão desejada (1º ou 2º grau, pessoa física ou jurídica, certidão negativa ou eleitoral) e preenche os dados solicitados. O serviço é gratuito e cumpre a determinação constitucional da gratuidade para certidões negativas.
Validade e cuidados
- As certidões de 1º grau geralmente têm validade de 30 dias após a emissão; as de 2º grau, 60 dias, prazos que variam conforme a finalidade do documento e exigência de órgãos terceiros.
- Sempre que possível, recomenda-se verificar a autenticidade diretamente no SEC para evitar problemas com documentos falsificados.
O objetivo é ampliar o acesso da população à Justiça e reduzir a burocracia em atos essenciais do dia a dia, integrando praticidade e segurança jurídica ao cidadão.
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos
Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.
Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.
Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.
Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.
Autor: Nadja Vasques
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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