TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Comitiva do Tribunal de Justiça do Piauí é recebida pela presidente do Judiciário mato-grossense

A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, acompanhada dos juízes auxiliares da Presidência e da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), recepcionou a comitiva do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), composta pelo desembargador-corregedor Olímpio José Passos Galvão, pelos juízes auxiliares da Corregedoria daquele tribunal, Carlos Augusto Arantes Júnior e Thiago Brandão de Almeida e seis servidores. O encontro ocorreu na Presidência do TJMT, na manhã desta segunda-feira (15 de janeiro).
 
“É muito positivo e muito prazeroso receber essa comitiva do Estado do Piauí, um Tribunal de Justiça de pequeno porte, mas que está em plena expansão, que tem se destacado pela vontade de melhorar, de crescer, de apresentar um trabalho diferenciado. Nos alegra poder recebê-los. Espero que sejam muito bem acolhidos por todos, que se sintam pertencentes a nossa esfera da justiça estadual e façam dessa viagem um momento de crescimento para todos nós”, disse a presidente, Clarice Claudino.
 
Ela destacou ainda o papel da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) no processo de compartilhamento de informações com outras instituições do sistema de justiça brasileiro. “A Corregedoria vem sendo uma porta de entrada para a troca de ideias, a percepção daquilo que eles trazem e também daquilo que eles podem levar daqui como inspiração, como práticas que estão sendo adotadas com bons resultados”.
 
De acordo com o desembargador Olímpio José Passos Galvão, o objetivo da visita técnica ao Judiciário mato-grossense é, principalmente, conhecer o Sistema GIF, ferramenta adotada pela Corregedoria-Geral do TJMT para realização de correições. “Realmente é uma referência na justiça nacional. Essa ferramenta vai melhorar a nossa experiência, melhorar o trabalho dos nossos juízes nas correições e na prestação jurisdicional”, disse o corregedor-geral.
 
Além disso, a comitiva piauiense também trouxe para o conhecimento do Judiciário mato-grossense o Robô de Informações da Corregedoria-RIC, tecnologia desenvolvida pela CGJ-TJPI. “Estamos trazendo uma ferramenta nossa, se o tribunal se interessar, que é um robô que trabalha com quatro ferramentas e melhora muito a produtividade”.
 
A visita técnica vai até quarta-feira (17/01) e contará com uma extensa programação de apresentações do Plano de Gestão CGJ – biênio 2023/2024, dos Departamentos do Foro Extrajudicial (DFE), de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), do Departamento Judiciário Administrativo (DJA). Além disso, os magistrados e servidores do Piauí conhecerão o Sistema de Correições, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA) e a Central de Processamento Eletrônico (CPE). Haverá ainda visitas aos cartórios modelo do Estado, que são o 2º e o 4º Ofícios de Cuiabá e o 2º Oficio de Várzea Grande.
 
Participaram da reunião de boas-vindas à comitiva do TJPI os juízes auxiliares da Presidência do TJMT, Túlio Duailibi Alves Souza, Viviane Brito Rebello e Jones Gattass, além dos juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça do TJMT, Emerson Luis Pereira Cajango, Eduardo Calmon de Almeida Cézar, Christiane Costa Marques Neves e Lídio Modesto da Silva Filho.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Membros dos Tribunais de Justiça de Mato Grosso e do Piauí posam para a foto, sorrindo. Estão todos de pé, na sala de reuniões da Presidência do TJMT. Os desembargadores Clarice Claudino e Olímpio José Passos estão ao centro, ladeados de magistrados e servidores. Segunda imagem: Membros dos Tribunais de Justiça de Mato Grosso e do Piauí sentados à mesa da sala de reuniões do TJMT. A presidente do TJMT, Clarice Claudino está na cabeceira, ladeada do corregedor-geral da Justiça do Piauí, desembargador Olímpio José Passos Galvão, e do juiz auxiliar da Presidência, Tulio Duailibi Alves Souza.
 
Celly Silva/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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