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Elaboração Plano Plurianual 2023-2027 é apresentada à presidente do Tribunal de Justiça

A primeira visão da elaboração do Plano Plurianual 2024-2027 do Poder Judiciário de Mato Grosso, que já está em construção, foi apresentada na manhã desta terça-feira (9 de maio), para a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, e para membros da Comissão Orçamentária do TJMT.
 
A Coordenadoria de Planejamento (Coplan) fez a contextualização geral acerca dos cenários externo, interno e do Conselho Nacional de Justiça que perpassam pelo PPA. Reunião inicial com as áreas do Tribunal de Justiça também já foi realizada sobre o desenvolvimento dos trabalhos.
 
O coordenador da Coplan, Afonso Maciel explicou que a reunião teve objetivo de dar as diretrizes do PPA, do alinhamento com o Planejamento Estratégico do Poder Judiciário 2021-2026 e ao mesmo tempo mostrar cenários da economia para que tenha-se a visão de como desenvolver os trabalhos em termos de projeções.
 
“Ainda estamos na parte qualitativa da elaboração do Plano Plurianual, voltado para a definição de programas, para o direcionamento das manutenções das despesas obrigatórias, essenciais e depois as discricionárias que envolvem projetos.”
 
O Plano Plurianual é o instrumento de planejamento governamental de médio prazo, previsto na Constituição Federal. Estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração pública para um período de quatro anos, organizando as ações em programas que resultem em bens e serviços.
 
Segundo Afonso, essa foi a importância da apresentação para a desembargadora Clarice Claudino e para os desembargadores Sebastião Barbosa de Farias e Guiomar Teodoro Borges, membros da Comissão Orçamentária, além do juiz auxiliar da Presidência, Tulio Duailibi Alves de Souza.
 
“Muito importante mostrar todo o panorama para a presidente e para os magistrados porque além de alinharmos com o Plano Estratégico Nacional e do Poder Judiciáriod e Mato Grosso até 2026, também fizemos essa contextualização com as diretrizes da gestão 2023/2024. Foi importante para a Comissão ter conhecimento das principais diretrizes colocadas pela atual gestão alinhado ao Planejamento Estratégico do Poder Judiciário estadual.”
 
#ParaTodosVerem: Esse post possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Descrição da imagem: Foto horizontal colorida da mesa de reuniões da sala da Presidência. Na ponta, no canto direito está a presidente, ao lado do desembargador Sebastião Barbosa de Farias e do juiz Tulio Duailibi. No lado oposto estão servidores da Coplan e o desembargador Guiomar Teodoro Borges. Ao centro da imagem aparece um telão com o slide escrito: Elaboração do PPA 2024-2027, com a marca da gestão presidida pela presidente.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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