TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Centro de Solução de Conflitos de Jaciara regulariza guarda por videoconferência


O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Jaciara (a 144 km ao sul de Cuiabá) promoveu audiência por videoconferência para proceder à alteração de guarda das três filhas de um ex-casal, sendo que a mãe das menores reside atualmente no Paraguai.
 
A audiência ocorreu em 24 de março deste ano e foi conduzida pela conciliadora do Cejusc, Elizandra da Cruz. O pai das meninas, morador de Jaciara, ficou com a guarda das três menores. Ele se emocionou com a formalização da guarda e agradeceu ao Judiciário pela excelência no atendimento. A mãe das crianças, se manifestou sobre as facilidades da videoconferência. “Gostei muito dessa audiência, porque dá para fazer só no celular, não preciso sair de casa, pagar passagem para ir a outro país, fiz aqui de casa mesmo no Paraguai”, contou.
 
A juíza coordenadora do Cejusc de Jaciara, Laura Dorilêo Cândido, comentou a satisfação alcançada com os avanços tecnológicos implementados pelo Judiciário. “Fico feliz em saber que estamos contribuindo para a pacificação social, em especial aos procedimentos que envolvam crianças e adolescentes. Podemos ver que o Judiciário Mato-grossense está em constante evolução, principalmente com o intuito de criar ferramentas de qualidade que agilizam o atendimento aos jurisdicionados, garantindo, dessa forma, a entrega satisfatória da tutela jurisdicional”, aponta.
 
“A conciliação pode ser feita antes ou depois de ingressar com uma ação na Justiça. Procure o Cejusc mais próximo ou acesse o site do Nupemec e informe o interesse em marcar uma audiência de conciliação. É simples, prático, rápido, on-line e sem burocracia”, destaca a magistrada.
 
A gestora do Cejusc de Jaciara, Dionaire Vitor, lembra que está lotada na unidade desde a inauguração, em agosto de 2014. Diz que nunca imaginou fazer audiência por videoconferência, já que da época da máquina de datilografia. “Fico feliz em ajudar a todos que procuram o Cejusc, ainda mais agora na era digital”, comentou.
 
A gestora destaca que além de regularizar a guarda dos filhos, por meio da audiência de conciliação podem ser resolvidos conflitos como: pensão alimentícia; divórcio; partilha de bens; acidentes de trânsito; dívidas em bancos; danos materiais e morais; questões que envolvam comércio, relação de consumo, vizinhança e outras que dizem respeito aos interesses disponíveis ou indisponíveis transacionáveis.
 
 
Descrição das imagens: Imagem 1 – Foto pousada retangular da juíza Laura Dorilêo Cândido. Ela sorri para a câmera, tem cabelos pretos longos, traja uma toga preta e torçal branco e usa um brinco dourado com pérolas. Ao fundo uma parede de cor neutra.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Leia Também:  Direito é dinâmico e exige capacitação constante, afirma desembargador em Encontro
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

Leia Também:  Clonagem de WhatsApp gera indenização após demora no bloqueio da conta

“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

Leia Também:  Judiciário e Prefeitura de Sorriso discutem separação da Rede para fortalecer atendimento às vítimas

“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA