TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Centro Judiciário Ambiental terá 546 audiências na 5ª edição do Mutirão Interligue Já

Com a realização de 546 audiências concentradas em uma única semana, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania em Matéria Ambiental (Cejusc Ambiental) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) promoverá, de 9 a 13 de março de 2026, a 5ª edição do Mutirão de Conciliação do Projeto Interligue Já.

As sessões serão presenciais, no período vespertino, no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá. A abertura oficial está marcada para o dia 9 de março, às 13h, com a participação das instituições signatárias do Termo de Cooperação Técnica nº 12/2024- Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), que organiza a atuação conjunta do projeto.

Nesta edição, o mutirão contemplará moradores dos bairros Boa Esperança, Quilombo e Santa Rosa, em Cuiabá, cujos imóveis ainda não estão interligados à rede pública de esgotamento sanitário, mesmo com a disponibilidade do serviço.

Ação conjunta

O Projeto Interligue Já é uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, desenvolvida em cooperação com o Ministério Público, o Município de Cuiabá, a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Cuiabá Regula) e a concessionária Águas Cuiabá. A proposta é estimular a regularização ambiental urbana por meio da interligação dos imóveis à rede coletora de esgoto, promovendo saúde pública, proteção ambiental e melhoria das condições sanitárias, tendo a conciliação como instrumento central de solução consensual.

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Desde sua criação, o projeto apresenta resultados expressivos, com elevado índice de acordos firmados e regularizações efetivadas, ampliando a cobertura de esgotamento sanitário e fortalecendo a política pública de saneamento básico no município. As edições anteriores já possibilitaram a regularização de centenas de imóveis, além de intensificar a conscientização da população sobre a obrigatoriedade legal da interligação à rede disponível.

Conforme a Lei nº 14.026/2020, o usuário deve realizar a conexão do seu esgoto à rede pública para o devido tratamento, sendo a interligação responsabilidade da população.

Verde Novo

Durante o mutirão, o Cejusc Ambiental também desenvolverá ações do Programa Verde Novo, com a distribuição de mudas de espécies nativas às partes participantes das audiências, integrando a regularização sanitária à promoção da sustentabilidade e à educação ambiental.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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