TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Desembargadora recebe Prêmio Estadual no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher

Publicados

em

No Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher, celebrado nesta terça-feira (25), a desembargadora Maria Erotides Kneip, que preside a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, recebeu o Prêmio Estadual “Ruth Marques Corrêa da Costa”. A homenagem foi concedida pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc/MT), em reconhecimento ao esforço de mulheres que defendem direitos fundamentais como saúde, trabalho, dignidade e vida. A cerimônia ocorreu no Sebrae Sustentabilidade, em Cuiabá.

Emocionada, a desembargadora agradeceu a distinção. “Hoje, quem está sendo homenageada, em primeiro lugar, é a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça. Que honra receber esse prêmio em vida. É muito importante para mim, não porque eu me sinta suficientemente capaz de um reconhecimento assim. A história da professora Ruth é enorme diante da minha pequenez, mas recebo como um estímulo para continuar trabalhando para ser como ela”, declarou.

Kneip reforçou que a premiação é fruto de um esforço coletivo e destacou a implantação das 100 redes de enfrentamento à violência contra a mulher, cuja consolidação ocorrerá em dezembro, alcançando também a região de Rosário Oeste. “Trata-se de uma política que integra órgãos públicos, instituições e profissionais para garantir acolhimento, proteção e respostas rápidas diante de situações de violência doméstica, familiar e de gênero”, declarou.

A professora, advogada e ex-assessora técnica do Cemulher, Ana Emília Iponema Brasil Sotero (in memoriam), também foi homenageada.

A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Cenira Benedita Evangelista, ressaltou o simbolismo da premiação. “O Prêmio Ruth Marques é uma referência no Estado quando falamos de mulheres que fizeram e fazem a diferença no combate à violência e no empoderamento feminino. A Ruth foi professora, fundadora de um Sindicato, militante. O colegiado escolhe mulheres que trazem o mesmo legado. Este ano, premiamos em vida a desembargadora Maria Erotides e, em memória, a professora Ana Emília, que sempre lutou pela garantia de direitos das mulheres”, afirmou.

Leia Também:  Juízes e juízas de Mato Grosso se reúnem no "Encontro Anual de Integração da Magistratura"

Ela comentou ainda os desafios enfrentados no cenário atual, que envolve 51 vítimas de feminicídios (dados do Observatório Caliandra) em todo o Estado de Mato Grosso no ano de 2025. “Infelizmente, já ultrapassamos o número do ano passado, mas temos a consciência de que todos os órgãos têm atuado, o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Segurança Pública. Acredito que, fortalecendo a rede de enfrentamento, venceremos essa batalha”, ponderou.

A defensora pública Rosana Leite prestou homenagem à professora Ana Emília e reforçou: “Todas nós temos histórias com a Ana. Ela merece esta homenagem, porque fez muito por nós. A história das mulheres, nós, mulheres, muitas vezes é esquecida, deixada de lado. Basta olhar os livros de história de nossos filhos e filhas para perceber quantas mulheres estão presentes”.

O evento contou com a presença da vice-prefeita de Cuiabá e coronel da Polícia Militar, Vânia Rosa, e da ex-prefeita e escritora Jacy Proença.

Atual vice-prefeita, Rosa destacou o simbolismo da premiação. “A senhora (desembargadora) é uma mulher inspiradora. Este prêmio carrega o nome de uma pioneira na luta por espaço político e profissional. Hoje também homenageamos aquelas que não são conhecidas, mas que lutaram e ficaram nos porões da nossa história. Estamos aqui para falar por elas”, afirmou.

Durante o evento, a gerente do Sebrae-MT, Denise Pimpim, apresentou dados de pesquisa recente sobre o empreendedorismo feminino, ponto que a desembargadora Maria Erotides cita como essencial para romper ciclos de violência.

“O Sebrae realiza ações para fortalecer mulheres que desejam empreender ou ingressar no mercado de trabalho. A pesquisa mostra que Mato Grosso tem 188 mil mulheres donas dos seus negócios. Dessas, 77% são mães e 64% sustentam sozinhas seus lares. Nosso trabalho busca prepará-las para competir, oferecendo consultorias, palestras e apoio em três eixos: eu, meu negócio e nossa comunidade”.

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

Denise Pimpim ressaltou ainda que incentivar o empreendedorismo feminino contribui diretamente para quebrar a dependência financeira que mantém muitas mulheres presas ao ciclo de violência. “Criamos, inclusive, um fundo de aval para mulheres que buscam crédito e não têm garantia”, completou.

Amiga de longa data de Ana Emília, a coordenadora da Casa de Amparo de Cuiabá, Fabiana Soares, recebeu a homenagem. Ela discorreu sobre o engajamento da ativista, o reconhecimento dos amigos a seu bom humor e pragmatismo. “Emocionada e honrada em receber essa homenagem. É uma honra representar uma amiga que tanto significa e significou em minha vida e carreira”.

Reconhecimento

Anualmente, o Prêmio Ruth Marques homenageia duas mulheres – uma em vida e outra in memoriam – que se destacaram profissional ou pessoalmente na defesa dos direitos das mulheres.

Ruth Marques Corrêa da Costa, que dá nome à premiação, foi diretora da Escola Bernardina Rich por 19 anos e atuou como supervisora em escolas da Capital. Também ajudou a fundar a Associação de Professores Primários de Mato Grosso, hoje Sintep.

Representatividade

Participaram da solenidade representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Defensoria Pública do Estado, da Associação das Mulheres de Negócios e Profissionais (BPW), do Instituto dos Advogados Mato-grossenses (IAMAT), Polícia Judiciária Civil, Governo do Estado (Casa Civil e Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso) e Prefeitura de Cuiabá.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

Publicados

em

O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

Leia Também:  Posse de novos juízes evidencia o papel das famílias na conquista da magistratura

A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

Leia Também:  Setembro Amarelo: Tribunal de Justiça reúne especialistas para falar sobre prevenção ao suicídio

A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA