TECNOLOGIA
Na UFAM, ministra destaca investimentos do Pró-Amazônia
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, esteve na cidade de Manaus, nesta sexta-feira (4), para participar da posse da nova reitora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Tanara Lauschner. Durante a cerimônia, a ministra destacou os investimentos do Pró-Amazônia para o desenvolvimento tecnológico da região e a proteção do bioma.
“Estamos investindo nessa iniciativa R$ 650 milhões, para fortalecer a infraestrutura de pesquisa, fomentar pesquisa em rede e apoiar projetos de cooperação internacional e de inovação nas empresas”, disse Luciana.
A ministra também enfatizou a importância da presença feminina em espaços de poder e celebrou a trajetória de Tanara, doutora em informática e professora da UFAM há mais de 20 anos.
“Fico muito feliz em ver mais uma mulher à frente de uma universidade como a UFAM. Que a gente siga assentando esses terrenos, abrindo caminho para que outras venham conosco e depois de nós”, afirmou.
Pró-Amazônia
Iniciativa estratégica do MCTI, o Pró-Amazônia é uma iniciativa voltada a impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico sustentável na Amazônia. O programa busca valorizar o bioma amazônico por meio da integração entre conhecimento científico, inovação, economia, cultura e os saberes tradicionais dos povos da floresta.
Com investimento de R$ 650 milhões, o Pró-Amazônia tem como foco o fortalecimento da infraestrutura de pesquisa na região, o estímulo à formação de redes colaborativas de ciência e tecnologia, o apoio à inovação nas empresas locais e a ampliação da cooperação internacional.
Entre as principais ações em curso, destacam-se a revitalização do Parque Zoobotânico e da infraestrutura do Museu Paraense Emílio Goeldi, um dos mais importantes centros de pesquisa sobre a biodiversidade amazônica, e a expansão e modernização do herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), fundamental para os estudos da flora regional.
Também está prevista a construção do Museu das Amazônias, em Belém (PA), que será um espaço de divulgação científica e valorização da diversidade cultural e ambiental da região. O museu será um legado permanente da COP30, que ocorrerá na capital paraense em 2025.
Outro destaque do programa é o projeto “Sustentabilidade e Valorização da Amazônia: Fortalecimento da Pesquisa e Inovação nos Campi da UFAM no Interior do Amazonas”, que está em fase final de contratação. Com investimento previsto de quase R$ 5 milhões, o projeto será executado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e tem como objetivo ampliar a capacidade científica dos campi localizados fora da capital, promovendo o protagonismo regional, a interiorização da ciência e a formação de redes de pesquisa voltadas para os desafios e as potencialidades amazônicas.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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