TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Cartilha sobre Juízo 100% Digital traz detalhes sobre a utilização do sistema

Está disponível para consulta uma nova cartilha eletrônica, elaborada pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi/Corregedoria), que explica todos os pormenores do Juízo 100% Digital. O material foi elaborado para auxiliar na rotina dos magistrados e servidores do Judiciário mato-grossense. Clique neste link para acessar o documento.
 
Juízo 100% Digital é um sistema que permite que todos os atos processuais sejam praticados exclusivamente por meio eletrônico, permitindo ao cidadão ter acesso à Justiça sem o deslocamento físico até o Fórum. A ferramenta permite que todos os atos processuais sejam praticados exclusivamente por meio eletrônico e remoto (pela Internet), inclusive as audiências e sessões de julgamento, que ocorrem exclusivamente por videoconferência.
 
Trata-se de uma escolha facultativa da parte demandante no momento da distribuição da ação. A parte ré, por sua vez, pode se opor até a sua primeira manifestação no processo, sendo preservados os atos processuais já praticados.
 
Dentre os meios de comunicação previstos para uso no Juízo 100% Digital estão as videochamadas (preferencial), as mensagens eletrônicas e o contato telefônico. Caso seja necessário, os advogados podem requerer a chamada Sala Passiva, um espaço físico disponibilizado no Fórum que é apropriado para a realização de videoaudiências.
 
A comunicação também é feita por meio do e-mail da Secretaria da unidade judiciária, assim como pelos sistemas e-Carta, Processo Judicial Eletrônico (PJe) e pelo Diário da Justiça Eletrônico. Pelo Juízo 100% Digital, todos os atos processuais são de forma digital: intimação, notificação, audiências etc.
 
 
Dentre as principais vantagens do uso da nova sistemática estão a celeridade proporcionada em razão do uso da tecnologia, a eliminação dos atrasos decorrentes da prática de atos físicos ou que exijam a presença das partes nos fóruns, e a preservação da integridade física das partes diante do momento vivenciado em razão da pandemia da Covid-19.
 
Dentre as orientações contidas na cartilha eletrônica estão informações sobre como aderir ao Juízo 100% Digital (Central de Controle de Qualidade, Gabinete do Magistrado e Secretaria da Unidade Judiciária), quais processos podem tramitar dessa maneira, como realizar audiências remotas e como realizar comunicações exclusivamente eletrônicas, videochamadas, mensagem eletrônica, contato telefônico, retratar adesão ao Juízo 100% Digital, entre outros.
 
O documento apresenta ainda as unidades judiciária que já aderiram ao Juízo 100% Digital (páginas 50-52) e traz anexos como o checklist da Central de Controle de Qualidade (páginas 53-58), uma roteiro destinado aos oficiais de justiça, com checklist dos meios de comunicação, roteiro da comunicação e modelos de certidões (páginas 59-65).
 
Além de elaborar a cartilha, o Dapi também vem trabalhando com a capacitação dos magistrados e servidores, em especial os lotados nas Secretarias de varas, na Central de Qualidade dos Fóruns e oficiais de Justiça, para o uso do Juízo 100% Digital. Confira neste link a matéria mais recente sobre essa capacitação.
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 
Fonte: link

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Desembargador defende olhar estratégico para o sistema prisional em visita à penitenciária feminina

Mulher de camiseta preta abre caixa isotérmica azul com alimentos. Ao redor, homens de camisa social observam atentamente. Ambiente interno iluminado, com ar-condicionado ao fundo.“Não se pode fazer segurança pública esquecendo do sistema prisional.” A afirmação do desembargador Orlando Perri marcou a visita técnica realizada nesta quarta-feira (27) à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ao lado do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) vivenciou presencialmente a realidade enfrentada pelas mulheres privadas de liberdade e destacou a necessidade de tratar o sistema prisional como prioridade nas políticas públicas de segurança.

“Devemos lembrar sempre que as facções criminosas nasceram dentro dos presídios brasileiros, justamente em razão das más condições de vida nesses locais”, completou o magistrado.

A diligência teve caráter instrutório e integra os trabalhos da Mesa Técnica nº 1/2023, criada pelo Tribunal de Contas após discussões conduzidas pelo desembargador Orlando Perri e o TCE-MT para buscar soluções aos problemas relacionados à alimentação no sistema prisional mato-grossense. Recentemente, o escopo da mesa técnica foi ampliado para incluir também a análise dos kits de higiene fornecidos às pessoas privadas de liberdade.

Segundo Orlando Perri, a visita permitiu apresentar ao presidente do TCE a realidade cotidiana do sistema prisional de Mato Grosso, incluindo projetos de ressocialização e os desafios estruturais das unidades. “Foi muito importante essa visita feita pelo conselheiro Sérgio Ricardo para que ele conhecesse um pouco da realidade prisional do nosso sistema”, afirmou.

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Alimentação e fiscalização

Dois homens de camisa branca se debruçam sobre um prato com comida amarelada sobre bandeja metálica. Ao fundo, grupo de pessoas observa a cena em ambiente fechado.O ponto principal acompanhado pela comitiva foi a qualidade da alimentação servida na unidade. Orlando Perri voltou a defender, como opinião pessoal, que a produção das refeições dentro das unidades prisionais poderia garantir melhor qualidade aos alimentos. “Muitas vezes elas começam a ser produzidas às quatro ou cinco horas da manhã, chegam aqui às dez horas e são servidas ao meio-dia. Com isso, perde-se a qualidade da alimentação, que já não é grande coisa”, observou.

O magistrado reconheceu, no entanto, que há posicionamentos favoráveis à manutenção das cozinhas industriais externas por questões de segurança. “Há aqueles que defendem que, por questões de segurança, a alimentação deva ser produzida fora da unidade prisional”, ponderou.

O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo relembrou reclamações feitas anteriormente pelas detentas em relação à alimentação servida na unidade e destacou que a situação já vinha sendo discutida na mesa técnica formada entre o Tribunal de Contas e o Tribunal de Justiça. “Já fizemos naquela mesa técnica a revisão do valor da refeição, que era muito baixo. Subimos o valor da refeição, o que possibilita hoje um outro nível de alimentação”, explicou.

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Durante a visita, Sérgio Ricardo acompanhou a distribuição do jantar e provou os alimentos servidos às internas. “O arroz não está duro, a carne está boa”, avaliou, embora tenha feito ressalvas ao feijão oferecido na ocasião. “Tem muita gordura aqui no feijão”.

Três homens de camisa social conversam em galpão industrial. Ao fundo, funcionária de macacão verde opera equipamento. Grupo de pessoas aguarda ao lado.O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições para garantir melhorias no sistema prisional. “Eu sempre digo que estamos aqui para ressocializar esse pessoal que está privado de liberdade. E a gente só ressocializa com trabalho e dignidade. Uma das pautas é justamente a alimentação”, afirmou.

A diretora da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, Keily Adriana Marques também avaliou positivamente a integração entre os órgãos durante a visita técnica. “É muito positiva essa cooperação entre as instituições, porque fortalece o nosso objetivo comum e também o dever institucional de promover a garantia dos direitos das pessoas privadas de liberdade”, declarou.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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