TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Cojud: Encontro nacional destaca papel das ouvidorias na integridade do Judiciário
A importância da atuação das ouvidorias judiciais para o aprimoramento e fortalecimento do Poder Judiciário foi destacada no 14º Encontro do Colégio Nacional dos Ouvidores Judiciais (Cojud), realizado em Mato Grosso. O tema foi debatido na palestra “A Política de Integridade no Poder Judiciário e o Papel Estratégico das Ouvidorias na Apuração de Não Conformidades e na Prevenção de Risco à Governança”, ministrada pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Jones Gattass Dias.
O evento chegou, na quinta-feira (19), ao terceiro dia de programação, reunindo ouvidores judiciais dos Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais e Tribunais Militares. Coordenador do Programa de Integridade e Compliance do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), o desembargador Jones Gattass apresentou a iniciativa e destacou a relação com o trabalho desenvolvido pela ouvidoria.
“A ouvidoria exerce um papel estratégico na construção da chamada arquitetura do sistema de justiça. Desse modo, não há como falar do Programa de Integridade sem colocar a ouvidoria como um de seus pilares de sustentação. Por isso, esses encontros são sempre muito valiosos para dar visibilidade ao que vem sendo feito, ampliar a aprendizagem e também para que haja uma uniformidade na condução dos trabalhos”, destacou o desembargador.
De acordo com o ouvidor-geral do Poder Judiciário e vice-presidente do Cojud, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, o balanço do evento é altamente positivo, visto que conseguiu reunir ouvidores judiciais dos tribunais estaduais, federais e militares. Para ele, a troca de experiências permite uma evolução constante e a apresentação de melhorias permanentes dos trabalhos das ouvidorias de todo o Brasil.
“Esse evento foi muito importante, pois tivemos palestras e experiências trocadas de altíssimo nível. Debatemos uma série de temas como a inteligência artificial e as ouvidorias, integridade e compliance no Poder Judiciário, integração de dados e informações. E ainda tivemos a fala do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que é o ouvidor do STJ e que participou pela primeira vez de uma reunião do Cojud”, contou o desembargador Rodrigo Roberto Curvo.
Palestras
O encontro contou ainda com a palestra “Resolução CNJ 660/2025: estágio atual e próximos passos” e SisOuv, apresentada por Ronaldo Pedron, responsável gabinete da Ouvidoria do Conselho Nacional de Justiça. Pedron afirmou que para consolidar o papel social das ouvidorias é preciso potencializar a criação e uso de ferramentas que ofereçam transparência e ajudem no trabalho das equipes e no acompanhamento da gestão estratégica dos tribunais.
“Tratei essencialmente da Resolução 660, que lança e organiza o que chamamos de Sistema Nacional de Ouvidoria. É uma ferramenta tecnológica que vai organizar e sistematizar a parte de recebimentos. Essa medida confere agilidade, segurança jurídica, transparência, para o gestor, para o ouvidor, para as equipes e também ao cidadão. Com isso, toda sociedade consegue acompanhar as estatísticas e todo o trabalho que tem sido desenvolvido”
Representando a juíza-ouvidora do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávia Martins de Carvalho, a assessora-chefe da Ouvidoria do STF, Patrícia Pereira Moura Martins, encerrou o dia de palestras. Em sua apresentação, a palestrante apresentou projetos que estão sendo desenvolvidos pelo Supremo como o STF Escuta. “A gente busca essa escuta ativa e humanizada para que possamos acolher as demandas que nos competem da melhor forma”, disse.
Também participaram do terceiro dia de evento o presidente do Cojud e ouvidor-geral do Poder Judiciário do Amazonas (PJAM), desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, o presidente de honra e ouvidor-geral do TJ do Rio Grande do Sul, desembargador Altair de Lemos Júnior, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ouvidor nacional, Marcello Terto, o conselheiro do CNJ, Ulisses Rabaneda, o juiz auxiliar da Ouvidoria do TJMT, Bruno D’Oliveira Marques, juízes e juízas do Poder Judiciário de Mato Grosso.
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Mato Grosso sedia Encontro Nacional de Ouvidores Judiciais do Poder Judiciário
Autor: Bruno Vicente
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJMT disponibiliza coletânea de julgados na 31ª edição do Ementário Eletrônico
Já está disponível para consulta a 31ª edição do Ementário Eletrônico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), publicação que reúne julgados de destaque proferidos pelos órgãos colegiados e facilita o acesso às mais recentes interpretações jurídicas adotadas pelo Judiciário mato-grossense.
A ferramenta apresenta decisões organizadas por áreas do Direito e assuntos específicos, permitindo que magistrados, servidores, operadores do Direito e demais interessados localizem com mais agilidade entendimentos consolidados e teses jurídicas discutidas no âmbito do Tribunal.
Os julgados que compõem o ementário são selecionados pelos desembargadores e desembargadoras integrantes dos colegiados e passam por análise técnica do Núcleo de Jurisprudência, responsável pela curadoria do conteúdo.
Criado por meio da Portaria Conjunta TJMT nº 5/2023, o Ementário Eletrônico tem como objetivo ampliar a divulgação da jurisprudência da Corte, tornando a pesquisa mais acessível e contribuindo para a uniformização dos entendimentos judiciais e para o aprimoramento da prestação jurisdicional.
A publicação é uma importante fonte de consulta para magistrados, servidores, advogados, membros do Ministério Público, defensores públicos, estudantes e cidadãos que desejam acompanhar os precedentes e decisões mais relevantes do Tribunal.
A 31ª edição pode ser acessada pelo link:
https://jurisprudencia.tjmt.jus.br/portal-ementario?edicao=31&ano=2026
A iniciativa integra as ações de modernização e transparência desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, fortalecendo a disseminação do conhecimento jurídico e promovendo maior segurança jurídica por meio da ampla divulgação dos julgados da instituição.
Principais assuntos desta edição:
━━━ DIREITO PRIVADO ━━━
Corte de Energia: Corte em sexta-feira sem aviso prévio gera responsabilidade da concessionária.
Bens a Partilhar: Ex-cônjuge em comunhão parcial pode exigir documentos societários para apurar bens.
Fraude em Anúncios: Plataforma digital de anúncios responde por fraude reiterada praticada por anunciantes.
Taxa de Fruição: Cobrança em lote não edificado é indevida quando não há proveito econômico.
Vídeo de Acidente: Imagem sem identificar a pessoa envolvida é protegida pela liberdade de informação.
Método Jasper: Plano de saúde deve cobrir tratamento de TEA mesmo fora da rede credenciada.
Esgoto Transbordando: Transbordamento reiterado de esgoto configura dano moral indenizável.
Bloqueio de Perfil: Bloquear perfil em rede social pode ser medida executiva atípica.
Exame Genético: Plano de saúde deve cobrir exame genético para investigação de doença grave.
━━━ DIREITO CRIMINAL ━━━
Passageiro de Carro Roubado: Mera condição de ocupante não autoriza condenação por receptação.
Mulher em Situação de Rua: Vítima de estupro hipervulnerável tem proteção da Convenção de Belém do Pará.
Curso Presencial: Apenado em regime fechado pode ser autorizado a estudar em universidade pública.
Violência Contra a Mulher: Perícia psicológica é desnecessária para comprovar o dano emocional sofrido.
Tornozeleira Descarregada: Deixar a bateria zerar por tempo prolongado configura falta disciplinar grave.
Embriaguez sem Capacete: Dirigir alcoolizado e sem proteção justifica o aumento da pena.
Estupro de Vulnerável: Crime não pode ser desclassificado para importunação sexual (Tema 1.121/STJ).
Apologia ao Crime: Referência a facções justifica manter a internação socioeducativa do adolescente.
Filhos Desamparados: Morte da vítima com prole menor desamparada aumenta a pena-base do crime.
Balcão Virtual: Apresentação remota é válida para fiscalizar cláusulas de ANPP.
━━━ DIREITO PÚBLICO ━━━
Arma na Escola: Disparo dentro da escola gera responsabilidade objetiva dos genitores do atirador.
Auxílio-Hospedagem: Insalubridade da residência garante o benefício a menor em tratamento oncológico.
Avaliação Médica de PCD: Inaptidão em estágio probatório exige observância do contraditório.
Clínica Terapêutica: Irregularidades sanitárias e estruturais graves caracterizam dano moral coletivo.
Tipagem Sanguínea: É constitucional lei que obriga o exame ABO e fator Rh em recém-nascidos.
Rol de Autoridades: Câmara não pode ampliar por emenda quem pode convocar para prestar esclarecimentos.
Piso da Enfermagem: Não gera acréscimo a inativo com paridade que já recebe acima do mínimo.
Imunidade de IPTU: Terreno sem construção de entidade religiosa mantém a imunidade tributária.
Base do ICMS: PIS e Cofins integram o cálculo do imposto (Tema 1.223/STJ).
Escritura Registrada: É ilegal negar acesso a documentos já registrados (art. 57 CGJ/MT).
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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