TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedoria realiza mutirão para desafogar cálculos de custas em Rondonópolis

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Com o intuito de dar celeridade aos cálculos de custas judiciais a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), está realizando desde o 1º de novembro um Mutirão da Contadoria Judicial em Rondonópolis.
 
Uma força tarefa da Contadoria do Fórum de Cuiabá atua de maneira virtual na realização de cálculos de custas judiciais de média e alta complexidade que tramitam na 1ª, 2ª, 3ª, 4ª Varas Cível e 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública. Eles atuarão nas unidades até zerar o estoque de processos que aguardam esses cálculos.
 
Segundo a diretora Daje, Karine Marcia Lozich Dias, até o momento 62 cálculos já foram produzidos e a meta é realizar todos os 118 cálculos judicias de processos pendentes, que vão desde readequação contratual bancária à indenizações em geral.
 
“Esse mutirão já foi realizado com sucesso, em Cáceres, em 2023 e agora estamos levando essa ação para Rondonópolis. O objetivo é impulsionar os processos pendentes de elaboração dos cálculos nas Contadorias, em menor tempo, garantindo a conformidade legal, promovendo segurança técnico-jurídica, na área contábil”, diz.
 
A diretora do Daje complementa que os contadores credenciados realizam o trabalho na Contadoria do Fórum de Cuiabá, e quando necessário são enviados às comarcas do interior para trabalharem in loco nas unidades judiciárias da Primeira Instância do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
“Independente do local que eles estão locados a prestação de serviço desses profissionais da área de contabilidade é um avanço e um grande ganho para o Primeiro Grau de jurisdição. Cabe ao Daje fiscalizar, acompanhar, direcionar e supervisionar o cumprimento das metas estabelecidas para os contadores”, detalha Karine. Ela conta ainda que o Daje está em fase final de credenciamento de 44 novos contadores para atender todas as comarcas do Estado.
 
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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