TECNOLOGIA

Tecnologias assistivas são destaque na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Quem visita a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Brasília (DF) pode conhecer produtos apoiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que garantem acessibilidade e melhor qualidade de vida para pessoas com deficiência. O evento está aberto ao público até domingo (26), na Esplanada dos Ministérios.

O estande da startup Green Innovation, empresa com sede em Santa Catarina (SC), e que participou de editais de mobilidade da Finep, traz uma cadeira de rodas motorizada adaptada para terrenos difíceis, o que permite maior liberdade em áreas rurais ou na praia, por exemplo.

Elielton Barros é cadeirante, morador de Ceilândia, região administrativa do DF. Ele testou e aprovou a tecnologia. “Eu dei uma volta. Essa cadeira possibilita a gente ir para uma trilha, andar em qualquer tipo de terreno. Tem uma estabilidade boa, conforto, porque a gente sempre precisa de uma liberdade maior”, afirmou.

A diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), do MCTI, Sônia da Costa, explica que o ministério é responsável pelo apoio a tecnologias que permitam maior inclusão de pessoas com deficiência.

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“O MCTI apoia a tecnologia assistiva. Desde 2005 foram vários editais da Finep. O projeto da Green Innovation é induzido pelo fomento do ministério via Finep, e o desafio deles é desenvolver a cadeira de rodas para a área rural. Essa tecnologia vai evoluir no final do ano que vem para uma cadeira de rodas para proteção da chuva”, explica.

Já no espaço do Laboratório E.I.T.A, da Universidade Federal de Goiás, estão expostos cadeiras de rodas para crianças, próteses, órteses e materiais didáticos acessíveis feitos com uso da impressão em 3D. O laboratório é multidisciplinar e conta com profissionais da área de fisioterapia, engenheira e design.

O coordenador do E.I.T.A., Pedro Henrique Gonçalves, afirma que o apoio do ministério é fundamental para o desenvolvimento dos produtos. “O MCTI financia o projeto desde a parte de insumos até as bolsas dos alunos. Essa parceria começou a ser formada em agosto do ano passado e a gente começou a desenvolver os produtos em novembro. Já entregamos mais de 140 itens para a população”, conta.

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Também estão disponíveis para os visitantes do evento recursos de acessibilidade como intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), audiodescrição, abafadores de ruído, acompanhamento individual e sala de descanso e regulação sensorial. É possível fazer o agendamento para uma visita guiada acessível por meio do link https://semanact.mcti.gov.br/?p=997.

Com atividades em todo o País, a SNCT é o maior movimento de popularização da ciência do Brasil. O tema desta edição é: Planeta Água: a Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território.

O evento é promovido pelo MCTI, sob coordenação da Sedes, e conta com o patrocínio de Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Huawei do Brasil Telecomunicações Ltda; Caixa Econômica Federal; Positivo Tecnologia S.A.; Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT); Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB); Conselho Federal de Química (CFQ); Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); Comitê Gestor da Internet no Brasil / Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (CGI.br e NIC.br) e Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab).

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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