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Corregedoria em Ação conversa com servidores e oficiais de justiça de Alta Floresta

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O Corregedoria em Ação conversou com servidores e oficiais de Justiça da Comarca de Alta Floresta. “Esta é uma oportunidade ímpar para nós, pois é a chance de ouvirmos quem realiza os trabalhos aqui na comarca. Só vocês podem dizer o que vivenciam no dia a dia de seus trabalhos e suas necessidades. E queremos melhorar as condições para entregarmos Justiça à Sociedade”, revelou o corregedor-geral José Zuquim Nogueira.
 
“Ficamos surpresos com esse carisma e esse zelo que o senhor tem conosco. Claro que cada comarca tem seus problemas e aqui no Nortão nos sentimos sozinhos às vezes, por isso é tão importante à presença de sua equipe aqui. Sentimos apoio. O senhor está em uma comarca que não responde a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) se quer. Queremos aproveitar esta oportunidade da melhor maneira”, disse a juíza diretora do foro, Milena Ramos de Lima e Souza Paro.
 
“Doutora Milena essa ausência de Pads mostra a sua liderança, que não apenas mostra o caminho, mas lidera na caminhada. Estou muito satisfeito com a comarca. Na OAB e do promotor e defensor, só ouvi elogios aos senhores. Entre os Poderes impera harmonia, como a sociedade espera de nós. Vocês são muito importantes para nós e para o Sistema Judiciário. Apontem-nos sugestões, façam críticas, mas aproveitem nossa visita aqui. Obrigado por atenderem nosso chamamento e por nos dar a oportunidade de diálogo”, disse o corregedor.
 
O juiz auxiliar da CGJ, Emerson Pereira Cajango, falou sobre a história da pomba Cher Ami (querido amigo). “Em plena Primeira Guerra Mundial a Grã-Bretanha doou ao exército americano pombos-correios treinados. Os dois primeiros foram abatidos, mas Cher Ami, mesmo alvejado e tendo perdido uma das pernas continuou voando até chegar a seu destino e encontrar o pelotão de quase 200 homens, que de posse das informações pode se proteger e evitar a morte. Ou seja, missão dada é missão comprida. Não desanimem. Queremos saber como melhorar o voo de vocês para que consigam cumprir suas missões”, revelou o magistrado.
 
Os juízes auxiliares da Vice-Presidência, Aristeu Dias Batista Vilella e Edson Dias Reis, também se oportunizaram da palavra e falaram em nome da vice-presidente, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. “Nesse período todo como servidor e magistrado, desde 1992, esta é a primeira oportunidade de ver o corregedor ir até às comarcas e conversar com todos. Ele quer ouvir vocês, quer saber de suas angustias e anseios. Espero que aproveitem ao máximo”, considerou o juiz Edson.
 
“Estamos em um momento de transição. A Pandemia está terminando e por isso nosso corregedor resolver retomar o contato físico. O momento nos permite… ainda com cuidados, mas estamos aqui para aquela conversa olho no olho. Estamos aqui para sabermos se estamos fazendo bem e claro, também ouvi-los. Vocês são a nossa produção e para melhora-la, precisamos ouvi-los. Aproveitem a Alta Administração presente no fórum“, considerou o coordenador da CGJ, Flávio de Paiva Pinto, que também anunciou a atualização dos manuais da Central de Administração e Distribuição, além da criação do manual dos Agentes da Infância e Juventude.
 
Em seguida os servidores começaram a se manifestar. As principais perguntas envolveram sistemas, internet e trabalho remoto. Item a item os gestores foram respondendo os questionamentos. “Estou surpreso com a disponibilidade e informalidade com que o corregedor trata os servidores, pois não nos lembramos de ter visto ação desta natureza anteriormente“, disse o gestor-geral Rivelino Vicenti, que atua no Judiciário local há 22 anos. A servidora há 35 anos Zenilda Alarcon Leite também se disse surpresa e esperançosa com a visita. “Ele é uma excelente pessoa nos deu oportunidade de falarmos, não colocou bloqueios e tiramos duvidas. Foi uma enorme oportunidade“.
 
A servidora Soldi Lammel Massoni se disse feliz pela chance de se expressar e emocionada pediu autorização para cantar o hino de louvor: Um vaso novo. “Eu quero ser, Senhor amado como um vaso nas mãos do oleiro. Quebre a minha vida e faça de novo. Eu quero ser, quero ser, um vaso novo”. A música fala de um novo recomeço. “Agradeço a oportunidade que tivemos aqui em nossa comarca. É assim que nos sentimos“
 
No período da tarde a equipe ainda conversou com representantes do Sindicato dos oficias de Justiça/avaliadores do Estado de Mato Grosso (Sindojus). Foi uma conversa rápida, mas eficiente. Os servidores fizeram observações e receberam feedback. “Aproveitamos a oportunidade criada pelo corregedor. Ele tem se empenhado em atender nossas solicitações e encaminhamos mais uma pauta com indicações“, disse o primeiro secretário do Sindojus, Paulo Souza.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Foto 1: colorida. No primeiro plano duas servidoras de costas com camisetas com a logo do Poder Judiciário de Mato Grosso. Ao centro do tribunal pleno o corregedor em pé conversa com os servidores que estão voltados de frente para a câmera. 
Foto 2: colorida. Corregedor emocionado abraça e agradece a servidora que cantou o hino e emocionou os presentes
Foto 3: colorida. Corregedor ladeado pelo juiz auxiliar e o coordenador da CGJ conversam com oficiais de justiça da Comarca de Alta Floresta. Eles estão no tribunal pleno, frente a frente.

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Ranniery Queiroz
Assessor de imprensa CGJ
 
 

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Caminhada abre a programação de eventos em prol da Adoção

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Para dar visibilidade à causa da adoção na sociedade cuiabana aconteceu no último domingo (22/05), a Caminhada da Adoção, no Parque das Águas, em Cuiabá. O evento, que é uma realização da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) e contou com o apoio do Poder Judiciário, reuniu cerca de 70 pessoas entre famílias adotivas, pretendentes, apoiadores e instituições que fazem de tudo para que o processo seja mais rápido e menos doloroso para ambos os lados.
 
O dia foi de muita diversão e interação principalmente entre as crianças que brincaram e participaram de dinâmicas. Com faixas, balões, camisetas e com muita alegria, as pessoas compartilham suas experiências e vitórias durante o processo de adoção, e também os desafios com quem estava no parque.
 
“Essa caminhada marca abertura da semana nacional da adoção, onde todos os grupos de apoio do Brasil estão realizando esse movimento. E o Poder Judiciário não poderia ficar de fora. E mais uma vez a caminhada, foi um sucesso, muita interação entre as famílias e as pessoas que gostam do tema adoção. E o evento é justamente para isso, chamar a atenção da sociedade sobre adoção, um tema tão importante para nós”, disse a secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Elaine Zorgetti Pereira.
 
A presidente da Ampara, Deise Guilem, destacou que a realização da caminhada em um espaço público é justamente para mostrar que as famílias adotivas existem, são legítimas, tem os mesmos direitos e devem ser respeitadas da mesma forma. “Um momento para desmistificar mitos, acabar com o preconceito, mostrar a diversidade familiar e fortalecer a vinculação afetiva por meio da adoção. Mostrar para pessoas que é possível amar mesmo quando não há laços sanguíneos. Quem sabe despertar nas pessoas, que tem o desejo de adotar, a procurarem a Ampara, para entender um pouco mais sobre o assunto. Além disso, também destacamos as adoções necessárias de crianças maiores e grupo de irmãos, um perfil que não é comum”, disse.
 
Para a diretora da Comissão Adoção Infância e Juventude do Instituto Brasileiro de Direito de Família (Ibdfam), Lindacir Rocha, ações como essa, que rompem com os mitos e preconceitos são necessárias. “Infelizmente ainda existem na sociedade. E com a caminhada trazemos além das pessoas envolvidas nesse ato de amor, que é a adoção, outra forma de constituir família. Não à toa estamos com faixas com frases como: adolescentes também amam. Sabemos que o perfil normalmente desejado ainda é de crianças até seis, sete anos, mas a realidade brasileira é de muitos adolescentes, e eles querem ter a oportunidade de chamar alguém de mãe e de pai. Nós também estamos entregando mudas de plantas para os participantes. Isso vai de encontro ao tema: família exige cuidados, assim como uma planta. Para quando ela crescer dar frutos, assim como nossos filhos e nossas crianças que aguardam uma família”, afirmou.
 
A juíza da 9ª Vara Criminal, Renata Evaristo Parreira, é mãe adotiva de dois meninos e aproveitou o domingo para vir com toda a família à caminhada. “Não poderíamos deixar de participar de ações que estimulam mais pessoas a aderirem à adoção. Adotar é uma experiência rica, cheia de amor, que tem as suas dificuldades, mas posso dizer com toda certeza é maravilhoso ser mãe de filhos do coração”.
 
Um das crianças que teve sua vida mudada pela adoção é Barbara Alves Pedroso Sadde, de 20 anos. “Tive o convívio com a minha família genitora e adotiva ao longo dos anos, até que aos 13 anos fiquei em definitivo com minha família adotiva, e isso mudou o rumo da minha vida, do meu futuro. Não sei onde estaria hoje. E assim como eu já fui, muitas crianças e adolescentes estão em busca de amor, carinho, de uma família. Ações como essas querem justamente instigar a população”, explicou Bárbara.
 
Já a funcionária pública, Viviane Mesquita, parou o passeio com a família para interagir com a caminhada. “Esse ato de fazer a caminhada, alertar as pessoas é imprescindível, têm muita gente que quer adotar, mas fica com receio da criança não adaptar, eu como mãe de uma criança com necessidades especiais falo que quando há amor se supera tudo. E adotar é um ato de generosidade e extremo amor. Eu convivo com muitos pais que adotaram crianças especiais, no decorrer da caminha perguntaram se gostaria de devolver elas e eles disseram que não, esse é o meu filho e vou até o fim. Eles se doam por completo, é uma coisa linda de se ver”, contou.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.  
Foto 1: colorida. Crianças, adolescentes e adultos caminham no Parque com faixa, balões e camisetas incentivando a adoção. Foto 2: colorida. Elaine da Ceja e voluntário seguram faixa com os dizeres: adolescentes também amam.
 
Larissa Klein  
Assessoria de imprensa CGJ
 

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