TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Comarcas de Colniza e Aripuanã realizam mutirões e reduzem números de processos em diversas áreas

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As Comarcas de Colniza e Aripuanã (845 e 971 km de Cuiabá) realizaram em três meses, nove mutirões, que resultaram num alto índice de acordos e sentenças. Sob a condução do juiz Guilherme Leite Roriz, os esforços concentrados agilizaram a resolução de processos, principalmente nas áreas de Alimentos, Previdenciário, Violência Doméstica e até mesmo Júri.

De acordo com o magistrado, titular em Colniza e juiz em substituição em Aripuanã, a estratégia de realizar mutirões é extremamente eficaz para otimizar o trabalho da Justiça e, consequentemente, dar uma resposta mais célere à sociedade. “Ao focar recursos humanos e logísticos em um tema específico por um período de tempo concentrado, conseguimos reduzir o acervo processual, acelerar julgamentos e melhorar a percepção da sociedade quanto a uma Justiça mais ágil e acessível, que transmite uma sensação de eficiência e credibilidade, o que é fundamental para fortalecer a confiança da comunidade no Sistema Judiciário.”, explicou.

Mutirões de Alimentos

Em Colniza, os Mutirões de Alimentos demonstram a eficácia da conciliação. Nos eventos realizados em maio e junho deste ano, foram realizadas 37 audiências, das quais 26 resultaram em acordos. Isso representa uma taxa de sucesso de aproximadamente 70%.

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Mutirões Previdenciários

Ações previdenciárias também foram priorizadas. Em dois mutirões, realizados em julho (dias 07 e 14), 20 audiências foram marcadas e todas foram sentenciadas no mesmo dia. “Essa agilidade é importante para que os cidadãos obtenham a resposta do Judiciário de forma rápida, especialmente em casos que envolvem benefícios de subsistência”, explicou o magistrado.

Violência Doméstica e Tribunal do Júri

A Comarca de Aripuanã também se mobilizou. Em um mutirão realizado em 11 de julho, nove audiências de violência doméstica foram realizadas e todas foram sentenciadas. A iniciativa demonstrou o compromisso perene do Poder Judiciário de Mato Grosso com a proteção das pessoas em situação de violência doméstica e familiar.

Além disso, a realização de quatro sessões do Tribunal do Júri em dias consecutivos, de 04 a 07 de agosto, em Aripuanã, focou em processos de réus presos, contribuindo para a celeridade da Justiça em crimes graves contra a vida.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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